Depois de uma abertura vacilante devido ao fraco desempenho das ações na Europa, onde a agência de classificação Moody's rebaixou a nota de risco da dívida soberana da Irlanda, as bolsas dos EUA e do Brasil consolidaram altas por conta de ordens de compra de última hora nos pregões.
Além de compensar os temores em relação à situação na zona do euro, as informações de que o governo chinês prevê crescimento nas exportações e importações do país beneficiaram os papéis do setor de mineração e de siderurgia na Bolsa de São Paulo (Bovespa), que registrou alta de 1,54% e volume de R$ 6,65 bilhões, dos quais R$ 2,42 bilhões corresponderam ao exercício do mercado de opções.
Todas as blue chips fecharam com ganhos, com destaques para Usiminas PNA (3%), Vale ON (2,8%), Vale PNA (2,61%) e Gerdau PN (1,73%). Nos EUA, numa sessão de acentuada volatilidade, Wall Street encerrou com valorização de 0,56% graças à divulgação de resultados corporativos favoráveis, como o da Halliburton, empresa do setor petrolífero.
As bolsas europeias, porém, amargaram perdas em decorrência dos problemas da Irlanda, que apresenta aumento do déficit público e queda na atividade econômica. O país é outro dos PIIGS, sigla em inglês do bloco também composto por Portugal, Itália, Grécia e Espanha, a gerar apreensão global nos últimos meses. Os investidores temem que a Itália, maior economia entre os cinco países mais endividados da zona do euro, também possa entrar em crise financeira.


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