Contagiada pela apreensão ante o desaquecimento da economia global, que derrubou os principais mercados ocidentais, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou queda de 2,02% e volume de R$ 4,039 bilhões - abaixo da média diária de R$ 5,6 bilhões e o menor giro desde 5 de julho.
Apesar da divulgação nos EUA de alguns indicadores dentro do esperado, como o crescimento em julho na renda dos trabalhadores e nos gastos dos consumidores, Wall Street amargou perda de 1,39%. A moeda dos EUA se valorizou diante do euro, que encerrou abaixo de US$ 1,27.
Nem o anúncio de um plano de estímulo de US$ 11 bilhões pelo governo japonês, que provocou ganho de 1,76% na Bolsa de Tóquio, conseguiu dissipar os temores com a marcha lenta da atividade econômica. Todas as bolsas asiáticas obtiveram altas, mas na Europa, houve quedas generalizadas, ainda que discretas.
Uma pequena baixa do petróleo em Nova York, onde o barril atingiu US$ 74,70, ampliou a desvalorização dos papéis da Petrobras no pregão paulista, no qual os investidores mantêm incertezas quanto ao processo de capitalização da estatal.
Ainda na liderança da carteira do Ibovespa, as ações da Petrobras caíram 4,18% (PN) e 2,67% (ON). Perto de desbancar os papéis da petrolífera da dianteira na composição do índice no último quadrimestre do ano, as ações da Vale cederam 2,9% (PNA) e 2,63% (ON).


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