Numa jornada de valorização de 0,29% na Bolsa de São Paulo (Bovespa), que alcançou a maior pontuação (69.429) desde 23 de abril e a liderança no ranking de setembro, com alta de 6,58%, a moeda dos EUA caiu ao menor preço (R$ 1,6920) em mais de dois anos.
Com queda de 3,7% no mês, o dólar cedeu abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde 3 de setembro de 2008, antes do pior momento da crise financeira global provocada pelo setor imobiliário de alto risco norte-americano.
Além de acompanhar a evolução no Exterior, onde o euro permanece acima de US$ 1,36, o dólar rompeu o chamado "piso informal" graças ao ingresso de recursos estrangeiros, principalmente para participar da capitalização da Petrobras. Após três altas seguidas, quando subiram cerca de 4,5%, as ações da estatal cederam 1,77% (ON) e 0,76% (PN) por interesse de parte do mercado em embolsar lucro.
O setor privado também vem contribuindo na entrada de divisas. Só em setembro, as empresas brasileiras captaram US$ 8,86 bilhões em bônus externos. O dólar não afundou ainda mais porque o Banco Central (BC) atua regularmente no câmbio e ontem promoveu dois leilões de compra.
Sem perspectiva de contenção desse fluxo de capitais, analistas não descartam a possibilidade de queda mais acentuada nos próximos dias. Os preços também vão a pique no segmento de turismo: R$ 1,81 nas casas de câmbio de Porto Alegre e R$ 1,77 no Banco do Brasil.


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