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Posts de dezembro 2008

Balanço do surf amador gaúcho em 2008

22 de dezembro de 2008 5


Mais um ano se foi, e como faço desde 2003, ainda no extinto site Gosurf, presenteio os interessados leitores do ClicRBS com a retrospectiva, ou melhor, um balanço do ano de 2008. O texto é grande, mas o ano repleto de eventos no litoral gaúcho, merece a dedicação de quem escreve e a consideração de vocês que o lêem. Além disso, gostaria de usar o meu ano; minhas realizações, como demonstração financeira e logística, daquilo que os atletas enfrentam na dura e cansativa maratona de competições que formam o Circuito Gaúcho de Surf Amador. Especialmente neste ano, onde foram realizadas 11 etapas do amador, sendo 6 delas no extremo norte gaúcho, na Prainha de Torres.

Como parâmetro inicial, gostaria de informar que minha base domiciliar e ponto de partida para as viagens do certame é Capão da Canoa, e como poucos atletas filiados disputo 3 categorias no Circuito Gaúcho Amador: Open, Sênior e Longboard.
Os valores listados a seguir são aproximados, pois, não tive a idéia de contabilizar e registrar gastos e ganhos em cada etapa disputada. Esse valores variam conforme a ocasião ou o jeitinho que se dá para minimizar custos ou aumentar os ganhos, como caronas, divisão de despesas com outros atletas, e a venda dos prêmios. Preciso fazer o registro de que muitas vezes os produtos oferecidos como premiação nos eventos, não são de qualidade exemplar, e isso é uma luta que venho travando a tempos, para que os produtos oferecidos aos atletas não sejam aqueles encalhados nas lojas, com falhas na fabricação, ou feitos à bala, para cumprir prazos de entrega. Além disso, levo em conta que o atleta premiado tenha vendido todos os produtos que ganhou, algo bem complicado também.

ATLETA: Ki Fornari
EVENTOS DO CIRCUITO GAÚCHO AM/08: Torres (06 etapas), Imbé (03 etapas), Pinhal (01 etapa) e Tramandaí (01 etapa)
CATEGORIAS: Open, Sênior e Longboard
PÓDIUNS: Open (05 pódiuns), Sênior (07 pódiuns) e Longboard (09 pódiuns)

Custos: R$ 2.305,00
Filiação:
R$ 50,00
Inscrições: R$ 1.430,00
Deslocamento: R$ 310,00
Hospedagem: R$ 245,00
Alimentação: R$ 270,00

Premiações: R$ 4.250,00
Open: R$ 900,00
Sênior: R$ 1.500,00
Longboard: R$ 1.850,00

Observe que o saldo foi positivo, e você deve pensar que enfiei toda essa grana no bolso, mas, não esqueça que um atleta sem patrocínio precisa bancar seu equipamento, e isso muitas vezes é descontado das premiações, quando se fica com produtos para uso próprio. Além disso, o sucesso financeiro é fruto, neste caso, das 3 categorias disputadas. Caso fosse somente uma, como a Open por exemplo, jamais conseguiria obter lucro. Fui o 4o.Lugar no ranking final, e teria pago para disputar o circuito 2008. O custo permaneceria o mesmo, salvo as inscrições, que sem as categorias sênior e longboard sofreria um desconto insatisfatório de R$ 880,00. A despesa final cairia para R$ 1.425,00, e o ganho com premiações (R$ 900,00) não serviria para cobrir a despesa de todo o circuito. Faça as contas se fosse somente a sênior, por exemplo, fui o vice-campeão, e o saldo apenas empataria.

Estes dados são alarmantes, e faz-me pensar em quantos atletas estão tirando grana do próprio bolso para disputar o Gaúcho Amador. São muitos! E conta-se nos dedos, aqueles patrocinados que ainda conseguem livrar pelo menos o valor das inscrições nos seus custos.

Mais alarmante ainda é o descaso do mercado do surf com os atletas amadores. Eles não acreditam no retorno proporcionado pelos atletas, não apóiam, e a “engrenagem” surf acaba andando para trás. Se nem os maiores interessados no crescimento do esporte – como alavanca nas vendas – acreditam no retorno e no poder da “formação de opinião” dos atletas, quem acreditará?

Fui o atleta do Circuito Gaúcho Amador mais premiado em 2008, subi 21 vezes ao pódio, estive na mídia como destaque dos eventos, e ainda assim, tive a maior decepção da minha vida como competidor gaúcho.

Sinto profunda tristeza em lembrar de todas as 21 vezes que me preocupei em levar a marca de certo empresário ao pódio, e ao invés de receber os parabéns, ouvi dizer que não dei retorno algum.

Por fim, o surf gaúcho está se reerguendo, se estruturando, e assim, recuperando a credibilidade. Já temos um circuito forte, um centro de treinamento profissional, e o apoio de alguns empresários. A governadora do estado assinou pela segunda vez o Decreto Surf Legal, e o assunto das redes de pesca vem sendo debatido mais vezes do que sempre foi ao longo de 25 anos. Algumas associações de surf despertaram, e organizam projetos para o futuro. Uma nova geração de surfistas está a caminho, e desejo que os empresários gaúchos enxerguem o momento, e a importância do apoio a esses surfistas. Os atletas dificilmente consomem nas surf shops, mas formam opinião para aqueles que consomem.

Obrigado pela audiência, pela leitura das minhas matérias e pela preferência. Um Feliz Natal, e um 2009 abençoado à todos. Muita PAZ, AMOR, SUCESSO E MUITO SURF!

Ki Fornari
ki.fornari@atlantida.com.br

Postado por Ki Fornari

Tríplice Coroa Havaiana segue em Sunset

09 de dezembro de 2008 0

A Tríplice Coroa Havaiana, evento que há 26 anos fecha o calendário mundial do surf, está com sua segunda etapa em andamento, em Sunset Beach, North Shore havaiano. A primeira etapa, realizada em Haleiwa, foi vencida pelo jovem surfista taitiano Michel Bourez, que derrotou o brasileiro Jihad Khodr na final, e saiu na frente da briga pelo título da Tríplice 2008. Com a segunda colocação na etapa, o paranaense de Matinhos garantiu sua permanência no WCT em 2009. Isso porque a etapa de Haleiwa era válida também como penúltima etapa do WQS, a divisão de acesso ao WCT.  Jihad ganhou 10 posições no ranking, pulando de 15o. para 5o., garantindo matemáticamente a classificação ao Dream Tour 2009.

Entenda a Tríplice Coroa Havaiana: 

Os três eventos que fazem parte da Tríplice:

R eef Hawaiian Pro - Penúltima etapa do WQS, nas ondas de Haleiwa. O evento completa 24 anos em 2008, e em sua lista de vencedores estão nomes como: Mark Richards (Australia), Tom Curren (USA), e Sunny Garcia (Hawaii).

O `neill World Cup - Última etapa do WQS, em Sunset Beach. Completa 34 anos, e inclui como vencedores, nomes como: Tom Carroll (Australia), Andy Irons (Hawaii), e Shaun Tomson (Africa do Sul).

 

B illabong Pipeline - Última etapa do WCT, nos tubos de Pipeline. A etapa mais cobiçada por 100% dos atletas. Em suas esquerdas (Pipeline) e direitas (Backdoor) baterias memoráveis, sempre com os tube riders do mundo, protagonizando momentos inesquecíveis para quem ama o esporte. Nomes como: Derek e Michael Ho, Jonny Boy Gomes,Shaun Tomson, Tom Carrol, Gary Elkerton, Sunny Garcia, Andy Irons, e Kelly Slater, entre outros.

 

O maior vencedor da Tríplice Coroa Havaiana, que compreende esses três eventos, é o havaiano Sunny Garcia, com 6 vitórias. Os havaianos Derek Ho e Andy Irons têm 4 cada. Aliás, os locais só não levaram o título em 7 oportunidades. No ano passado, o australiano Bede Durbidge quebrou um jejum de 8 anos sem vitória estrangeira no evento havaiano.  

Galeria de Campeões:
2007 – Bede Durbidge (AUS)
2006 – Andy Irons (HAW)
2005 – Andy Irons (HAW)
2004 – Sunny Garcia (HAW)
2003 – Andy Irons (HAW)
2002 – Andy Irons (HAW)
2001 – Myles Padaca (HAW)
2000 – Sunny Garcia (HAW)
1999 – Sunny Garcia (HAW)
1998 – Kelly Slater (EUA)
1997 – Michael Rommelse (AUS)
1996 – Kaipo Jaquias (HAW)
1995 – Kelly Slater (EUA)
1994 – Sunny Garcia (HAW)
1993 – Sunny Garcia (HAW)
1992 – Sunny Garcia (HAW)
1991 – Tom Carroll (AUS)
1990 – Derek Ho (HAW)
1989 – Gary Elkerton (AUS)
1988 – Derek Ho (HAW)
1987 – Gary Elkerton (AUS)
1986 – Derek Ho (HAW)
1985 – Michael Ho (HAW)
1984 – Derek Ho (HAW)
1983 – Michael Ho (HAW)

Postado por Ki Fornari