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Perigo invisível!

29 de novembro de 2011 1

O abandono das praias gaúchas durante o inverno é escancarado. O período que segue da páscoa até os feriados de novembro, demonstra claramente a falta de mentalidade turística entre os governantes do litoral, quando os visitantes mais assíduos e os moradores da faixa leste dos municípios (lê-se adoradores da praia e do mar) ficam órfãos da estrutura mínima para o bem-estar nesses locais. O lixo acumula, os quiosques são retirados da praia, a segurança pública volta a precariedade e a herança deixada de mais um verão badalado não passa de entulho sem utilidade.

As prefeituras determinam a retirada dos quiosques, mas não fazem o rescaldo das estruturas deixadas por seus inquilinos. Toras, canos da rede pluvial e outras “caliças” são esquecidas a céu aberto, como se ali não passasse mais ninguém até a próxima temporada. O que falar dos eventos esporádicos, aqueles que montam e desmontam estruturas gigantescas, repletas de ferros, cordas e outros badulaques, que nunca são retirados por completo e acabam indo e vindo a tona, com o deslocamento da areia da praia. Nem mesmo a querida plataforma de pesca de Atlântida escapa, caindo aos pedaços, volta e meia descarrega pedaços de concreto e ferro “derretido” em plena área comum.

Existem estruturas submersas na nossa praia que nem mesmo imaginamos, e o perigo é constante. Tivemos um inverno rigoroso, com muita chuva e maré alta, fenômenos naturais que movimentam a areia depositada na praia e muitas vezes promovendo uma limpeza natural do ambiente. Objetos e estruturas enterrados à anos, voltam a tona, e nos mostram o quanto estamos sujeitos aos riscos proporcionados por este lixo ignorado.

Portanto, quando chegar o verão, é bom ter cuidado na hora de colocar o pé na areia. As crianças então, nem se fala. Cavam buracos enormes com as próprias mãos, sem saber que correm um risco incalculável. A praia é cada vez mais um campo minado, e não sabemos mais onde estamos pisando. Tenho saudade da época em que podia deitar e rolar nas enormes dunas da minha praia. Cavar e me enterrar até o pescoço. Isso não é mais possível. O perigo é invisível!









1. Dunas ou terreno baldio? O lixo se acumula na praia mais badalada do estado.









2. Estrutura com ferros pontiagudos estão submersos ao lado da plataforma. Perigo constante!



Comentários (1)

  • Rodrigo diz: 29 de novembro de 2011

    Olha, não tem muito o que comentar sobre todos essas denúncias e alertas, só que é uma VERGONHA. Eu não acredito que deve ser tão difícil assim, realizar manutenções e administrar de nossas praias, não acredito mesmo. É um tipo de assunto que podemos ver não só nas praias, mas enfim, sem mais palavras.

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