Foi jogo de um time só. Pela segunda rodada do Sul-Americano, no Chile, o Brasil não jogou contra a Argentina. Viu a Argentina jogar.
Com superioridade em todos os quesitos - físico, técnico e tático - os Pumas derrotaram os Tupis por 111 a 0 e repetiram a maior diferença de pontos da história dos confrontos (114 a 3 em 1993).
Somente no primeiro tempo, foram dez tries, de Facundo Barrea (4), Santiago Craig (2), Tomás Cubelli (2), Manuel Montero e Ramiro Moyano, sete deles convertidos por Stéfano Ambrosio. Na segunda etapa, o Brasil suportou 13 minutos sem levar try. E isso foi o melhor do jogo para os Tupis. A Argentina cravou mais sete vezes a bola no in-goal, com Montero (2), Ortega Desio (2), Barrea (2) e Fruttero. Ambrosio converteu quatro vezes e Valentin Cruz outras duas.
Infelizmente, não é um placar que cause espanto. Na véspera, o presidente da CBRu, Sami Arap, já havia externado o que esperava do reencontro entre brasileiros e argentinos.
- Comparativamente, é o mesmo que colocar uma equipe profissional da NBA para jogar contra uma equipe universitária brasileira – disse.
O resultado, por mais dura que seja a realidade, definitivamente não é o mais importante. Cabe, agora, aos competentes técnicos Scott Robertson e Brent Frew avaliarem os prós e contras e utilizarem o jogo como benefício para que a equipe amadureça. Apesar do golpe, foram apenas 80 minutos. O trabalho, de longo prazo, continua.
