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Capitão exalta confiança: “Considero o Brasil o primeiro candidato à vaga para a Copa de Sevens”

24 de janeiro de 2013 1

Para tornar realidade o sonho de estar pela primeira vez numa Copa do Mundo de Sevens, o Brasil terá que superar adversários que não vence há quase dois anos. Apesar de um cenário pouco otimista, no entanto, o capitão da seleção, Daniel Gregg (foto), exalta confiança: “Considero o Brasil o primeiro candidato a vaga para a Copa”.

O experiente jogador do Niterói baseia seu otimismo no que testemunhou em campo nas partidas diante do Uruguai e Chile em Viña del Mar e Punta del Este. Por mais que os resultados não tenham demonstrado, ele salienta que o Brasil provou competência para vencer chilenos e uruguaios. “Vimos que o que nos separa da vitória realmente são alguns detalhes”, conta o capitão, que fala mais sobre o atual momento da seleção e as expectativas para o Sul-Americano nessa entrevista exclusiva ao Terceiro Tempo.

O Brasil conquistou resultados históricos no começo de 2011: venceu o Uruguai (Punta del Este), Argentina (Sul-Americano) e Chile (Sul-Americano). Se imaginava que a partir daí passaria a alternar vitórias e derrotas com Chile e Uruguai, sobretudo. Mas de lá para cá, não voltou mais a vencê-los. Isso preocupa às vésperas do Sul-Americano mais importante dos últimos anos?

Não nos preocupa não. O ano de 2011, sem dúvida, foi um ano de excelentes resultados e também um ano muito intenso de treinos e competições. Após este ciclo, alguns dos jogadores mais experientes do grupo tiveram lesões (alguns com cirurgia) e dois jogadores foram para o exterior para testes em clubes internacionais, ou seja, em 2012/2013 não conseguimos repetir o mesmo grupo experiente de 2011. Mesmo assim, vemos isso pelo lado positivo, pois estamos tendo a chance de testar e analisar novos jogadores que vêm fazendo parte do grupo desde o ano passado. Mas para o Sul-Americano estaremos com força total!

Pelos resultados recentes, dá para considerar o Brasil, hoje, o terceiro candidato à vaga para a Copa do Mundo de Sevens?

Considero o Brasil o primeiro candidato à vaga! Sem contar a Argentina, que já está classificada.

Considerando a continuidade do processo que visa a afirmação do rugby brasileiro, que importância tem estar na Copa?

A vaga para a Copa do Mundo é o nosso próximo objetivo. O rugby brasileiro vem crescendo bastante e acredito que independente de conquistarmos a vaga ou não, este crescimento continuará,  até porque estão todos de olho nas Olimpíadas de 2016. Mas conseguindo a vaga para a Copa, estaremos dando mais incentivo a novos praticantes e investidores.

Como você analisa o trabalho da seleção a partir da entrada dos técnicos neozelandeses?

Como disse anteriormente, estamos em uma fase de testes de novos jogadores e a formação de um grupo sólido para as competições. Sem dúvida tivemos um crescimento com a entrada dos novos técnicos. Novas técnicas, novo sistema e muito foco na preparação física. Uma coisa que ajudou muito foi que já vinhamos de um trabalho de alguns anos atrás. Já temos uma base formada e agora estamos introduzindo novas informações.

Você acha que o processo de montagem do grupo, com a observação de novos atletas a cada convocação, é o ideal?

Acho que sim. Tivemos uma boa experiencia com um grupo muito renovado na gira da Nova Zelândia, em novembro do ano passado. Mas acho que quanto mais perto de competições importantes como o Sul-Americano, temos que formar um grupo mais forte, deixando para testar novos jogadores em outros torneios e treinamentos.


Comentários (1)

  • Cayo Nicolau diz: 24 de janeiro de 2013

    Excelente Capitao,

    Na minha opiniao, a seleçao esta no caminho certo, mais precisamos de mais jogos de alto nivel. Temos jogadores novos com talento e brilhantismo e que precisao estar em situaçoes de jogos e contra times de niveis mais altos para adquirir experiencia e nao sentir tanto a pressao. Eu acho que esse o grande motivo da Seleçao ainda nao manter um momento constante no circuito de Sevens. Acompanho somente a seleçao pelos noticiarios, e por relatos de jogadores, e vejo o empenho, a dedicaçao e a entrega total desses jogadores ao esporte e a seleçao. Ja joguei nesse nivel, e o psicologico de um jogador pode ficar muito abalado com a pressao do jogo. Um passe, um tackle, uma comunicaçao entre os jogadores em campo,que aqui no Brasil, no seu clube esse jogador faria de olhos fechados e de costas com brilhantismo, no jogo de alto nivel e com a pressao pode se tornar um bicho de sete cabeças.

    Acho que o nosso capitao esta correto em suas palavras. Tem que ser otimista mesmo…Tem que acreditar sempre, pois se o time nao acredita(Isso vale para todos os jogadores), o Brasil ja entra em campo com a batalha perdida. E quando estivermos na frente do placar em qualquer um dos jgos que vamos disputar, nao seria uma coisa anormal, e sim um fruto de trabalho construido ao longo dos anos e dedicaçao de cada jogador…Nessa hora o Brasil precisa colocar mais muniçao na sua arma(Coraçao e corpo) e jogar com mais força e mais alegria, exatamente como fazem em seus clubes,mais para isso, temos que ter jogadores acostumado com a pressao de jogo.

    Sou Torcedor, jogador e Amante do Rugby e acredito na Seleçao.

    Vamos Tupis, Rumo ao Mundial.

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