Neste sábado, em Bento Gonçalves, a equipe do Farrapos recebeu o Charrua para mais uma partida do Campeonato Gaúcho de Rugby XV. O time de Bento iniciou a partida impondo o ritmo jogo e com certa superioridade nas formações fixas, impediu que o Charrua conseguisse estabelecer sua sequência de jogo. No segundo tempo da partida, a equipe da Capital partiu para cima, sufocou o Farrapos nos primeiro 20 minutos, marcando seus pontos, mas o atual campeão gaúcho aproveitou-se das falhas, e ampliou o placar no final da partida, garantindo assim a vitória pelo placar de 42x20.
Em Novo Hamburgo, os Brummers foram derrotados pela equipe do San Diego por 11x19, em um jogo disputado do inicio até o apito final. A equipe dos Brummers mostrou que vem se adaptando ao novo padrão, e promete melhores resultados no segundo turno da competição.No jogo que dá início ao segundo turno enfrentam o atual campeão Farrapos, na cidade de Bento Gonçalves.
Os jogos do segundo turno iniciam no próximo sábado dia 04.
Este final de semana promete ser de muito Rugby XV em todo o estado. A equipe do Farrapos, de Bento-Gonçalves, atual Tricampeã Gaúcha, enfrentará o Charrua Rugby Clube de Porto Alegre, a equipe mais antiga do Rugby gaúcho. A peleia vai acontecer neste sábado, dia 27 de abril no Estádio da Montanha, o jogo principal será às 15 horas. Como preliminar para o jogo as equipes se enfrentam na categoria intermédia, o início está previsto para às 13 horas. Os Índios tem a missão de parar o Farrapos que defenderam a sua 50° semana sem derrotas para equipes gaúchas.
Em novo Hamburgo, acontece o outro jogo do Gaúcho de Rugby, temos os Brummers encarando a equipe do San Diego de Porto Alegre. A equipe local buscam a sua primeira vitória na competição, pois vem de duas derrotas e um empate .“Nas últimas semanas aproveitamos para corrigir alguns erros que tivemos nas primeiras rodadas do CGR. O time ainda está se adaptando a nova proposta de jogo, mas contra o San Diego espero nosso melhor jogo no ano.” - Gabriel Colini Cenamo – Técnico do Brummers Rugby.
O jogo principal tem o ponta-pé inicial previsto para às 15:30 horas. Como prévia da partida as 13:30 horas as duas equipes se enfrentam na categoria Intermédia.
Neste sábado dia 20, a partir das 16 horas na cidade de Santo André no estado de São Paulo, a seleção Brasileira de rugby fará a sua ultima apresentação, antes do torneio Sul-Americano de 2013. O jogo terá transmissão ao vivo pelo Sportv 2.
Na noite de terça-feira, 16 de abril, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos (SP), com o apoio de mais de 5 mil pessoas, a seleção masculina de Rugby XV derrotou a seleção do México por um convincente 50 a 14. Os trys foram de Leco, Matheus, Léo (2), Eddy, Nelsinho e Diego Lopez, com conversões anotadas por Leco.
No próximo sábado de abril, dia 20, as duas seleções voltam a se enfrentar, na cidade de Santo André em São Paulo, pela segunda partida do Desafio Heineken, que é preparatório para o Campeonato Sul-Americano da primeira divisão que ocorre entre os dias 27 de abril e 4 de maio nas cidades de Temuco (Chile) e Montevidéu (Uruguai).
O rugby feminino brasileiro ainda não é mundialmente grande considerando alguns critérios, mas já chegou lá quanto a calendário de competições.
O nono título sul-americano garantiu ao país outros três torneios mundiais no primeiro semestre: duas etapas do Circuito e a Copa do Mundo. Nos próximos três meses, a seleção vai rodar pela China, Holanda e Rússia. Contando a etapa norte-americana do Circuito realizada em fevereiro, serão quatro países e três continentes em apenas um semestre. Sempre encarando a “nata” do esporte.
Um ex-presidente da república diria que nunca na história deste país as brasileiras competiram tanto. Aquele velho sonho de transformação que muitos idealizavam transformou em realidade bem antes do que o mais otimista poderia prever. Graças à dedicação das atletas e recente reformulação da entidade que gere o rugby nacional, a seleção brasileira feminina tem um calendário regular e de elite mundial. Se o rugby internacional desconhece a seleção masculina, a feminina por outro lado já pode se orgulhar de estar inserida no primeiro escalão.
O calendário de competições, como se vê, é profissional. Para que a profecia da Topper se concretize e a modalidade seja grande em todos os critérios, falta somente que a valorização às jogadoras esteja à altura do calendário.
Para tornar realidade o sonho de estar pela primeira vez numa Copa do Mundo de Sevens, o Brasil terá que superar adversários que não vence há quase dois anos. Apesar de um cenário pouco otimista, no entanto, o capitão da seleção, Daniel Gregg (foto), exalta confiança: “Considero o Brasil o primeiro candidato a vaga para a Copa”.
O experiente jogador do Niterói baseia seu otimismo no que testemunhou em campo nas partidas diante do Uruguai e Chile em Viña del Mar e Punta del Este. Por mais que os resultados não tenham demonstrado, ele salienta que o Brasil provou competência para vencer chilenos e uruguaios. “Vimos que o que nos separa da vitória realmente são alguns detalhes”, conta o capitão, que fala mais sobre o atual momento da seleção e as expectativas para o Sul-Americano nessa entrevista exclusiva ao Terceiro Tempo.
O Brasil conquistou resultados históricos no começo de 2011: venceu o Uruguai (Punta del Este), Argentina (Sul-Americano) e Chile (Sul-Americano). Se imaginava que a partir daí passaria a alternar vitórias e derrotas com Chile e Uruguai, sobretudo. Mas de lá para cá, não voltou mais a vencê-los. Isso preocupa às vésperas do Sul-Americano mais importante dos últimos anos?
Não nos preocupa não. O ano de 2011, sem dúvida, foi um ano de excelentes resultados e também um ano muito intenso de treinos e competições. Após este ciclo, alguns dos jogadores mais experientes do grupo tiveram lesões (alguns com cirurgia) e dois jogadores foram para o exterior para testes em clubes internacionais, ou seja, em 2012/2013 não conseguimos repetir o mesmo grupo experiente de 2011. Mesmo assim, vemos isso pelo lado positivo, pois estamos tendo a chance de testar e analisar novos jogadores que vêm fazendo parte do grupo desde o ano passado. Mas para o Sul-Americano estaremos com força total!
Pelos resultados recentes, dá para considerar o Brasil, hoje, o terceiro candidato à vaga para a Copa do Mundo de Sevens?
Considero o Brasil o primeiro candidato à vaga! Sem contar a Argentina, que já está classificada.
Considerando a continuidade do processo que visa a afirmação do rugby brasileiro, que importância tem estar na Copa?
A vaga para a Copa do Mundo é o nosso próximo objetivo. O rugby brasileiro vem crescendo bastante e acredito que independente de conquistarmos a vaga ou não, este crescimento continuará, até porque estão todos de olho nas Olimpíadas de 2016. Mas conseguindo a vaga para a Copa, estaremos dando mais incentivo a novos praticantes e investidores.
Como você analisa o trabalho da seleção a partir da entrada dos técnicos neozelandeses?
Como disse anteriormente, estamos em uma fase de testes de novos jogadores e a formação de um grupo sólido para as competições. Sem dúvida tivemos um crescimento com a entrada dos novos técnicos. Novas técnicas, novo sistema e muito foco na preparação física. Uma coisa que ajudou muito foi que já vinhamos de um trabalho de alguns anos atrás. Já temos uma base formada e agora estamos introduzindo novas informações.
Você acha que o processo de montagem do grupo, com a observação de novos atletas a cada convocação, é o ideal?
Acho que sim. Tivemos uma boa experiencia com um grupo muito renovado na gira da Nova Zelândia, em novembro do ano passado. Mas acho que quanto mais perto de competições importantes como o Sul-Americano, temos que formar um grupo mais forte, deixando para testar novos jogadores em outros torneios e treinamentos.
"Sempre digo que rúgbi é um esporte que todos podem jogar, sejam gordos, fracos, altos, baixos, rápidos ou lentos, e por isso também pode jogar um menino com uma perna. Todos podem contribuir de distintas formas à uma equipe. O que você precisa ter é gana de jogar e divertir-se”.
Essa simplicidade fez do argentino Nicolas Pueta (foto) um dos exemplos mais fiéis do que se conhece por “espírito do rúgbi”. Por uma malformação congênita, a perna esquerda nunca desenvolveu-se como a direita. Mesmo assim, Nicolas não deixou a desvantagem física impedir o sonho de jogar rúgbi. Sabia que precisaria vencer inúmeras barreiras, mas pacientemente foi em frente. Chegou a praticar natação, esqui, atletismo e hóquei sobre a grama, sempre com pessoas “convencionais”. O rúgbi nunca deixou de ser o esporte preferido, mas por ordem dos médicos, não estava entre as opções.
Anos de insistência e convencimento, no entanto, lhe deram uma oportunidade para mostrar o que poderia fazer e qual era seu limite. Nicolas, então, passou a trilhar um caminho que contrariou todos os prognósticos.
Não apenas vestiu a camisa de seu clube, o San Andrés, como também jogou na Inglaterra e Holanda. Em 2007 trabalhou no Departamento de Comunicação da Copa do Mundo e após o torneio, em meio às maiores estrelas do rúgbi mundial, foi surpreendido com o prestigioso prêmio “Espírito do Rúgbi”, concedido pelo IRB e entregue pelas mãos de Felipe Contepomi. Três anos depois foi reconhecido pelo diário inglês Sunday Times uma das “200 figuras mais influentes do rúgbi mundial”.
Hoje, aos 29 anos, voltou a jogar no San Andrés e, entre outras atividades, é um palestrante motivacional. Já relatou sua história em colégios, universidades e empresas da Argentina, Uruguai, Chile, África do Sul e Espanha. Bem humorado, confidenciou ao Terceiro Tempo que ainda aguarda convites do Brasil. Todos querem ouvir o homem que virou ícone do esporte não pelos títulos ou belos tries, mas sim por nunca ter desistido, mesmo com a desconfiança de todos, de um simples sonho: jogar rúgbi.
O que lhe motiva a jogar rúgbi?
Cheguei ao rúgbi por meus amigos. Gosto de muitos esportes, como esqui, futebol logicamente, atletismo, hóquei sobre a grama, entre outros. Infelizmente, nem sempre tive a permissão de meus pais e médicos para jogar rúgbi - que é o esporte que mais gosto -, então tive que praticar outros esportes. Competi em natação e atletismo - até salto em altura! – sempre contra gente “normal”, ou seja, não com atletas paralímpicos. Mas não iria parar até que pudesse entrar em um campo de rúgbi com meus amigos.
Você é um exemplo de superação para as pessoas. Como lida com isso?
Eu me divirto com isso. Tenho a possibilidade de ser um palestrante motivacional e o fato de contar a minha história às vezes ajuda outras pessoas, esse sentimento é genial. Mas isso não significa que tenho a verdade absoluta de como seguir adiante em situações difíceis. O mais importante é que as pessoas que têm um sonho possam manter-se em seu caminho até cumprir o objetivo. Não digo que seja fácil, mas se realmente quer, não é impossível.
Alguns brasileiros estão batalhando para dar ao rúgbi seu espaço, mas o caminho é longo. Que recado você deixa a essas pessoas que abrem mão de muitas coisas pelo amor ao esporte e pela esperança de vê-lo sendo mais praticado no futuro?
O rúgbi no Brasil está crescendo muito, me recordo que há alguns anos quando jogava com Chile e Uruguai perdia por muitos pontos. Hoje os resultados são muito parelhos e no sevens, inclusive, venceu a Argentina. Tem um jogador brasileiro no rúgbi francês e esse crescimento não acontece por acaso, tenho certeza que há muita gente por trás desses feitos, não somente os jogadores que entram no campo. Há treinadores e famílias que dão seu tempo para que o rúgbi cresça, e o bom disso é que vocês já podem ver o Brasil dar passos de gigante. Todos nós, em algum momento, temos que escolher prioridades e fazer muito esforço para alcançar algo. Quando se alcança uma meta, tudo o que pode vir depois se desfruta em dobro. E eu não tenho dúvidas que o rúgbi vai seguir crescendo no Brasil e em toda a região. O fato de o sevens se incorporar aos Jogos Olímpicos é um avanço muito importante.
Você ajudou sua equipe a vencer partidas e recebeu prêmios pela história de vida. No final, o que é mais importante? Que legados o esporte deve deixar?
Eu faço o que posso à equipe em que jogo, sempre digo que rúgbi é um esporte que todos podem jogar, sejam gordos, fracos, altos, baixos, rápidos ou lentos, e por isso também pode jogar um menino com uma perna. Todos podem contribuir de distintas formas à uma equipe. O que você deve ter é gana de jogar e divertir-se.
A partir de hoje, os posts do Terceiro Tempo serão redirecionados para um novo endereço: www.rugbyempauta.com. Você continuará lendo artigos diários sobre a modalidade no Rugby em Pauta, que dará continuidade à linha editorial do Terceiro Tempo.
Este espaço continuará ativo, agora com colunas semanais abordando os avanços e desafios do rúgbi nos próximos anos, que tendem a ser os mais intensos para a modalidade no Brasil.
Serão dois blogs, dois perfis diferentes, mas com um compromisso em comum: manter o rugbier bem informado.
O processo classificatório ao Brasil Sevens está encerrado. Os seis estados com vagas reservadas pela CBRu já definiram seus representantes. Não quer dizer, no entanto, que todos participarão, tendo em vista que alguns ainda vêm batalhando para angariar os recursos necessários para disputar o torneio em Embu das Artes (SP).
O projeto da CBRu para bancar integralmente os custos dos clubes ainda está em fase de apreciação pela Lei de Incentivo ao Esporte. Se for aprovado, a entidade terá até o próximo dia 20 para captar.
Os oito clubes convidados (três no masculino e cinco no feminino) ainda não foram anunciados pela CBRu.
MASCULINO
- Federação Paulista de Rugby: São José, Pasteur, Jacareí, Spac, Bandeirantes e Corinthians
- Federação Fluminense de Rugby: Rio e Niterói
- Federação Catarinense de Rugby: Chapecó e Desterro
- Federação Gaúcha de Rugby: Farrapos e Charrua
- Federação Paranaense de Rugby: Curitiba e Londrina
- Federação Mineira de Rugby: Taurus
- Convidados: 3 vagas
FEMININO
- Federação Paulista de Rugby: Spac, Bandeirantes, São José, Rio Branco e USP
Qual é o segredo do clube que venceu oito das últimas onze edições do campeonato mais difícil do país? O vídeo-documentário “Rugby, jogando por um sonho” foi em busca da resposta.
Produzido por Thiago Bueno, Rodrigo Ribeiro, William Victor e Lucas Barbosa para TCC de Jornalismo e TV e Rádio, o vídeo reúne personagens que narram os primeiros passos do clube até as conquistas que transformaram São José dos Campos na “capital brasileira do rúgbi”.
Além da força do time celeiro da Seleção Brasileira – 30 dos 35 pontos da vitória sobre o Paraguai nas eliminatórias à Copa 2015 foram anotados por jogadores do São José -, ele relata a herança deixada por Ange Guimerá, que conseguiu fazer do rúgbi uma poderosa ferramenta de inclusão social na cidade.
Em quase trinta minutos, o vídeo mostra que os “caipiras” são talentosos, mas acima de tudo, exemplos de dedicação e amor ao esporte e à camisa.