No último final de semana antes do embarque a Las Vegas, para a disputa da quinta etapa do Circuito Mundial de Sevens, a Seleção Brasileira sofreu duas baixas: Pedro Rosa e Jefferson Felisberto.
Rosa, que passou os últimos quatro meses de 2011 se recuperando de lesão, sentiu o joelho treinando recepção de bola e optou por permanecer no Brasil.
- Não foi nada muito grave, mas decidimos que era melhor parar e voltar a tratar – afirma.
Jefferson, por sua vez, sentiu uma lesão na perna no Seven de Punta, e não conseguiu se recuperar totalmente a tempo de viajar.
Para as vagas de Pedro e Jefferson, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) convocou Putim (foto), do São José; e Eduardo Garcia, do Bandeirantes.
A quinta etapa do Circuito Mundial de Sevens, em Las Vegas, não beneficiará o Brasil apenas dentro de campo, com confrontos contra algumas das melhores seleções do mundo. O torneio dará ao país e seus patrocinadores, também, uma singular projeção mundial.
O International Rugby Board (IRB) estima audiência de 220 milhões de lares em 110 países. Caso confirme os números, o Las Vegas Sevens terá uma audiência 50% superior a 2011, um recorde para o torneio.
No Brasil, a emissora detentora dos direitos de transmissão é a BandSports.
Além de premiar os destaques de 2011, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) anunciou, durante a cerimônia do Troféu Brasil Rugby, as metas propostas no atual planejamento da entidade. O rúgbi brasileiro pensa grande. Muito grande.
As metas são bem claras:
- Conquistar uma medalha olímpica em 2016;
- Classificar-se à Copa do Japão, em 2019;
- Conquistar o ouro olímpico em 2028;
- Ter 500 mil atletas filiados até 2030;
- Estar no Top 10 do mundo até 2030.
A CBRu acredita que, apesar de ambiciosas, são metas possíveis de serem alcançadas. O presidente da entidade, Sami Arap (foto), cita o voleibol como referência.
- O vôlei levou quase 20 anos para chegar onde está e desde que conquistou a primeira medalha olímpica não parou de vencer. Se eles podem, nós também podemos – afirma.
Os números alcançados pela entidade recentemente ajudam a crer que os sonhos são mesmo possíveis. Em 2011, por exemplo, o caixa da CBRu arrecadou um montante histórico de R$ 3,9 milhões, entre patrocinadores, incentivos do governo federal, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do International Rugby Board (IRB). Para 2012, a projeção é de uma arrecadação bem superior, de pouco mais de R$ 7,1 milhões.
Conforme Sami, a CBRu conquistou, por seu trabalho nos últimos dois anos, a condição de uma das confederações mais sérias e transparentes do país. De fato, a entidade fez muito em pouco tempo, e acumulou subsídios de sobra para os brasileiros confiarem no que pretende até 2030.
A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) viabilizou um patrocinador para implantar um projeto de disseminação do Tag Rugby nas escolas do país. A entidade passará a oferecer material didático e esportivo aos clubes interessados, palestras de capacitação aos professores de educação física e ainda um acompanhamento semanal às escolas que adotarem o projeto. Os professores que aderirem a iniciativa e dinamizarem o projeto em sua escola receberão um Certificado Oficial CBRu de “Tag-Rugby Coach”.
O primeiro passo aos clubes é fazer um mapeamento das escolas próximas e apresentar o projeto de forma sucinta. Caso haja o interesse da escola, será agendada uma visita do staff da CBRu para apresentação do projeto formalmente. No primeiro semestre de implementação, o acompanhamento semanal será de responsabilidade da CBRu. Já no segundo semestre, a assistência ficará à cargo dos clubes. A ideia é reforçar, assim, a aproximação das equipes com as instituições de ensino locais.
Por ser uma versão do jogo sem contato, a prática do Tag Rugby é facilitada, pois não necessita de um campo gramado. A sua prática é perfeitamente adaptável a qualquer tipo de piso. A CBRu espera que a difusão do Tag Rugby no Brasil possibilite à nova geração a transição do Rugby Escolar para o Rugby de Clube, proporcionado uma formação mais completa ao atleta.
Mais informações podem ser obtidas com João Uva, coordenador do projeto, através do e- mail joao.uva@brasilrugby.com.br.
Jogadores, técnicos, dirigentes e árbitros de vários estados do Brasil participaram ontem, em São Paulo (SP), da cerimônia de entrega do II Troféu Brasil de Rugby. Foi uma noite de confraternização entre os mais talentosos nomes do rúgbi brasileiro e os obstinados pelo esporte fora das quatro linhas, como ex-dirigentes, patrocinadores e incentivadores da modalidade.
Entre os premiados, o troféu foi ainda mais especial a Moisés Duque, Pedro Lopes e Paula Ishibashi. Os três levaram o prêmio pelo segundo ano consecutivo nas categorias “Melhor jogador de Sevens Masculino”, “Melhor jogador Juvenil” e “Melhor jogadora Feminino”, respectivamente. Do trio, no entanto, apenas Paula Ishibashi recebeu a honraria pessoalmente, já que Pedro está atuando no FC Grenoble, da França. Moisés, por sua vez, também está na França, para período de testes.
A cerimônia foi comandada pelo presidente da CBRu, Sami Arap, que aproveitou o momento para anunciar um presente à todos os rugbiers do país. Conforme o dirigente, a CBRu acabou de fechar acordo com a Sportv para a transmissão dos principais campeonatos do Brasil até 2016.
TROFÉU BRASIL RUGBY - VENCEDORES
Melhor atleta Masculino XV
João Luiz da Ros - Desterro
Atleta revelação Masculino XV
Vitor Medeiros - Potiguar
Melhor atleta Masculino 7s
Moisés Duque - São José
Atleta revelação Masculino 7s
André Luiz - Spac
Melhor atleta Feminino
Paula Ishibashi - Spac
Atleta revelação Feminino
Edna Santini - São José
Melhor atleta Juvenil
Pedro Lopes - FC Grenoble Rugby (França)
Atleta revelação Juvenil
Gabriel Domingues - São José
Melhor técnico - Super 10
Ignacio Ferreyra - São José
Melhor cobertura da modalidade
Blog do Rugby
Melhor Árbitro
Henrique Platais
Melhor lance
Tries do Tanque no amistoso do Combinado da América do Sul contra os Pumas
Melhor comentarista
Bruno Romano (BandSports)
Benfeitor do Rugby Brasileiro
Jean Marc Etlin
Espírito do Rugby
Costão Norte
Árbitro Revelação
Bruno Lisbão
Fair-Play Masculino
Belo Horizonte Rugby
Fair-Play Feminino
Spac
Clube Revelação
Goiânia
Empresa incentivadora do Rugby (categorias de base)
CCR/Nova Dutra
Empresa incentivadora do Rugby (alto-rendimento)
Topper
Melhor TCC
Efeitos da crioterapia em níveis de força de potência dos atletas
Autora: Júlia Gross. Orientador: Álvaro Reischak de Oliveira. Instituição: UFRGS
Completa-se hoje um ano daquela que pode ser considerada a maior façanha do rúgbi brasileiro. No dia 05 de fevereiro de 2011, a seleção nacional de sevens vencia a Argentina por 7 a 0, no Sul-Americano, em Bento Gonçalves (RS), e encerrava uma longínqua sequência de 74 anos sem derrota dos argentinos para seleções da América do Sul.
Aquele Sul-Americano reservaria ao Brasil, ainda, a inédita terceira colocação, que deu ao país o direito de disputar a primeira edição do rúgbi nos Jogos Pan-Americanos. Para os padrões brasileiros, foi um campeonato que beirou a perfeição. De cinco partidas, a seleção venceu quatro. Perdeu apenas um jogo, para o Uruguai, por dois pontos: 7 a 5.
O que ficou marcado naquele final de semana, porém, não foi a campanha quase perfeita, o lugar no pódio ou a vaga ao Pan. Mesmo que todos esses feitos tenham sido sem precedentes, nenhum se compara à sensação de ter vencido os Pumas. Não foi uma vitória qualquer. Foram quatorze minutos que travaram décadas de história.
Confira abaixo algumas imagens inéditas da partida, cedidas pela jornalista Carina Furlanetto.
O rúgbi brasileiro terá, neste domingo, o seu dia de gala. Aqueles que mais se destacaram em 2011, entre jogadores, técnicos, árbitros, clubes e imprensa, estarão no She Rocks, em São Paulo, para a cerimônia de entrega do II Troféu Brasil Rugby.
Neste ano, são 13 categorias com três indicados cada e mais nove categorias já definidas, totalizando 22 premiados.
Quatro atletas têm a chance de levar o troféu pelo segundo ano seguido: Moisés Duque (Melhor jogador de Sevens 2010), Paula Ishibashi (Melhor atleta Feminino 2010) e Pedro Lopes (Melhor atleta Juvenil 2010). Juliana Esteves, do Bandeirantes, também pode receber o segundo troféu, mas em outra categoria. Em 2010, ela venceu como “Atleta revelação Feminino”. Neste ano, concorre à “Melhor atleta Feminino”.
Em seu canal no Youtube, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) divulgou ontem o vencedor da categoria “Melhor lance”. Os dois tries de Lucas Duque pela Seleção Sul-Americana contra a Argentina superaram o penal de Putim na decisão do Super 10 e o try de Daniel Gregg contra o Templars no Middlesex Pro, em Londres. Vale lembrar que Lucas concorre, também, na categoria “Melhor atleta Masculino de XV”. Se vencer, pode ser o primeiro atleta a ganhar dois prêmios individuais em uma mesma edição do Troféu Brasil Rugby.
O Terceiro Tempo também participará da festa, como indicado à “Melhor cobertura da modalidade”.
Os vencedores, que serão revelados a partir das 19h, foram escolhidos por um júri formado por treinadores das equipes do Super 10, treinadores e capitães das seleções nacionais, imprensa especializada, representantes da arbitragem e pessoas ligadas às seleções.
II TROFÉU BRASIL RUGBY – INDICADOS
Melhor atleta Masculino XV
Daniel Gregg - Niterói
João Luiz da Ros - Desterro
Lucas Duque - São José
Atleta revelação Masculino XV
André Luiz - Spac
Martín Schaefer - Rio Branco
Vitor Medeiros - Potiguar
Melhor atleta Masculino 7s
Diego Lopez - Pasteur
Felipe Claro - Spac
Moisés Duque - São José
Atleta revelação Masculino 7s
André Luiz - Spac
Diogo Borges - São José
Jefferson Felisberto - São José
Melhor atleta Feminino
Júlia Sardá - Desterro
Juliana Esteves - Bandeirantes
Paula Ishibashi - Spac
Atleta revelação Feminino
Edna Santini - São José
Karina Godói - São José
Maíra Behrendt - Spac
Melhor atleta Juvenil
Pedro Lopes - FC Grenoble Rugby (FRA)
Rogério Fernandes - Jacareí
Saulo Oliveira - São José
Atleta revelação Juvenil
Gabriel Domingues - São José
Maurício Costa - Jacareí
Nelson Oliveira - Ilhabela
Melhor técnico - Super 10
Ignacio Ferreyra - São José
Keith Young - Bandeirantes
Pierre Paparemborde - Farrapos
Melhor cobertura da modalidade
Blog do Rugby
Rugby Mania
Terceiro Tempo
Melhor Árbitro
Henrique Platais
Mariano de Goycoechea
Ricardo Sant'Anna
Melhor comentarista
Fernando Portugal (BandSports)
Antônio Martoni (ESPN)
Maurício Carli (SPORTV)
Benfeitor do Rugby Brasileiro
Espírito do Rugby
Árbitro Revelação
Fair-Play Masculino
Fair-Play Feminino
Clube Revelação
Empresa incentivadora do Rugby (categorias de base)
O Brasil conheceu hoje seus primeiros adversários na quinta etapa do Circuito Mundial de Sevens, que acontecerá na próxima sexta e sábado, em Las Vegas.
O país está na Chave D. O adversário mais difícil, teoricamente, é a Inglaterra, atual terceira colocada na classificação. Além dos ingleses, os brasileiros vão encarar a Escócia (10ª) e Quênia (14º), que foi uma das grandes surpresas na etapa deste final de semana, na Nova Zelândia, ao vencer duas vezes a Austrália.
A estreia será contra a Inglaterra, na sexta-feira. No mesmo dia, o Brasil ainda vai encarar o Quênia. No sábado, a seleção encerra sua participação na primeira fase contra a Escócia. Os dois primeiros de cada chave avançam às quartas de final.
Está confirmado para os dias 27, 28, 29 e 30 de abril, na cidade de Bento Gonçalves (RS), o 1º Fórum Sul-Americano de Rugby. Com profissionais especializados em diversos segmentos da modalidade, a proposta é discutir o desenvolvimento do rúgbi na América do Sul.
As principais autoridades da modalidade no Brasil estarão presentes, assim como palestrantes do Uruguai, Argentina, Reino Unido, Austrália, Irlanda e Estados Unidos. Já estão confirmados nomes como Juan Casajus, Mario Barandiaran, Sebastian Perasso, Marcelo Toscano, José Ruffino e Sebastian Perona. Os temas das palestras envolvem o rúgbi universitário, categorias de base, ética, prevenção de lesões, preparação física, arbitragem, planejamento estratégico e propostas de ações para o desenvolvimento do esporte na região. “Esperamos que a partir desse encontro possamos dar um passo importante para a evolução da nossa modalidade no continente”, afirma Eraldo Pinheiro, educador da CBRu e um dos organizadores do evento.
A iniciativa é da Federação Gaúcha de Rugby (FGR), em parceria com a Esef/Ufrgs, com apoio da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) e patrocínio do Ministério dos Esportes.
O rúgbi segue se espalhando pelo Brasil. Com novos atletas e clubes, surgem, naturalmente, as federações.
No momento, estão em processo final de formação as federações dos estados do Mato Grosso e Goiás. Com elas, a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) chegará ao número de onze federações filiadas. Conforme consta no site da entidade, já estão registradas as federações do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo.
Quase todos os demais estados, apesar de não terem entidades gestoras, possuem clubes ou praticantes.