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Documentarista brasileiro de oposição vai à Venezuela para filmagem antes das eleições legislativas. Saiba detalhes e veja trecho

01 de agosto de 2015 1

Protestos na Venezuela

O cineasta baiano Dado Galvão, que se notabilizou por elaborar produções de oposição a regimes como o cubano e os ditos “bolivarianos”, estará na Venezuela em novembro, antes das eleições legislativas no país, previstas para 6 de dezembro. Gravará documentário cujo título já está definido como “Missão Ushuaia”.

O nome do documentário remete ao protocolo homônimo assinado pelos os países-membros do Mercosul.

Dentre os pré-requisitos para fazer parte do bloco econômico sul-americano, está o respeito à democracia.

Dado Galvão, que em 2013 trouxe a oposicionista moderada cubana Yoani Sánchez ao Brasil, explica:

- O nosso documentário vai seguir essa linha. Se realmente há a violação de direitos humanos e não há segurança na Venezuela, o que ela faz no Mercosul? Por muito pouco o Paraguai foi retirado, após o impeachment de (Fernando) Lugo (ex-presidente de esquerda, afastado em votação-relâmpago do Legislativo local), e depois foi analisado que seguiu-se a constituição paraguaia.

Neste trecho de seis minutos, você já pode ter ideia antecipada da produção. O tom já é oposicionista, não apenas ao governo venezuelano, mas também às relações que este mantém com o brasileiro – Lula e Dilma aparecem.

O cineasta brasileiro vai à Venezuela acompanhado do fotógrafo paraibano Arlen Cezar.

Ainda arrecadando verba para a filmagem, ambos serão acompanhados da ex-modelo e estudante Sairán Rodrigues, 21 anos, que ficou presa por cinco meses por fazer oposição ao presidente Nicolás Maduro.

É o terceiro documentário de Dado.

O primeiro, Conexão Cuba-Honduras (2013), resultou na visita da blogueira cubana Yoani Sánchez ao Brasil.

Dado também gravou o Missão Bolívia – aqui, a íntegra. Nesse documentário, pretendia entrevistar Roger Pinto Molina, senador boliviano asilado na embaixada do Brasil no país. Para tanto, teve a ajuda de políticos e advogados para levarem Molina de carro de La Paz até Corumbá, cidade mais próxima da fronteira da Bolívia.

Leia aqui recente reportagem deste blogueiro, em Zero Hora, sobre a crise venezuelana – a matéria jornalística é resultado da imersão de uma semana que fiz no país sul-americano, com o objetivo de mostrar a sua realidade.

Comentários (1)

  • Paulo Bandarra diz: 1 de agosto de 2015

    A tragédia latino-americana.

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