Mais uma greve de professores públicos está terminando. Mais uma guerra sem vencedores. Quem pensa que, desta vez, foi o Governo que venceu, pela baixíssima adesão à greve, está enganado. As lideranças do CPERS que, parece, vivem mais para fazer política e enfrentar governos aos quais não estão alinhadas, desta vez fizeram um jogo de alto risco: greve no final do ano letivo. Não deu certo. Mas quem saiu perdendo? Todos nós, sociedade gaúcha. Morei no Japão por um tempo e lá, a coisa que mais me chamou a atenção foi a importância e a seriedade com que tratam a educação. Se olharmos para a Coréia, um dos países que mais se destaca em desenvolvimento no mundo de hoje, por trás disso está um maciço investimento em educação durante vários anos. A Coréia era tão ou mais atrasada do que nós há alguns anos. E hoje já nos passou em quase tudo. Precisamos resolver, de uma vez por todas, os nós disso: plano de carreira que beneficie os que ganham menos, fim dessa coisa chamada licença-prêmio, fim da politicagem nas escolas, promoções por merecimento e não por antiguidade e por aí vai. Se quisermos ter um futuro promissor, temos que mexer nesse abelheiro e enfrentar gente que está mais preocupada com seu proveito próprio do que com o bem comum.
Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre
