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Posts de dezembro 2009

Uma guerra onde todos saem perdendo

23 de dezembro de 2009 0

Mais uma greve de professores públicos está terminando. Mais uma guerra sem vencedores. Quem pensa que, desta vez, foi o Governo que venceu, pela baixíssima adesão à greve, está enganado. As lideranças do CPERS que, parece, vivem mais para fazer política e enfrentar governos aos quais não estão alinhadas, desta vez fizeram um jogo de alto risco: greve no final do ano letivo. Não deu certo. Mas quem saiu perdendo? Todos nós, sociedade gaúcha. Morei no Japão por um tempo e lá, a coisa que mais me chamou a atenção foi a importância e a seriedade com que tratam a educação. Se olharmos para a Coréia, um dos países que mais se destaca em desenvolvimento no mundo de hoje, por trás disso está um maciço investimento em educação durante vários anos. A Coréia era tão ou mais atrasada do que nós há alguns anos. E hoje já nos passou em quase tudo. Precisamos resolver, de uma vez por todas, os nós disso: plano de carreira que beneficie os que ganham menos, fim dessa coisa chamada licença-prêmio, fim da politicagem nas escolas, promoções por merecimento e não por antiguidade e por aí vai. Se quisermos ter um futuro promissor, temos que mexer nesse abelheiro e enfrentar gente que está mais preocupada com seu proveito próprio do que com o bem comum.

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

Descendo o Aconcágua de sky

23 de dezembro de 2009 0

Olhem que sensacional - e arriscada - esse descida de uma montanha de 7 mil metros, que sempre tem muito vento, de sky e pára-quedas, que esse francês fez. Vale a pela assistir ao vídeo, que está em :
http://www.youtube.com/watch?v=B-mmG1L74Yw

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

Gratidão

20 de dezembro de 2009 1

O psicoterapeuta Geraldo Weinmann outro dia me  mostrou o livro Linha de Risco, escrito pelo jornalista, poeta e contista de Dom Pedrito Pascoal Brandi, que assina como Pacase, onde tinha um texto sobre Gratidão, muito bacana, que reproduzo abaixo:
" Na minha opinião, o mais nobre traço de caráter é a gratidão. Para que uma pessoa atinja o verdadeiro estágio da gratidão - aquele sentimento sincero, sereno e inquebrantável de reconhecimento - é preciso que tenha passado, vivencialmente, por outras fases.
O grato é generoso, compreensivo, inteligente, brioso, polido, modesto e profundamente terno. A sensibilidade, a lucidez, a devoção e a sociabilidade são sempre fartas e pródigas nos indivíduos gratos. Gratidão faz simetria com lealdade, honestidade e bondade.
A gratidão é o inocente desnudamento da alma. É o brilho mais genuíno do espírito. É o parâmetro mais justo e adequado para as grandezas da solidariedade humana. Quem agradece vê além de si mesmo - trasnscende! A gratidão é o reconhecimento inquestionado das qualidades dos outros e o fortalecimento das próprias.
Os egoístas, os invejosos, os pretenciosos jamais conseguirão ser gratos.
Os mesquinhos, os avaros, os torpes, os desinteligentes e os desbriados nunca terão motivo, razão nem coragem para agradecer.
Gratidão é uma qualidade que só passa pelos tênues fulcros da auto-crítica.
O grato é sempre sumamente humilde mas nunca humilhado. O grato é modesto, mas jamais vulgar.
No mundo bravio e altamente competitivo em que vivemos, que valha, enfim, a máxima de nossa cotidiana e tão verdadeira vivência - agradece quem pode, seja ingrato quem precisa. Gratidão é fartura. O contrário é miséria..."

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

Todos seremos usinas

18 de dezembro de 2009 0

Outro dia conversei com uma prima, professora da USP, a respeito de energias alternativas. Como cada um de nós poderia ser auto-suficiente em energia elétrica? O que ela me disse, ouvi também esta semana em uma entrevista de um professor da UFRGS: já é possível instalar equipamentos nas nossas casas que convertem energia solar em eletricidade, e não só para aquecer água. Assim, durante o dia fazemos energia elétrica, chamada de fotovoltaica. Se consumirmos toda energia, não pagaremos nada às distribuidoras: CEEE, RGE, AES. Se gerarmos energia a mais, nosso contador andará para trás, descontando da nossa conta de luz, pois teremos nos convertido em produtores de energia, fornecendo às operadoras. Produzimos nossa energia de dia, com o sol e só compramos energia de noite. O equipamento que já existe tem 25 anos de garantia. Por enquanto é caro (em torno de R$ 20 mil), mas vai baratear. Como sempre, falta legislação que regule isso. Na Alemanha, onde isso é largamente empregado, o governo subsidia. A energia vendida pelo consumidor custa 4 vezes mais do que a que compra. Ou seja, se gerarmos energia, poderemos ganhar dinheiro. Assim, cada residência vira uma mini usina elétrica. Não precisamos construir tantas hidrelétricas, que alagam vastas áreas de terra. E a energia gerada pelo sol, é limpa. Se agregarmos a isso baterias e cataventos, poderemos produzir ainda mais e armazenar para os períodos sem sol ou sem vento.

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

O melhor presente de amigo secreto

16 de dezembro de 2009 3

A vida tem coisas incríveis e difíceis de entender. Todo ano tem os tradicionais Amigos Secretos, nas empresas ou em família. Encontros onde as pessoas se presenteiam, muitas vezes sem ter maior relacionamento com o presenteado. E os presentes, nem sempre são dos mais criativos. Mas hoje, numa destas festas com minha equipe de trabalho, fui surpreendido com aquilo que, certamente, é um dos presentes mais criativos que alguém já pensou. Sabem o que ganhei? Uma quantidade enorme de cadernos, blocos de notas, lápis, canetas, material escolar, para poder doar para crianças pobres da Aldeia da Fraternidade, entidade que cuida de 300 crianças e que sempre procuro ajudar. A pessoa que me tirou como amigo mobilizou colegas de trabalho e empresas que nos prestam serviço e conseguiu tudo isso. Incrível, especialmente por estar afinada com essa questão de ajuda a pobres que me tem mobilizado muito. Mas o mais incrível é que, ainda neste fim de semana, em contato com uma dessas famílias mais desfavorecidas, perguntei a 3 crianças o que tinham pedido para o Papai Noel. E uma delas, de 10 anos, disse: pedi um caderno grande! Pode isso? Uma criança, em vez de pedir brinquedo, pedir um caderno?

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

A TVE precisa de uma solução

14 de dezembro de 2009 0

Um dos temas que tem gerado debates e mobilizações é a questão do prédio da TVE, que está sendo leiloado. A meu ver o assunto está fora de foco. A questão não é o prédio, mas sim a permanência da TVE e rádio FM Cultura. Onde vão funcionar? Tem muitos lugares possíveis. Até menores e mais baratos, pois tem muita área ociosa onde está a TVE hoje. Penso que é preciso discutir os conteúdos desses veículos, que sempre foram bons formadores de novos profissionais, inovadores em alguns conteúdos e buscaram fazer uma programação regional, mostrando a nossa cultura, incentivando talentos locais, sem uma lógica comercial. Em todos os países desenvolvidos do mundo existem TVs públicas. Elas têm a sua função e são prestigiadas. Precisamos rediscutir o que a TVE deve fazer aqui. Ela é importante se tiver um sentido, uma programação alternativa ao que existe nas TVs comerciais. Para ela ser preservada e incentivada precisa mostrar sua nova função na sociedade gaúcha, especialmente depois que surgiram canais locais, como a TVCOM, a TV Unisinos e outras, que não existiam quando foi criada. É preciso discutir isso, envolvendo vários segmentos da sociedade. E o Governo sinalizar claramente o que pretende dela.

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

As árvores são muito tímidas

12 de dezembro de 2009 1

Estou terminando de ler o último livro do grande José Saramago, intitulado "Caim". Gosto do jeito diferente com que escreve, das críticas ferozes que faz, da junção de diálogos. Um belo livro. A certa altura, ele criou um diálogo que teria havido entre Caim e sua mãe, quando Caim tinha quatro ou cinco anos e queria ver as árvores crescerem. A mãe explicou que "as árvores são muito tímidas, só crescem quando não estamos a olhar para elas. É que lhes dá vergonha". Ao que Caim respondeu: "Então não olhes, mãe, de mim não têm vergonha, estão habituadas". Em seguida ele complementou: "Agora mesmo cresceu, eu bem te tinha dito que não olhasses"...
Mais tarde o pai de Caim, ao saber do acontecido comentou: "esse menino vai longe!"
Achei bonitinho...

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

Dois Grammy por 10 reais

10 de dezembro de 2009 0

Enquanto todo mundo estava em volta dos dois jogos de domingo, do Grêmio e Inter, 60 antenados espectadores, entre os quais eu me encontrava, assistiram, por 10 pilas, dois monstros do Blues. Em Porto Alegre. No Santander Cultural. Começou exatamente na hora dos jogos. Billy Branch e Carlos Johnson arrasaram na harmônica de boca e na guitarra. Dava gosto ver os pés e as cabeças marcando o ritmo do blues o tempo todo. Billy Branch já ganhou um Grammy. E Carlos Johnson está concorrendo ao Grammy deste ano. É preciso ficar atento a alguns nomes que aparecem, mesmo que a mídia pesada não esteja em cima. Foi nessa série musical de domingos  do Santander que vi, antes de ganhar o Oscar, o Jorge Drexler.  Recomendo passarem na Cultura e ouvir ou encomendar algum álbum desses caras!

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

Tia Rita vai virar musical

09 de dezembro de 2009 4

Divulgação
Que legal: a vida da Rita Lee vai virar um musical. Quem deve dirigir será João Falcão, que já finalizou uma sinopse do projeto, que vai ser inspirado na vida e na obra da tia Rita, uma das nossas cantoras e compositoras de trajetória mais longa. E mais criativa! E mais irreverente e debochada. Gosto do que ela faz, desde os tempos dos Mutantes. Vai ter até personagens das músicas dela no show. Tomara que não demore muito.

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre

A cidade do futuro: muitas bicicletas

08 de dezembro de 2009 3

Me chamou a atenção uma entrevista que o ex-prefeito de Bogotá e autoridade mundial em desenvolvimento de cidades Enrique Peñalosa deu outro dia. Ele visitou POA. Para ele, a cidade do futuro terá muitas ciclovias, bicicletas por todo o lado, transporte público eficiente e integrado e calçadas enormes.Ele construiu 350 km de ciclovias em Bogotá e hoje transitam por lá mais de 350 mil ciclistas por dia! Citou que em Amsterdan e Copenhague 40 % das pessoas se deslocam por bicicletas. E perguntou: por que não andam aqui? Uma cidade com bicis fica mais alegre e segura, disse ele, que ficou espantado com o tamanho das calçadas em POA. Calçadas estreitas é coisa de Terceiro Mundo, fulminou. Me lembrei que há uns 15 anos atrás fui a Frankfurt e me espantei pq estavam diminuindo o tamanho das ruas e aumentando as calçadas. Queriam que o uso do carro fosse diminuindo. E nós, por aqui, sempre privilegiando o carro individual. Até impostos para isso baixamos. Assim as cidades estão, cada vez mais, intransitáveis e poluídas.

Postado por Alfredo Fedrizzi, Porto Alegre