Os Estados Unidos são um país curioso, para dizer o mínimo. Meu irmão morou lá durante anos e sempre frequentei Nova Iorque, especialmente. Alguns poderão dizer que aquilo não é EUA. Nova Iorque é Nova Iorque. Também é verdade. Ali é uma espécie de capital do mundo, tal a diversidade de etnias que encontramos pelas ruas. Mas, voltando. O país mais rico do mundo, mais poderoso, mais desenvolvido, etc e tal, era um dos mais atrasados em planos de saúde. Se alguém fica doente lá, se não tem um plano de saúde, morre sem atendimento. Ou tem que ser rico pra pagar a conta. Eles não têm nada parecido com o nosso, às vezes tão criticado, SUS. Mesmo ruim em algumas coisas, o SUS é uma enorme rede de proteção a quem não tem renda. Nos EUA um familiar meu teu um problema e foi atendido num bom hospital. Um dia e meio. Tempos depois veio a conta: U$ 27 mil (dólares!). Ainda bem que tenho seguro de saúde internacional. Pois agora Barack Obama conseguiu aprovar um projeto de saúde. A duras penas e com muitas acusações de que era comunista e absurdos do gênero. Um interessante artigo do New York Times, aqui publicado na FolhaSP com o título de "Viva o intelectial conquistador", a articulista conta a dureza da disputa no Congresso Americano. Mesmo a bancada que apoia Obama precisou ser convencida de que o projeto era bom. E diz que o intelectual Obama teve que deixar de lado sua postura macia, para endurecer o jogo. Conseguiu. Bom para todos, especialmente a turma "do andar de baixo", como bem diz o ótimo jornalista Élio Gaspari. Ah, a outra vitória de Obama foi na redução de armas nucleares dos EUA e Rússia. Todos já podemos acordar um pouco mais tranquilos...