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	<title>Todomundo</title>
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	<description>O publicitário Alfredo Fedrizzi já visitou mais de 60 países e foca suas viagens em cultura e aventura</description>
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		<title>O Rio Grande isolado</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 09:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia acompanhei atentamente um debate que acontecia na Rádio Gaúcha sobre as viagens do Governador ao exterior. Começa que, na minha opinião, não são viagens "do Governador", mas missões do estado, porque delas participam políticos, acadêmicos, empresários. 
Em toda a minha vida tenho viajado bastante. Conheço mais de 60 países e, em muitos, já estive [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia acompanhei atentamente um debate que acontecia na Rádio Gaúcha sobre as viagens do Governador ao exterior. Começa que, na minha opinião, não são viagens "do Governador", mas missões do estado, porque delas participam políticos, acadêmicos, empresários. <br />
Em toda a minha vida tenho viajado bastante. Conheço mais de 60 países e, em muitos, já estive dezenas de vezes. Vejo a importância de conhecer outras culturas, outros modos de encarar a vida. E, em muitos desses lugares, o Brasil ainda é pouco conhecido. Só é lembrado pelo futebol, Carnaval, praias e lindas mulheres desnudas. Só mais recentemente é que começamos a nos tornar mais conhecidos por questões mais significativas, como nossa democracia, novas maneiras de participação popular, arquitetura, o desempenho da economia. Assuntos mais nobres. E o RS nisso tudo? Somos, ainda, ilustres desconhecidos. Passamos a entrar no mapa através de episódios como o Orçamento Participativo, o Forum Social Mundial, a vinda da GM para Gravataí, o Museu Iberê Camargo. Constatei isso pessoalmente como, por exemplo, uma vez estava em Delhi, capital da Índia. Conheci um indiano, que me perguntou de onde eu era. Falei: "Brasil, Porto Alegre". E ele: "ah, a cidade do Forum Social Mundial!" Nos falta agressividade, inovação, ousadia, para inventarmos coisas que realmente chamem a atenção das pessoas. No turismo, durante muito tempo acreditamos que mostrar de tudo um pouco é o que funcionava. Sem nos darmos conta de que o que temos de diferente é o que interessa. O frio, por exemplo, é o diferente para grande parte do Brasil. E nossos "canyons" do Itaimbezinho e toda aquela região é o que pode funcionar para muitos europeus. O resto interessa a muito poucos. Ouvi isso do presidente da TAP, há poucos dias, em Lisboa. Porque eles têm coisas parecidas. Ou melhores. Ou seja, é preciso focar.<br />
Estive na última missão governamental à Europa, junto com vários empresários, gente de universidades e entidades públicas. Acho fundamental que nos apresentemos. Estamos atrasados. O Brasil é a bola da vez e isso não vai durar pra sempre. Outros estados estão se vendendo em feiras, levando missões de empresários para todos os cantos. E nós, timidamente, quando iniciamos isso, somos criticados. Acho uma visão estreita. Falar com entidades empresariais, como foi feito na Espanha, com investidores e incubadoras empresariais de Londres, enfim, mostrar o que temos de bom para gente que tem dinheiro, que não tem perspectivas de investir nos seus próprios países, tem que ser incentivado e elogiado.<br />
Quem não concordar com isso, convido a conhecer o que os chineses têm feito para se divulgar mundo afora. Mesmo em SP, têm enormes estruturas divulgando seu país e buscando oportunidades comerciais. Muitos países do mundo incentivam cada estado a buscar negócios diretamente no exterior. Isso gera investimentos, empregos, salários, competição. Bom pra todos. Mas temos que pensar grande, trabalhar muito, continuadamente, e levar material completo do que somos e queremos atrair (filmes, folders, estatísticas, oportunidades, dados). Investidor é objetivo e focado.<br />
As missões do RS têm que continuar. Para que não fiquemos tão isolados e desconhecidos, como estávamos até hoje.</p>
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		<title>O que os arquitetos nos devem</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 11:40:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabo de ler, meio indignado, um artigo do historiador Jorge Barcellos no Caderno de Cultura de ZH. Ele ataca outro artigo, este escrito por Paulo Bicca, em que criticava a feiúra de muitos prédios públicos de POA. Eu acrescentaria: e dos privados também! Só que Barcellos tenta argumentar que a cidade é feita para ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler, meio indignado, um artigo do historiador Jorge Barcellos no Caderno de Cultura de ZH. Ele ataca outro artigo, este escrito por Paulo Bicca, em que criticava a feiúra de muitos prédios públicos de POA. Eu acrescentaria: e dos privados também! Só que Barcellos tenta argumentar que a cidade é feita para ser observada do alto (?), defende que as árvores do entorno são lindas, que o prédio foi feito por etapas. Mas não usa nenhum argumento arquitetônico, que mostre que o projeto é bacana. Me agride muita coisa que existe na cidade. Um dia gostaria de participar de um debate com arquitetos, para saber pq não temos construções mais interessantes, como vemos em muitas cidades do mundo. Sempre aprendi que o custo é mais ou menos o mesmo: fazer um caixote ou um prédio bem resolvido. Porque não chamamos grandes arquitetos, não fazemos concursos, não cuidamos mais da nossa "saúde estética"? É na cidade que vivemos e, circular entre construções bonitas, educa o olhar, dá prazer...como o belíssimo Museu Iberê do português Álvaro Siza. Não entendo. Temos boas escolas de arquitetura. Então, por que não ousamos mais?</p>
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		<title>A sensibilidade portuguesa</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 19:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há muitos anos um dos "esportes" preferidos de muitos brasileiros tem sido falar ou ridicularizar os portugueses. Piadas, deboches, tentativas de mostrar aquele povo como gente burra, aparecem todos os dias.
Nos últimos anos, com minha filha morando em Lisboa, tenho ido com alguma regularidade para lá ( especialmente depois que a TAP nos proporcionou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitos anos um dos "esportes" preferidos de muitos brasileiros tem sido falar ou ridicularizar os portugueses. Piadas, deboches, tentativas de mostrar aquele povo como gente burra, aparecem todos os dias.<br />
Nos últimos anos, com minha filha morando em Lisboa, tenho ido com alguma regularidade para lá ( especialmente depois que a TAP nos proporcionou o vôo direto Porto Alegre-Lisboa).<br />
Mudei muito a respeito dos portugueses e daquele lindo país. <br />
O português pensa diferente de nós. São objetivos. Quando perguntamos algo, eles respondem apenas o que perguntamos. Não ficam deduzindo coisas, como nós, brasileiros, sempre fazemos. Exemplifico: se perguntarmos se determinada loja fecha no domingo, responderão que não fecha. Se formos na loja, ela estará fechada. Daí vamos questionar o português e ele nos dirá, com a maior naturalidade: não fecha, porque não abre nos domingos.<br />
Com relação a nomes de ruas, em vez de simplesmente, colocarem nomes de políticos, como quase sempre fazemos aqui, muitos inexpressivos, põe nomes sonoros e bonitos, de personagens de poemas de grandes escritores, como Camões: Rua das Musas, Rua da Nau Catrineta, rua da Ilha dos Amores, Alameda dos Oceanos, Passeio do Adamastor (de Os Lusíadas). Isso somente andando pela parte nova da cidade. Pelas ruas de Lisboa, se encontram nomes lindos e sensíveis, como Rua das Janelas Verdes, Aqueduto das Águas Livres. Ou seja, Lisboa vale, entre outras coisas, pelos seus inspirados nomes de ruas. E todas sinalizadas, diferente daqui, onde não sabemos onde estamos, por falta de placas.<br />
Para mostrar como, em muitos casos são mais inspirados do que nós: enquanto chamamos de "cartucho", para as impressoras, eles chamam de "tinteiro". Acho que tem mais a ver. Outro exemplo: chamamos nossos telefones móveis de "celulares", baseados em uma tecnologia de células.  Eles chamam de "telemóvel". O nome deles é melhor.<br />
Esses são apenas alguns poucos exemplos, que me fazem dizer que precisamos enterrar de vez esses preconceitos com relação aos portugueses. Até porque é só circular por Lisboa, por Sintra, ou pelo interior do país, para ver que têm muitas coisas mais bonitas do que nós. Sem falar na gastronomia. Lisboa tem restaurantes fantásticos! Lá se come melhor e mais barato do que na maioria cidades do Brasil. Basta ir em algum desses, que testei e recomendo: A Travessa (Convento das Bernardas),  Espaço Lisboa,  Galito (para alguns, a melhor adega da cidade), Brasserie de L'Entrecote, Kais. Ou simplesmente tomar um café na incrível Confeitaria Versailles e comer farórias, siricaia, encharcada ou guardanapo (pão-de-ló). Ou tomar um copo (trago).  Olhem só  que nome criativo de um prato que encontrei: peixinhos da horta (uma vagem empanada deliciosa)!<br />
Também acho sonoros nomes como chapéu de chuva (guarda- chuva) ou uma expressão popular como "armado ao pingarelho", para chamar alguém de "metido a besta".<br />
Ou seja, temos que descobrir -agora sim é nossa vez - de onde partiram aqueles que nos descobriram. Quem não conhece vai mudar totalmente sua imagem a respeito de Portugal e dos portugueses.</p>
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		<title>Viagens bacanas de bike</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 15:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leio matéria na Isto É Dinheiro, que muita gentr está querendo viajar pela Europa, ficar em bons hotéis, comer em excelentes restaurantes, mas se deslocar de bicicleta... Bacana isso. Dá pra curti mais os ambientes, as cidades são próximas umas das outras, por lá é seguro, as estradas são de ótima qualidade. Interessante observar que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leio matéria na Isto É Dinheiro, que muita gentr está querendo viajar pela Europa, ficar em bons hotéis, comer em excelentes restaurantes, mas se deslocar de bicicleta... Bacana isso. Dá pra curti mais os ambientes, as cidades são próximas umas das outras, por lá é seguro, as estradas são de ótima qualidade. Interessante observar que não é gente com pouco dinheiro, ou alternativos, ou esportistas que estão fazendo isso. São "endinheirados" que querem viagens diferenciadas. As regiões mais procuradas são Bordeaux, na França, e Toscana, na Itália. Mas dá pra fazer isso na Croácia, na Turquia, Áustria ou Irlanda. E já tem agências organizando isso, inclusive no Brasil. A www.auroraeco.com.br é uma delas. A www.butterfield.com.br tb já tem representantes no Brasil. E tem a www.bikeexpedition.com.br. As pedaladas podem ser de 15 até 60 km por dia, as hospedagens podem ser desde castelos do século XVIII até belos hotéis. Os preços não são para qq um: de R$ 10 mil a R$ 30 mil por pessoa, para um período de 10 dias, mas dá pra customizar e até montar grupos. Bela opção pra conhecer profundamente uma região, e fazer um exercíciozinho junto.</p>
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		<title>10 Dicas Rápidas de Criatividade</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 20:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por 3M 
O escritor americano Jonah Lehrer é um jovem prodígio: com apenas 31 anos já detém o título de Doutor em Neurociência e foi um dos únicos da turma a ser escolhido para trabalhar no laboratório de Eric Kandel, Prêmio Nobel de Medicina, em 2000.
O fato é que ess jovem já é referência em estudos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por 3M </p>
<p>O escritor americano Jonah Lehrer é um jovem prodígio: com apenas 31 anos já detém o título de Doutor em Neurociência e foi um dos únicos da turma a ser escolhido para trabalhar no laboratório de Eric Kandel, Prêmio Nobel de Medicina, em 2000.</p>
<p>O fato é que ess jovem já é referência em estudos sobre criatividade e inovação. E seu terceiro livro,  Imagine – How Creativity Works (“Imagine – Como a Criatividade Funciona”), já está dando o que falar. Lehrer chegou a conclusões interessantíssimas a partir de pesquisas sobre situações reais com resultados inovadores, entre elas, de que qualquer pessoa é capaz de ser criativa, e tudo depende de situações favoráveis e mudança de comportamento diante da rotina.</p>
<p>Entre os exemplos, cita uma das iniciativas da cultura de inovação da 3M, onde todo engenheiro tem 1 hora ao dia para fazer o que quiser: seja trabalhar em algum projeto deixado de lado ou mesmo, para um hobby: “ao dar a seus colaboradores um tempo para relaxar, a gestão da 3M acaba por fomentar a criatividade” – diz Lehrer.</p>
<p>O destaque do livro fica para as 10 dicas rápidas sobre comportamentos e ambientes que geram inspiração para a criatividade. Veja abaixo e incorpore-as ao seu cotidiano:</p>
<p>1. Cerque-se da cor Azul<br />
Um estudo de 2009 constatou que indivíduos conseguiam montar o dobro de quebra-cabeças quando cercado por azul. A cor gera uma postura mais relaxada e associativa. Vermelho, por outro lado, tornou as pessoas mais alertas e conscientes, ótimo para estimular resolução de problemas analíticos.</p>
<p>2. Fique grogue<br />
De acordo com um estudo publicado no mês passado, estar um pouco fora de foco melhora a  taxa de sucesso em 50%. Esse tipo de percepção não se obtém apenas com substâncias químicas, como embriagar-se. Você também alcança esse estado mental através da meditação,  por exemplo.</p>
<p>3. Não tenha medo de sonhar<br />
Ne é preciso afirmar que isso foi concluído por pesquisas. É fato que manter a mente aberta, sem preconceitos, é essencial para se ter boas ideias.</p>
<p>4. Pense como uma criança<br />
A espontaneidade é requisito principal para que as ideais brotem. Inclusive, um dos ícones da cena publicitária brasileira, Roberto Duailibi, afirmou isso, em evento recente.</p>
<p>5. Ria alto<br />
Viva com mais leveza e não leve as coisas tão à sério.</p>
<p>6. Imagine que você está longe<br />
O distanciamento faz com que a situação seja vista por um ângulo mais amplo: você percebe melhor uma realidade ao se ver distante dela.</p>
<p>7. Prefira os verbos genéricos aos pontuais<br />
Uma maneira de aumentar a capacidade de resolução de problemas é mudar os verbos usados ​​para descrever o problema. Quando os verbos são extremamente específicos, as pessoas pensam em termos estritos. Por exemplo: usar “movimento” ao invés de “condução”</p>
<p>8. Fique “fora da caixa”<br />
Tente mudar de ares, e não se manter em um lugar só. A lição? Evitar a sensação de bloqueio, como: você está preso em seu quadrado.</p>
<p>9. Conheça o Mundo<br />
Viajar pelo mundo e se abrir às manifestações culturais é sem dúvida, um ampliador de horizontes. A tecnologia nos dá um pouco dessa oportunidade, conectando várias nações pela rede.</p>
<p>10. Mude-se para uma metrópole<br />
Aqui, embora saibamos que nas cidades grandes a quantidade de informação é muito maior do que a de uma pequena, a possibilidade de se manter em meio disso tudo anonimamente é o que estimula a produção criativa. O isolamento propicia o indivíduo a se expressar melhor, com mais espontaneidade.</p>
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		<title>20 dias sem banho</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 12:17:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[( última parte do relato do guia de montanha Manoel Morgado, a caminho da montanha mais alta da Antártida):
...O último companheiro de expedição conhecerei amanhã, se voarmos amanhã,. Também australiano, tem trinta e poucos anos e está já na Antártica correndo uma ultra maratona de 100 km.
Punta Arenas é uma cidade sem muita personalidade. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>( última parte do relato do guia de montanha Manoel Morgado, a caminho da montanha mais alta da Antártida):</p>
<p>...O último companheiro de expedição conhecerei amanhã, se voarmos amanhã,. Também australiano, tem trinta e poucos anos e está já na Antártica correndo uma ultra maratona de 100 km.</p>
<p>Punta Arenas é uma cidade sem muita personalidade. A beira de um mar gelado e encrespado, com casas nem bonitas nem feias, não deixa muita impressão em quem a visita. Normalmente ponto de partida para as atrações da Patagônia, principalmente as lindíssimas Torres Del Paine, é um lugar de passagem. Mas, apesar disso, o fato de cruzar na rua com muitos mochileiros me faz imediatamente sentir-me em casa.</p>
<p>O grupo todo está em um hotel bacana, mas como sempre, me sinto mais a vontade em um simpático hostal para onde pretendo voltar ao final da expedição. Ontem sai caminhando para comprar um gravador desses pequenos para registrar meus pensamentos durante a expedição. O céu estava azul com poucas nuvens, mas como sempre por aqui, soprava um vento gelado. Apesar disso estava de camiseta e sem gorro. Acabo de cortar meus cabelos bem curtos para não dar trabalho na montanha onde ficaremos até 20 dias sem banho e sentia o vento na minha cabeça. Um leve cheiro de maresia vinha do mar batido e me sentia vivo e feliz. A poucos dias estava nos Estados Unidos percorrendo o oeste americano em um confortável carro, depois estava em São Paulo por 3 dias vendo amigos e família e agora estou próximo a sair do planeta rumo a Última Fronteira....amo minha vida!</p>
<p> </p>
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		<title>Os companheiros de escalada</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 13:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[(continuação do relato de Manoel Morgado):
O líder da expedição é um neo zelandês de ao redor de 50 anos com sete cumes de Everest, dois de Vinson e muitas outras montanhas. Típico kiwi, ele tem um sorriso fácil, um bom humor invejável e uma maneira tranqüila de lidar com tudo. Imediatamente me identifiquei com ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(continuação do relato de Manoel Morgado):</p>
<p>O líder da expedição é um neo zelandês de ao redor de 50 anos com sete cumes de Everest, dois de Vinson e muitas outras montanhas. Típico kiwi, ele tem um sorriso fácil, um bom humor invejável e uma maneira tranqüila de lidar com tudo. Imediatamente me identifiquei com ele e, creio, é recíproco. O fato de sermos ambos guias e de vivermos nas montanhas cria um vínculo imediato. Tem o Peter, um australiano de 53 anos, triatleta que apesar de não ter um currículo de montanhas muito expressivo, escalada em rocha e gelo e participa de competições de iron man ao redor de mundo e assim escolhe suas férias. Já esteve no Brasil para fazer a de Florianópolis e acaba de chegar do México onde fez uma. Como boa parte dos australianos, o Peter é simpático, falador e boa gente.</p>
<p>A Marion é francesa, tem 40 anos e está acabando um ano sabático de escaladas ao redor do mundo. Tem um vasto currículo de montanhas difíceis como o Pumori no inverno e o Cholatse, ambos no Nepal e não se interessa por completar os Sete Cumes ou mesmo de escalar o Everest. Prefere montanhas com menos gente. Depois de escalar o Vinson, na sequência fará o chamado Last Degree, a travessia dos últimos 120 km do grau 89 de latitude sul até o pólo sul. Como coincidência, fará esta travessia junto com a Andrea Cardona que está chegando na Antártica dia 16 de dezembro e com quem possivelmente encontrarei. Depois disso ela fará o Vinson a caminho de também terminar os Sete Cumes e se tornar a segunda latino americana a completar este feito.</p>
<p>Marion é muito simpática e também acredito que será uma ótima companheira de expedição.(continua amanhã)</p>
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		<title>500 pessoas no Everest</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 00:10:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Manoel Morgado, que foi meu guia na Rússia, continua contando o que está fazendo na Antártida:
....Neste campo inicial existem dezenas de pessoas trabalhando durante os 3 meses que existe a possibilidade de se realizar escaladas ou travessias entre elas cozinheiros, mecânicos, pessoal de comunicação, meteorologia e até 4 médicos. Estaremos em contato diário com esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manoel Morgado, que foi meu guia na Rússia, continua contando o que está fazendo na Antártida:<br />
....Neste campo inicial existem dezenas de pessoas trabalhando durante os 3 meses que existe a possibilidade de se realizar escaladas ou travessias entre elas cozinheiros, mecânicos, pessoal de comunicação, meteorologia e até 4 médicos. Estaremos em contato diário com esta base durante toda a expedição.</p>
<p>Mas, não foram só más notícias. O tempo está razoavelmente bom e existe uma boa chance de voarmos amanhã as 7 da manhã. E outra coisa, seremos apenas 14 pessoas na montanha, nosso grupo de 6, um grupo alemão e um grupo inglês. Isso, nos dias de hoje, é uma chance única. No campo base do Everest  quando escalei estavam ao redor de 500 pessoas, No Aconcagua a cada ano uma pequena cidade é montada no campo base com centenas de pessoas. Mesmo no Mustagata, um 7600 que escalei no ano passado, estavam ao redor de 100 pessoas e isso que é uma montanha remota e razoavelmente desconhecida.</p>
<p>Conheci meus companheiros de expedição ontem e aos pouquinhos vamos nos integrando. Com o cancelamento da travessia da costa ao pólo, meu primeiro plano para este final de ano, não tive outra opção que me associar a um grupo internacional para escalar o Vinson e estar em uma expedição assim complexa e razoavelmente longa com gente que não conheço foi nesses últimos meses um fator de preocupação. Mas, creio, tudo correrá bem. Meus companheiros de expedição são fortes e experientes e isso é muito bom. Não é uma coisa boa estar em uma montanha como o Vinson com gente que não sabe o que está fazendo. Isso aconteceu no McKinley onde um canadense decididamente não deveria estar lá. Não tinha nem experiência nem forma física para uma montanha difícil como aquela e atrapalhou o andamento do grupo pelos 20 dias que lá estive. (continua)</p>
<p> </p>
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		<title>Do continente gelado</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 00:04:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Relato de um amigo montanhista, Manoel Morgado:
Cheguei aqui em Punta Arenas há 3 dias para me preparar para a expedição ao Vinson, a mais alta montanha da Antártica e para mim, a última das montanhas do chamado Sete Cumes, a escalada da montanha mais alta de cada continente. Mas, apenas agora após uma reunião com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Relato de um amigo montanhista, Manoel Morgado:</p>
<p>Cheguei aqui em Punta Arenas há 3 dias para me preparar para a expedição ao Vinson, a mais alta montanha da Antártica e para mim, a última das montanhas do chamado Sete Cumes, a escalada da montanha mais alta de cada continente. Mas, apenas agora após uma reunião com o pessoal da ALE, a única empresa que organiza os vôos para o continente Antártico (não a península antártica) que realmente estou sentindo que estou indo. A reunião teve um caráter sóbrio. Se falou sobre preservação ambiental, manejo de dejetos e esse tipo de coisa, mas também se falou muito sobre o que é ou pode se tornar esta montanha se as coisas não vão conforme planejado. Se falou muito sobre o frio e os ventos terríveis que vamos enfrentar e o risco constante de congelamentos de extremidades. E, claro, tudo isso acompanhado de fotos horríveis para fazer “cair a ficha”. Claro que tudo isso não é novo para mim. Após o McKinley no Alaska, poucas coisas são preocupantes em relação ao frio. Mas, por outro lado, as vezes ao se sentir experiente é que os descuidos acontecem. De modo que foi ótimo ter tido esta palestra. Ela também me mostrou outra coisa que já sabia, mas que foi reforçada. A complexidade da organização desta operação é imensa. Vamos voar para uma base em pleno coração da Antártica a 80 graus de latitude sul e a pista é de gelo azul. O gelo é tão duro que algumas pessoas estarão a postos para nos ajudar a caminhar até um pedaço com neve onde existe menos chance de escorregarmos. Como não levamos nossos crampons a bordo nossas botas triplas são muito escorregadias. Aí seremos transferidos para uma grande barraca onde, se tudo der certo, em uma hora embarcaremos novamente para um vôo de 45 minutos até o campo base do Vinson. (cont)</p>
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		<title>Jogando pra torcida</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 19:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo_fedrizzi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O futebol é, cada vez mais, a paixão do brasileiro. E o último fim-de-semana contribuiu mais para isso. Para quem acompanhou, a cada minuto mudava a classificação do Campeonato Brasileiro. O Corinthians  foi campeão antecipado por poucos minutos. O Inter estava na Libertadores, por pouco tempo. Foi um troca-troca de posições para deixar qualquer um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O futebol é, cada vez mais, a paixão do brasileiro. E o último fim-de-semana contribuiu mais para isso. Para quem acompanhou, a cada minuto mudava a classificação do Campeonato Brasileiro. O Corinthians  foi campeão antecipado por poucos minutos. O Inter estava na Libertadores, por pouco tempo. Foi um troca-troca de posições para deixar qualquer um com o coração na mão. Eu estava no Rio de Janeiro e acompanhei de perto essa emoção. Participei de um evento chamado Soccerex, organizado por ingleses, que acontece a cada ano em um lugar do mundo. Tudo de futebol é discutido, tudo é vendido em uma feira que acontece em paralelo. Clubes e empresas do mundo todo. Na prática, a Copa de 2014 já começou a bastante tempo. Neymar já ficou, empresas estão sendo montadas, governos se mobilizam. O efeito "organizador e priorizador" da Copa já está nas ruas. Porque ela é um sonho, com prazo. O que a Copa já está mexendo na economia, é impressionante.  Temos que ficar atentos para a transformação que é a Copa.  No evento, arenas sendo mostradas, cidades se vendendo como possibilidades de hospedar seleções, estádios inteiros podendo ser comprados ali, com múltiplas opções de cadeiras, gramas, iluminações, softwares de gestão. Tudo para que essa paixão mundial, cada vez mais, se profissionalize e cresça. Pelo que está sendo feito nos Estados Unidos, por exemplo, já em 2014 o futebol será o quarto maior esporte naquele enorme país, que nunca deu bola para o futebol. Eu, particularmente, gosto muito de acompanhar o comportamento das torcidas. Acho mágica essa paixão, que chega a extremos de fazer pais darem de presente a filhos recém-nascidos, camisetas do seu time. Que faz torcedores pedirem pra serem enrolados na bandeira do seu clube até mesmo quando morrem. Paixão que faz com que um clube como o Real Madrid tenha mais de 500 milhões de torcedores no mundo todo. Quando vou ao campo gasto muito tempo observando as pessoas. Chego a perder gol, por estar de costas para o gramado. Torço pelas torcidas. Os sentimentos mais primários das pessoas estão ali, em estado mais "puro". No Brasil, futebol é mais do que futebol. É a cultura brasileira que se move em torno do futebol. Mexe com valores que vão além desse esporte. Por isso é importante que pensemos no que queremos construir que vá além da Copa. O legado que fica, além de estádios e turistas. O que nossas crianças vão ganhar com tantas escolinhas sendo montadas. Por tudo isso é que, no  próximo final de semana, o Brasil todo vai ficar enlouquecido.</p>
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