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A análise de JEC 1 x 1 Londrina

28 de maio de 2016 0
Jejum aumentou: JEC não vence há sete jogos - Foto: Salmo Duarte

Jejum aumentou: JEC não vence há sete jogos – Foto: Salmo Duarte

O clima de tensão, no sábado, na Arena Joinville, só seria diminuído com uma vitória do JEC diante do Londrina. No entanto, era fácil prever que esta pressão poderia atrapalhar a equipe dentro de campo. E foi justamente o que aconteceu. Que fique claro: se tivesse mais qualidade, pressão nenhuma afetaria o Joinville. Na verdade, o time nem passaria por este momento ruim. No entanto, um time sem capacidade e sem confiança tem dificuldades para vencer.

Uma pequena espiada nos números nos ajuda a entender o tamanho do problema ao longo da temporada. Em 2016, o JEC fez 28 partidas. Destas, ganhou apenas nove.  O aproveitamento dos pontos é de apenas 46%. O JEC já passou oito partidas sem vencer e agora está há sete. Sinal de só uma grande transformação fará o Tricolor brigar pelo acesso em 2016.

O jogo

Embora tenha mostrado mais volume ofensivo em comparação aos outros jogos, o Joinville não chegou a fazer uma boa partida. Na verdade, a falta de qualidade do Londrina e os espaços que a equipe paranaense ofereceu ao JEC facilitaram o trabalho do Tricolor no primeiro tempo. Na segunda etapa, os paranaenses compactaram a equipe e tiveram as melhores oportunidades aproveitando o desespero do JEC. O prejuízo na Arena poderia ter sido maior.

Estatísticas

Nas estatísticas, o JEC deu esperança. O Tricolor teve mais posse de bola (58% contra 42%); mais finalizações (17 contra 9); e mais troca de passes (497 contra 314). Precisa agora ter este comportamento (ou próximo disso) como visitante. Mas nada adiantará se equipe mantiver o mesmo nível de qualidade. No sábado, o resultado poderia ser construído na primeira etapa, mas o time não teve capacidade de definir o duelo.

Sequência

Conforme alerta o blog, a preocupação neste momento vem diante da sequência. São dois jogos fora de casa, a partida contra o Vasco, em casa, e o clássico contra o Avaí, na Capital. Uma vitória sobre o Londrina ajudaria a equilibrar o JEC na tabela e daria tranquilidade para buscar pontos como visitante. Agora, o Joinville se verá obrigado a buscar pontos sob o risco de afundar na tabela em oito rodadas.

Só ele

Mais uma vez, quem conseguiu ser a melhor opção do JEC em termos de criatividade a acerto no passe final foi o meia Pereira. Dele, veio a assistência para o gol de Juninho. Impressiona como o Joinville está dependendo do jogador em termos ofensivos. Agora, são nove partidas de Pereira como titular e, em todos estes jogos, os cinco gols do JEC vieram dos pés dele (quatro assistências e um gol).

JEC define prioridade para o ataque: Jael

27 de maio de 2016 0
Jael agora tenta resolver a situação na China - Foto: Divulgação

Jael agora tenta resolver a situação na China – Foto: Divulgação

A prioridade do Joinville é buscar peças para o ataque. E o clube tem um alvo principal para ser a referência deste setor: Jael. O superintendente Júlio Rondinelli reconheceu que as portas do JEC estão “escancaradas” para Jael e disse que aguarda novidades do agente do jogador, que está na China, buscando a liberação do atleta.

Ouça a palavra de Júlio Rondinelli sobre a prioridade ao ataque

Hemerson Maria reconhece dificuldade para encontrar equilíbrio com Pereira em campo

27 de maio de 2016 0
Pereira foi titular em oito jogos e substituído em cinco - Foto: Romildo de Jesus/Estadão Conteúdo

Pereira foi titular em oito jogos e substituído em cinco – Foto: Romildo de Jesus/Estadão Conteúdo

Na entrevista coletiva, Hemerson Maria também reconheceu que precisa encontrar um equilíbrio na equipe do Joinville com a presença de Pereira em campo. O blog tem apontado o problema na análise dos últimos jogos (veja em Confira a análise de Bahia 1 x 0 JEC Confira a análise completa do JEC no empate por 0 a 0 com o Criciúma).

Segundo ele, o meia não tem a mesma resistência que tinham Marcelo Costa e Everton para fazer a composição defensiva como acontecia em 2014.

Maria afirmou ainda que é tarefa dele encontrar a melhor forma para atuar com o camisa 10 porque, segundo o comandante, é “imprescindível ao JEC as qualidades do jogador no arranque, passe e nas bolas paradas”. Os números de Pereira provam como ele é útil ofensivamente.

Confira o trecho no qual Hemerson Maria fala sobre o aproveitamento de Pereira

Hemerson Maria classifica as perdas no JEC: 'Preocupante'

27 de maio de 2016 1
Hemerson Maria não quer lamentar as perdas - Foto: Assessoria do JEC/Divulgação

Hemerson Maria não quer lamentar as perdas – Foto: Assessoria do JEC/Divulgação

A saída do goleiro Agenor e do volante Anselmo, peças-chave no esquema montado por Hemerson Maria no JEC, tem incomodado o técnico. Na entrevista coletiva de sexta-feira, Maria reconheceu que é “preocupante perder pilares que talvez o Joinville não consiga fazer uma reposição a altura.”

Ao longo do Campeonato Catarinense, o comandante do Joinville classificou como pilares o goleiro Agenor; o zagueiro Bruno Aguiar; e os volantes Naldo e Anselmo. Recentemente, incluiu o meia Pereira nesta lista.

Como o Joinville continua montando a equipe ao longo da disputa da Série B, o mais fácil seria tentar entrosar as novas peças aos pilares da equipe. Mas, sem estes pilares, o trabalho será ainda mais árduo ao longo do Brasileiro. Maria concluiu, apesar das dificuldades, que ele não deve lamentar porque não sabe quais são as limitações financeiras do clube.

O fato é que o JEC precisa ter a mesma compreensão nesta remontagem durante a Série B.

Ouça as palavras de Hemerson Maria sobre as perdas do JEC

Atacante recém-chegado não terá condição de jogo contra o Londrina

27 de maio de 2016 4
Erick (C) está fora do jogo contra o Londrina - Foto: Assessoria do JEC/Divulgação

Erick (C) está fora do jogo contra o Londrina – Foto: Assessoria do JEC/Divulgação

Embora apresentado (leia mais em JEC apresenta mais dois jogadores no CT), o atacante Erick Luís não tem condições de jogo pelo JEC em razão de uma suspeita de lesão muscular. O jogador teve um desconforto no treino de quinta-feira na coxa direita e passará por exames médicos. Por prevenção, não será relacionado para o jogo contra o Londrina.

JEC apresenta mais dois jogadores no CT

27 de maio de 2016 1
Erick (E) e Ligger não poderão estrear neste sábado - Foto: Assessoria JEC/Divulgação

Erick (E) e Ligger não poderão estrear neste sábado – Foto: Assessoria JEC/Divulgação

O Joinville apresentou na tarde de sexta-feira mais dois jogadores. O atacante Erick Luís, 23 anos, e o zagueiro Ligger, 28 anos, já trabalham normalmente com o grupo de jogadores do JEC. Da dupla, apenas Erick Luís está regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Nenhum dos dois está à disposição para o jogo contra o Londrina, neste sábado.

Além do Condor, JEC negocia patrocínio com outra empresa

25 de maio de 2016 5
Condor inaugurou loja na semana passada em Joinville - Foto: Maykon Lammerhirt

Condor inaugurou loja na semana passada em Joinville – Foto: Maykon Lammerhirt

Além de negociar com a Rede Condor – empresa com a qual o Joinville terá uma reunião nesta sexta para definir possíveis detalhes do acordo de patrocínio –, o JEC costura a negociação de outro patrocinador. A marca será exibida nas costas das camisas e, pelo que apurou a coluna, trata-se de uma empresa de Joinville.

O Joinville perdeu muito com a saída de patrocinadores e a redução do investimento dos apoiadores que permaneceram – Krona e Romaço. No ano passado, quando estava na Série A, o Tricolor arrecadava algo próximo a R$ 360 mil por mês com patrocinadores. Hoje, os valores caíram para R$ 120 mil.

JEC consegue regularizar um atacante e tenta ter outro contra o Londrina

25 de maio de 2016 4
Erick foi emprestado pelo Vasco ao JEC - Foto: Divulgação/Vasco

Erick foi emprestado pelo Vasco ao JEC – Foto: Divulgação/Vasco

Os atacantes Erick Luis e Heliardo estão na cidade e já trabalharam no CT enquanto o Joinville esteve em Salvador (BA). Apesar de não serem nomes muito conhecidos no cenário nacional, a diretoria tricolor aposta muito na dupla. Embora marque poucos gols, Erick é visto como uma peça-chave para a criação de jogadas. E Heliardo vem para ser o matador que falta ao JEC.

O atacante Erick Luis já apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e está à disposição para a partida de sábado contra o Londrina. O nome de Heliardo ainda não aparecia nos registros da CBF. O JEC sabia da dificuldade em razão do feriado de quinta, mas aposta que o atacante ainda pode ter seu nome publicado no BID na sexta-feira.

Novo zagueiro do JEC já está na cidade

25 de maio de 2016 1
Ligger estava no Oeste no Paulistão - Foto: Agifpress

Ligger estava no Oeste no Paulistão – Foto: Agifpress

O Joinville agiu rápido após receber a resposta de que o zagueiro Diego Sacoman foi reprovado nos exames médicos. Na quarta, já esteve na cidade o zagueiro Ligger, de 28 anos e 1,86m. O novo contratado atuou em cinco partidas pelo Oeste no Campeonato Paulista e uma pelo mesmo clube na estreia na Série B, diante do Atlético-GO.

Confira a análise de Bahia 1 x 0 JEC

25 de maio de 2016 16
Pereira foi titular em oito jogos e substituído em cinco - Foto: Romildo de Jesus/Estadão Conteúdo

Pereira foi titular em oito jogos e substituído em cinco – Foto: Romildo de Jesus/Estadão Conteúdo

A derrota diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, em qualquer hipótese, pode ser considerada um resultado normal. Anormal é a dificuldade que o Joinville tem mostrado quando está com a posse da bola. Há três motivos que ajudam a entender esta dificuldade: a perda de qualidade desde o término do Campeonato Catarinense; o aumento do nível dos adversários da Série B; o comportamento da equipe.

Falar da qualidade do JEC não é novidade. Parece chover no molhado, todos sabem que a equipe tem limitações. Surpreende até como o técnico Hemerson Maria tem repetido isso — o comandante nunca se caracterizou por tanta sinceridade. Frases como “sabemos que tínhamos limitações e enfraquecemos a equipe depois do Catarinense”; “Precisamos melhorar nossa qualidade individual” e “O Bahia tem jogadores de melhor qualidade do meio para frente” foram ditas por Maria após o jogo.

Óbvio que está faltando qualidade ao time. Mas desde a partida contra o Luverdense, o Joinville tem se livrado da bola (a análise poderia considerar jogos da Copa do Brasil e do Catarinense, mas o blog utilizará números oficiais do Footstats a partir da Série B).

Nesta quarta, o Tricolor teve 37% de posse da bola, mas, em alguns momentos, ela chegou a 21%. Ou seja, o Bahia “amassava” e o JEC se livrava da bola. Quando tinha ela em seus pés, não sabia o que fazer. Errava passes, abusava dos lançamentos e aí não produzia nada.

Os números ajudam: o Bahia trocou 485 passes e acertou 444 enquanto o Joinville trocou 256 e acertou 223. Só comparando o número total de passes, sem avaliar os erros, o Bahia teve quase o dobro de passes do JEC. Claro que, por ser mandante e ter mais qualidade, é natural que o Bahia tome a iniciativa e o Joinville tenha dificuldades. Mas nem na ligação direta o JEC fez algo. Os números novamente explicam: o Bahia fez 65 lançamentos e o JEC 44. A diferença: os baianos acertaram 34 e o JEC 3.

Conclusão: não há nenhuma produção ofensiva desta maneira. A transição ofensiva do JEC foi lenta, os zagueiros não conseguiam iniciar as jogadas, os pontas não superavam a marcação nas jogadas individuais e a referência, Fernando Viana, não segurava as bolas.

Este é apenas um olhar sobre o jogo de Salvador. Mas o problema da posse de bola é anterior. Contra o Luverdense, a posse de bola foi de 64% a 36%. O Luverdense trocou 473 passes e o Joinville, 205. Nos lançamentos, os times acertaram o mesmo número (19), mas o Luverdense fez 40 ligações e o Joinville 66. A ligação direta até funciona, há algumas equipes que não tem a característica de trocar passes, precisam ser mais verticais (o Leicester na Liga Inglesa é o exemplo mais claro disso). Mas não há como passar 90 minutos criando pouco e jogando desta maneira.

Esta é uma responsabilidade de Hemerson Maria. Ele precisa encontrar uma maneira na qual a equipe sofra menos, especialmente fora de casa. Hoje, o Joinville não dá esperanças de que irá conseguir algo como visitante.

Outro problema a corrigir e já abordado pelo blog: Maria ainda não encontrou o lugar de Pereira (leia em Confira a análise completa do JEC no empate por 0 a 0 com o Criciúma). E que fique claro ao leitor: o blog não está afirmando que ele é um problema ao time. O problema é justamente não encontrar o equilíbrio com ele em campo. Logo ele, o jogador mais que mais “gosta” da bola no JEC.

Desde que Pereira passou a ser titular (foram oito jogos), o Joinville venceu apenas uma. Na melhor fase de resultados do Joinville, a equipe atuava com um trio de volantes (Anselmo, Naldo e Kadu), dois pontas (Juninho e Murilo ou Wellinton Júnior) e um atacante (William Paulista) Ao que parece, Maria entende que, com Pereira, a equipe fica mais exposta (e de fato fica porque ele é quem marca menos). No entanto, nos oito jogos como titular de Pereira, todos os gols vieram dos pés dele (o gol de pênalti contra o Brusque; o passe para Ratinho contra o Comercial-MS; e os escanteios cobrados contra Chapecoense e Luverdense).

Nesta quarta, a melhor chance do JEC, com Cléo Silva, veio de Pereira. Portanto, mesmo que ele torne a equipe desequilibrada defensivamente, não há como abrir mão da criatividade deste jogador como Hemerson Maria tem feito (nos oito jogos como titular de Pereira, ele foi substituído cinco vezes). A única justificativa é física, mas, se for isso, ele está tão mal fisicamente assim?

Para finalizar, é preciso reforçar que nem tudo é responsabilidade de Maria. O blog já afirmou que, com alguns jogadores como titulares, o Joinville não brigará por acesso. Hoje, estiveram em campo Victor Oliveira, Diego, Diones, Cléo Silva e Fernando Viana. Com metade do time sem qualidade pata competir (e alguns deles se omitindo no jogo) o trabalho ficará mais complicado. Isso é responsabilidade da diretoria que erra demais nas contratações. Se Heliardo e Erick Luis não acrescentarem qualidade, o JEC sequer flertará com o G4 neste ano.