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Equipes gaúchas mudam de estádios para diminuir custo e aumentar público

27 de julho de 2016 2

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As equipes gaúchas estão organizando verdadeiros eventos que vão muito além de apenas mandar um jogo. Atrair o público com alguns diferenciais é uma solução para aumentar a receita. Mesmo assim, os custos de organização estão emperrando o trabalho de algumas equipes e em vários casos, a opção tem sido não mandar jogos “em casa” ou mudar de cidade para viabilizar.

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A final, no Beira-Rio, colocou 12.066 pessoas para acompanhar Juventude x Soldiers, no maior público já registrado no Rio Grande do Sul e no Brasil e 2016.

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Em Porto Alegre, o local mais tradicional para os jogos é o complexo esportivo da PUCRS, que possui uma estrutura de primeira linha. No entanto, isso exige um custo onde organizar cinco ou seis jogos por ano pode acarretar em um investimento que chega perto dos R$ 50 mil reais.

Aluguel de estádio, ambulância, arbitragem, bombeiros, sistema de som, seguranças entre os itens obrigatórios, mas a confecção de material de divulgação, gráfica para ingressos, custos de pitura do gramado (quando o local não oferece).

A PUC está muito cara! Sim, todo confronto (sim, é muito bom jogar/trabalhar lá), exige um custo e uma opção um pouco mais viável e que atende as normas de jogo é o campo do Grêmio Nacional, em São Leopoldo. Capacidade para 500 pessoas (creio que um pouco mais) sentadas. Metade coberta, estacionamento “agradável”, com um campo bom. Para times que venham pela RS-386, saindo em Canoas pela BR-116, creio que seja até mais perto do que circular por ruas e avenidas de Porto Alegre até chegar na PUC. Para os times que vem pela BR-116 vindo da serra, melhor ainda e pela RS-122, São Leopoldo é passagem obrigatória. As questões de vestiários precisam ser alinhadas, pois já presenciamos jogadores se trocando nas arquibancadas. E o banho após o jogo para retornar para suas cidades?

Estádio dos Plátanos - Santa Cruz do Sul

Estádio dos Plátanos – Santa Cruz do Sul

Pelo interior, os alugueis de estádio estão variando entre valores e acordos de melhorias nos locais, mas para os que precisam desembolsar a cada jogo, os valores ficam entre R$ 1 mil e R$1,5 mil. Dependendo das cidades, a prefeitura auxilia com ambulância e acordos envolvendo a manutenção dos estádios pode ser negociada isentando o time do pagamento de aluguel.

Além de questões de custo, outro problema está na manutenção do campo, onde muitos administradores acreditam que um jogo possa prejudicar o gramado. Existe dano? Sim, senão o melhor seria colocar uma plaquinha “Não pise na grama”. Pudemos perceber que tanto na PUC, que recebeu 4 jogos em um único mês, e também no estádio Beira-Rio, no Gigante Bowl, o gramado sofreu minimamente. Dizer que não existe dano seria mentir, já que mais de 100 pessoas “sapateiam” principalmente no centro e em locais mais concentrados no centro do campo. Quem já assistiu aos jogos sabe que esse dano é mínimo.

Estádio da Montanha

Estádio da Montanha – Bento

Algumas alternativas podem surgir, como o Estádio do Lami e até o complexo esportivo da Ulbra, em Canoas, onde o Canoas Jaguars realiza seus trabalhos no campo de treinamento. Dentro do estádio, nem sabemos quais as condições do gramado, já que o time de futebol parece nem estar mais na ativa. Essa opção, junto com São Leopoldo ou Lami, podem ser as alternativas de Pumpkins e Bulls, caso a Puc esteja “inviável”, por questões de valores ou agenda. O Restinga Redskulls não mandou jogos em 2016 e segundo informações da diretoria, essa questão deve ser resolvida para o próximo ano.

Sesi de Santa Cruz já foi casa do Chacais

Sesi de Santa Cruz já foi casa do Chacais

Soldiers está “confortável” no Presidente Vargas, pelo que se percebe, a administração do estádio deve estar bem contente com o público que está recebendo. Mesma situação vale para os Plátanos com o Chacais, que está colocando bom público em seus jogos. Em Bento Gonçalves, o Snakes além de ter conquistado o torcedor, possui um envolvimento com a comunidade que contribuir para negociações de aproveitamento do estádio. A equipe tem o segundo maior público do RS com 2,2 mil torcedores.

São Marcos

São Marcos

O Juventude também mudou seu mando de jogo para outra cidade no Gauchão e na Super Liga, saindo do CT do Juventude e passando por algumas curvas a mais na BR-116 até a cidade de São Marcos em uma ótima estrutura

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Poliesportivo de Ijuí

O Drones conseguiu entrar no mapa dos grandes estádios. Nesta quarta-feira, assinou contrato para atuar na Copa Sul 2016 no 19 de outubro, campo onde o São Luiz de Ijuí joga. Até então, o Drones jogava no poliesportivo da cidade.

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Comentários (2)

  • lico diz: 7 de agosto de 2016

    O Gigante Bowl provou que estádios de futebol convencionais podem ser usados para futebol americano sem problemas… O que faltaria pra vermos mais jogos em estádios? Em primeiro lugar o custo… E o que faltaria pra vermos o esporte aparecer mais, com notícias, radiodifusão, até mesmo televisionado? Também é o custo?

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