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INSS ajuda a recomeçar

09 de junho de 2010 4

Acidentes e problemas de saúde podem acontecer em qualquer momento da vida. Porém, quando um acaso trágico muda a vida de um profissional, fazendo com que ele perca a capacidade de trabalhar, as consequências podem ser avassaladoras. Como sustentar a casa, por exemplo, se o chefe da família não mais consegue garantir a renda?

Para ajudar as pessoas que passam por essa situação, a Previdência Social mantém um serviço de reabilitação profissional há 67 anos. O modelo utilizado já passou por diversas mudanças, e pouca gente sabe que ele existe – e que não custa nada.

Se um trabalhador que contribui para o INSS sofrer um acidente ou uma doença que o impeça de continuar trabalhando, um médico perito do órgão poderá indicar a ele a reabilitação. Após uma avaliação, será oferecido ao segurado opções de cursos. A partir daí, ele escolhe e receberá toda a qualificação de graça, em instituições como Senac, Senai e Fundação Universitária de Cardiologia.

Foi o que aconteceu com Keli de Moura Carpes, 37 anos, moradora de Alvorada. Em 1995, aos 22 anos, a ex-auxiliar de produção de uma panificadora em Porto Alegre perdeu dois dedos da mão direita ao sofrer um acidente de trabalho, enquanto operava uma máquina de moer.

– Fui para o INSS e, depois que tive alta, em 1996, o médico disse que eu não poderia ficar na mesma profissão. Então, fiz três cursos: de ascensorista, informática e assistente administrativo. Voltei para a empresa e passei a atuar em outra área, como atendente – explica Keli.

Desde então, a recuperação de sua capacidade para o trabalho só progrediu. Mesmo tendo ficado cerca de cinco anos recebendo o auxílio-doença pelo INSS, ela não parou. Fez outros cursos, desta vez por conta própria, e passou por outras empresas. Hoje, é auxiliar de escritório.

– Me inscrevo nas vagas para deficientes, sempre consigo trabalho. Os cursos do INSS foram muito importantes para que eu desse a volta por cima – conclui.

Da vigilância à informática

Uma vida agitada, mas financeiramente estável, era a realidade da família de Antônio Ricardo Souza Chagas, 40 anos, de Gravataí. Formado em segurança empresarial, era dono de um firma de vigilância, dava aulas de jiu-jitsu e competia, chegando a ser, em 2003, vice-campeão mundial. Estava cursando o segundo ano da faculdade de Educação Física.

No entanto, após uma discussão com um desafeto, em 20 de agosto daquele ano, ele e a esposa foram atingidos por tiros – ele por três, ela por dois. A mulher recuperou-se logo, mas Antônio, não. Um dos disparos dilacerou seu fêmur esquerdo, o que limitou os movimentos e o apoio da perna.

– Tudo que eu sabia fazer era vigilância e jiu-jitsu. E não pude fazer mais nada. A renda da minha família caiu pela metade, foi uma readaptação forçada – relembra o ex-empresário, pai de seis filhos.

Há cerca de um ano, depois de quatro cirurgias e muita fisioterapia, Antônio soube que sua sequela era definitiva. Somente após esse diagnóstico, a Previdência libera a reabilitação. E foi quando ele decidiu que faria um curso técnico de informática industrial, oferecido pelo INSS no Senai Mauá:

– E escolhi a área de programação, que paga melhor. Quero ser o melhor da minha turma. O mais importante é acreditar em si, buscar ajuda e dar o melhor, nunca esperando que as coisas caiam do céu.

Agora, cheio de planos, ele retomou a esperança de que recomeçar é possível.

Empresas participam

Atualmente, 632 pessoas estão sendo atendidas em programas de reabilitação profissional na Gerência Executiva de Porto Alegre do INSS. Destes, 145 estão fazendo cursos profissionalizantes, tais como informática básica, cabeleireiro, marceneiro, cozinheiro, técnico em informática industrial, em óptica e em segurança do trabalho. Em abril, 52 beneficiários realizaram treinamento prático junto às empresas.

Conforme a responsável técnica pela reabilitação profissional na Capital, psicóloga Sônia Marchetti, o INSS atua em parceria com diversas empresas para devolver ao mercado de trabalho os profissionais qualificados.

– Para isso, contamos com um número cada vez maior de participantes – explica.

Empresas interessadas em receber os reabilitados devem entrar em contato com o Serviço de Saúde do Trabalhador, que fica na Rua Jerônimo Coelho, 127, sala 504. O telefone é 3208-5270.

Perguntas e respostas

1. O que é reabilitação profissional?

É um serviço da Previdência Social, prestado pelo INSS, que objetiva oferecer meios de reeducação ou readaptação profissional para o retorno ao mercado de trabalho dos segurados que tiveram sua capacidade para o trabalho reduzida por doença ou acidente, de forma definitiva.

2. Quem tem direito?

As pessoas que contribuem para a Previdência Social.

3. Quando o beneficiário é encaminhado para esse serviço?

Se o médico constatar que o trabalhador está incapacitado para continuar na antiga função, mas apto a desenvolver outra atividade, ele é encaminhado à reabilitação.

4. Além do médico, quem mais atua no serviço de reabilitação?

A equipe é formada por psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e demais profissionais de nível superior, que avaliam e acompanham o processo de reabilitação.

5. Como voltarei a trabalhar, se não posso mais fazer o que fazia antes?

A perícia médica fará uma avaliação da limitação do segurado e o encaminhará à equipe técnica da reabilitação, para que possa aprender outra atividade.

6. Como acontece o processo?

Se o segurado tiver vínculo empregatício, os profissionais da reabilitação visitam a empresa para saber da possibilidade de readaptação em outra função. Caso isso não seja possível, o segurado poderá ser encaminhado para cursos em diversas áreas.

7. Como fica meu benefício no período em que estou fazendo o curso?

O INSS, além de pagar o curso, mantém o beneficio do segurado que está fazendo reabilitação profissional até a conclusão do processo.

8. Não tenho dinheiro para ir até o local do curso. Como faço?

O INSS dá auxílio-transporte para o segurado em reabilitação profissional.

9. Sou jovem, não posso mais exercer minha função, mas não tenho escolaridade suficiente para fazer cursos de qualificação. O que acontecerá comigo?

A equipe técnica de reabilitação, após estudo do caso, poderá indicar elevação do nível de escolaridade (fundamental ou médio), por meio de convênio firmado entre o INSS e o Sesi.

10. Após um acidente de trabalho, tive amputação de uma perna. Como posso voltar a trabalhar?

O INSS dará uma prótese e avaliará os demais requisitos necessários para retorno ao trabalho (idade, nível de escolaridade, experiências profissionais anteriores, qualificação e outros).

11. Estou desempregado há cinco anos. Posso fazer reabilitação profissional?

Não, porque o encaminhamento se dá por meio da perícia médica, após a concessão do benefício. Para tal, é preciso ser segurado.

12. Estou desempregado. Faço um curso. Após a alta do INSS, quem me garante que vou arrumar emprego?

Não constitui obrigação da Previdência Social o reingresso do segurado no mercado de trabalho. No entanto, na gerência de Porto Alegre (que abrange, além da Capital, Alvorada e Viamão), há uma parceria com empresas para recolocação profissional em vagas para pessoas com deficiência ou reabilitadas pelo INSS.

Comentários (4)

  • Jorge de sá diz: 25 de março de 2013

    ola amigos estou afastado pelo inss á 12 anos já aposentado em 2009 por invalides sinto vontade de trabalhar e lendo mais sobre as cotas de reabilitados do inss me animei ,o que acontece minha aposentadoria passa um pouco de 3.000 por mes o que eu quero saber se o inss me consegue uma vaga com esse salario quando ativo atuei no setor metal mecanico metalúrgica , o inss tem convênio com a volvo ou montadora como audi e renault qual o risco de perder a aposentadoria e não conseguir o emprego
    aguardo resposta obrigado

  • Adilson dias soares diz: 17 de maio de 2013

    Ola senhores como vai meu nome e Adilson eu me acidentei na empresa a 5 anos perdendo assim um membro do meu corpo foi tirado o osso scafoide e sendo assim pedir o movimento do meu purco esquerdo e também a força foi colocado cinco pinos e uma placa isso garantindo que os outros ossos não se solte agora cinto muitas dores eu recebir o encaminhamento para reabilitação estou muito motivado e ao mesmo tempo preocupado pois dói muito eu tenho quatro filhos pequenos para criar neste caso a minha preocupação e se eles não querer me assegurar o que eu devo faser

  • ADRIANA CARDIAL diz: 1 de julho de 2013

    SE APESSOA NAO SE REABILITAR OQUE ACONTECERA O INSS IRA APOSENTAR ESSA PESSOA

  • adilson dias soares diz: 6 de julho de 2013

    boa noite, entao eu fui a intrevista no inss para faser a reabilitacao, so que, eu fui informado que eu nao me iquadrava no perfil para reabilitacao,inronica a perita disse que eu poderia voltar a trabalhar e que eu tinha direito a uma indenizacao do governo, e que a empresa teria que me dar uma outra funcao na empresa, como pode infrigir as leis desta forma, eu nao tenho nivel escolar, o que sei faser e mais trabalho pesado, e que eu devo faser agora? devo procurar a quem, ou recorrer da decisao, por que pelo que eu sei eles deviriao ter me conssedido a reabilitacao proficional, agora estou com deficiencia no punho, nao posso pegar peso, nao tenho mais o movimento da minha mao, tenho seis anos fora da empresa, nao tenho nivel escolar para esercer outra funcao na empresa, tenho sim quatro filhos para criar, me derao um auxilio acidente que e menos do que um salario minimo, se alguem poder me ajudar eu vou agradecer, me email adilsonsoares13@hotmail.com..

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