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Posts com a tag "Reportagens"

Diário recebe homenagem

03 de maio de 2013 0


O Diário Gaúcho ganhou, ontem, um importante reconhecimento da prefeitura de Porto Alegre. Por meio da editora e repórter do Espaço do Trabalhador, jornalista
Cáren Cecília Baldo, (foto abaixo) recebeu a medalha Floriceno Paixão – uma homenagem a pessoas e entidades com reconhecidos serviços prestados ao mercado de trabalho da capital gaúcha.

O prefeito José Fortunati e o secretário municipal do Trabalho e Emprego, Pompeo de Mattos, entregaram as medalhas aos dez homenageados (confira nomes abaixo). A escolha dos agraciados é feita por comissão de representantes dos trabalhadores e empregadores, além da prefeitura. Pompeo e Valter Nagelstein,
representando a Câmara de Vereadores, enalteceram a utilidade do trabalho jornalístico desenvolvido pelo Espaço do Trabalhador.


Criada em 2012, a entrega da distinção stá entre as comemorações do Dia do Trabalho.

– É uma forma de valorizarmos as pessoas que no seu dia a dia desenvolvem ações que fomentam o trabalho e promovem qualificação profissional em nossa cidade – afirmou Fortunati.

SAIBA MAIS
Quem foi

● Floriceno Paixão nasceu em 1919, em Taquara, e morreu em 2011. Foi deputado federal e criador do 13º salário aos trabalhadores brasileiros.

Homenageados
● Cáren Cecília Baldo – Editora e repórter do Espaço do Trabalhador, no Diário Gaúcho
● Carlos Becker Berwanger – Diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem do
Transporte (Senat)
● Heron dos Santos Oliveira – Ex-superintendente Regional do Trabalho e
Emprego do Rio Grande do Sul
● Joaquim Luiz Pinto da Costa – Fundador do primeiro Sine do Rio Grande do Sul
● Marco Antônio Hochscheit – Diretor do Sindicato dos Empregados em Entidades
Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional do Estado (Senalba/RS)
● Paulo Vanzetto Garcia – Presidente do Sindicato das Indústrias da Construção
Civil do Estado (Sinduscon/RS)
● Ricardo Franzói – Diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
● Ricardo Rivero – Presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Estado
● Terezinha Carvalho da Silva – Presidente da Associação dos Amigos Artesãos e
Pescadores da Ilha da Pintada
● Valter Ferreira da Silva – Presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais
(Sindimoto/RS)

Domésticas: Lei ainda gera dúvidas

03 de abril de 2013 0

Hoje é o dia em que passa a valer a nova lei para todos os empregados domésticos, garantindo direitos aos trabalhadores do lar. Porém, apesar dos vários esclarecimentos que têm sido dados ao longo dos últimos dias, ainda restam dúvidas entre os atingidos pela medida.

Para ajudar a esclarecê-las, o Espaço do Trabalhador convidou o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV), Daniel Nonohay. Confira as respostas dele ao lado.

Perguntas e respostas

Marinês - Trabalho em uma casa como cuidadora há 11 meses. Comecei trabalhando de segunda a sábado, fazendo 12 horas. Após, passei a trabalhar de segunda a sexta-feira. Nessas escalas, ganhava salário de R$ 1.350. No início deste ano, minha patroa decidiu mudar minha escala. Assim, trabalho 24 horas seguida e descanso 48 horas, e o meu salário caiu para R$ 1.100. O que está certo nisso?

Daniel Nonohay - A primeira alteração, que suprimiu um dia de trabalho, é válida, pois foi benéfica à empregada. Todo trabalho excedente a oito horas na mesma jornada é considerado extraordinário. Mesmo com o pagamento de horas extras, a CLT (que entendo aplicável aos contratos de trabalho das empregadas domésticas em vista da inexistência de regulamentação específica) veda o trabalho superior a dez horas na mesma jornada. O trabalho em regime de compensação de horários pode ser ajustado entre as partes, desde que não extrapolado o limite de dez horas diárias e de 44 horas semanais.

Eduarda - Durmo no trabalho, sou doméstica e ganho R$ 2 mil. Meu patrão paga o INSS sozinho. Com a nova lei, quanto ele pode descontar?

Daniel - O contrato de trabalho não pode ser alterado em prejuízo do trabalhador. O seu empregador podia descontar a contribuição previdenciária do seu salário. Como optou por não o fazer, não pode, agora, alterar esta prática.

Ana - Minha mãe, de 93 anos, tem uma cuidadora com carteira assinada e mora com a minha irmã. Considerando a nova legislação, a cuidadora pode ser também responsável por cozinhar para toda a família da minha irmã, além das suas atividades específicas?

Daniel - Se a empregada doméstica realiza esta atividade deste o início do contrato de trabalho, o salário inicialmente ajustado cobre estas atividades. Se ela somente cuidava da sua mãe, o acréscimo de funções deverá ser acompanhado de um acréscimo de salário proporcional.

Elas pegam no pesado e não se mixam!

08 de março de 2013 0


Por CÁREN CECÍLIA BALDO - caren.baldo@diariogaucho.com.br

O trabalho em açougue é puxado e braçal - mas quem disse que elas não são capazes de fazê-lo? As açougueiras Cristiane Vitola Pires, 34 anos, e Mariza da Fátima Schlichting, 33 anos, contam que ainda há muitos homens que as olham com desconfiança na hora de pedir pela carne que será assada no churrasco.

Mas isso não é uma barreira para desempenharem com louvor suas funções.

A dupla enche de orgulho o gerente da loja Azenha da rede de supermercados Asun, onde atua. Roberto Schlichting - irmão de Mariza - conta que o interesse das mulheres por esta área vem crescendo ao longo dos últimos dois anos e que está satisfeito em ter açougueiras na equipe do súper.

- Na parte de autosserviço, uma das mais procuradas, elas são fundamentais. As mulheres organizam melhor, cortam bifes mais finos, são atentas à limpeza da carne. E deixam mais atrativas as prateleiras com as bandejas, o que ajuda a vender mais. Ah, e, se precisar, desossam também - comenta o gerente, cuja equipe de açougue é formada por duas mulheres e cinco homens.

Preconceito também ocorre

Claro que nem só de elogios vivem as açougueiras. Apesar de seus dez anos de profissão, Mariza ainda enfrenta homens pedindo para serem atendidos por um açougueiro - não por ela:

- Puro preconceito.

Nascida em Santa Bárbara do Sul, acostumou-se a ver animais sendo abatidos, então, não tem problemas com sangue.

- Adoro o que faço e nem penso em trocar de profissão - garante.

De dois para 15 cortes de costela

Para Cristiane, a curiosidade em saber identificar as partes do gado surgiu com o primeiro emprego, aos 14 anos: em um açougue, em São Paulo, onde a gaúcha foi morar com a família quando tinha só um ano. Ela era balconista, mas estava inquieta. Pediu para o gerente ensiná-la. Aos 16 anos, já dominava os cortes.

Na área, permaneceu por 15 anos e colecionou histórias curiosas. Em uma delas, observou quatro homens segurando um cabrito que deveria ser abatido. O animal se debatia e ninguém conseguia matá-lo. Cristiane, então, segurou-o sozinha, com firmeza, nas costas para que se chegasse ao objetivo.

- Tem uns homens que são muito fiasquentos - opina.

Há cerca de um mês, a profissional voltou a Porto Alegre. E, há duas semanas, ela atua no açougue da loja Asun da Azenha. A única dificuldade que tem enfrentado é a diferença de nomes e de cortes:

- Em São Paulo, são só dois cortes de costela. Aqui, são 15! Mas estou aprendendo.

Aumenta busca por qualificação

A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) também vem percebendo um maior interesse das mulheres pela área de açougue nos últimos três anos. De acordo com a coordenadora de capacitação da entidade, Angelita Garcia, no período, pelo menos 10% do público de cursos que ensinam a lidar com a carne é feminino.

- Antes, era incomum vermos mulheres buscando especialização nesse setor. Acho que elas estão percebendo as possibilidades de crescimento que a atividade traz - diz, esclarecendo que a falta de mão de obra qualificada e a importância do açougue nos mercados, setor que responde por entre 30% e 40% do faturamento da loja, vêm valorizando o profissional.

Segundo Angelita, o salário médio de um açougueiro em início de carreira é de R$ 1 mil. Um auxiliar de açougue pode ganhar em torno de R$ 800. Ela ressalta que a rede Asun foi a pioneira em investir na contratação de mulheres para essa função e que é mais comum encontrar açougueiras em empresas de porte médio.

Fique por dentro

Quer aproveitar essa chance?

Segundo o gerente de RH da rede Asun, Paulo Garin, 20% dos funcionários de açougues da rede são mulheres. Ao todo, são 20 lojas em Porto Alegre, Região Metropolitana e Litoral Norte.

E a intenção é continuar contratando. Portanto, se você tem pelo menos 18 anos, ensino fundamental completo e vontade de aprender, pode se candidatar ao cargo de açougueira. A empresa se propõe a treinar as interessadas. Envie currículo por e-mail para recrutamento@asun.com.br

Primeiros passos: 3 mil chances de estágios para aprender

05 de fevereiro de 2013 2

Por Cáren Cecília Baldo - caren.baldo@diariogaucho.com.br

Para quem está estudando, a melhor oportunidade de começar a trabalhar é o estágio. Mas, atenção: mudanças nesse mercado exigem atualizações constantes.

O perfil do estagiário mudou nos últimos cinco anos, principalmente após a entrada em vigor da Lei do Estágio, em 2008. Seja por parte da empresas, que querem mais comprometimento, seja por parte do estudante, que demonstra pressa em se profissionalizar, especialistas concordam que houve uma mudança ao longo do anos - e que é preciso se atualizar.

Os sentidos de carreira e de aprendizado, hoje, são outros, na opinião da vice-presidente de Desenvolvimento Científico e Inovação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), Crismeri Corrêa:

- As pessoas estão mais alfabetizadas em comunicações diferenciadas, a rede de contatos é mais ativa. O estagiário tem a postura de alguém muito mais disposto. E isso força as empresas a terem capacidade de adaptação, de aceitarem a palavra do mais jovem.

Ansiedade pode ser ruim

Crismeri ainda salienta que é comum o estudante conhecer mais sobre tecnologia do que muitos profissionais que já
estão no mundo corporativo, e que esse saber deve ser usado para agregar valor à companhia. No entanto, ao mesmo tempo em que essa ansiedade é positiva, ela pode se tornar negativa para o jovem, diz o gerente de operações do Centro de Integração Empresa- Escola (Ciee-RS), Lucas Baldisserotto.

- Os estudantes estão mais imediatistas, questionadores e trabalham com prazos mais curtos para crescer na carreira. Isso pode ser ruim quando ele entra no estágio pretendendo ser diretor da empresa em um ano - comenta.

Lucas acredita que os jovens devem ter paciência para galgar postos e aprender o lado comportamental da relação de trabalho durante o estágio.

Experiência no currículo

Há um ano e um mês, a estudante de Gestão em Recursos Humanos Liziane da Silva Nunes (FOTO), 22 anos, começou a estagiar em uma grande empresa de Canoas. Por se tratar de uma multinacional, ela viu, diante de si, a obrigação de saber falar uma segunda língua.

- Por sorte, já tinha começado o curso de inglês, acho que esse foi meu diferencial para conquistar a vaga - conta a moradora de Esteio.

Na seleção, ela enfrentou mais de 60 concorrentes. Valeu a dedicação, pois Liziane percebe que consegue aplicar o que aprende na graduação durante o desempenho do seu trabalho. Comprometida, explica que os estagiários, na empresa, têm metas para serem atingidas, como outros profissionais.

- Hoje, não é só entrar na empresa e fazer um estágio, tu és considerado um profissional. Então, tem que estar disposto a melhorar - empolga-se.

Uma das melhores sensações que Liziane tem em relação ao estágio é a certeza de estar pronta para disputar um emprego como analista de RH no final do ano, quando se formará. Isso porque está sabendo aproveitar a oportunidade e adquiriu uma experiência significativa, ou seja, não sairá da faculdade sem noção do mercado, na prática.

Mãos à obra!

Está faltando qualificação para conseguir um estágio? Então, aproveite um desses cursos, todos são gratuitos.

● Na Fundatec Estágios, é possível fazer uma atividade à distância (EAD). O que eu falo? Como me visto? Como eu faço o contato com a empresa em que quero trabalhar? Ser formal ou ser natural? Que tipo de preparação que devo realizar para ir bem na entrevista? Para responder essas perguntas frequentes, acontecerá o curso "Entrevista: Agarre a sua vaga!". Para participar, é preciso ser cadastrado. A carga horária é de seis horas, e as inscrições estão abertas pelo link estagios.fundatec.org.br. Mais informações: 3320-1033.

O Ciee-RS oferece oficinas dentro de seu Serviço de Desenvolvimento Socioeducativo. Também é para estudantes cadastrados na entidade. Interessados devem entrar em contato pelos telefones 3284-7098 ou 3284-7108. Confira as datas e temas de fevereiro:
✔ Atitudes Geradoras de Motivação: dia 22, às 10h
✔ Autoconhecimento Profissional: dias 26 e 27, às 14h30min
✔ Desenvolvimento Pessoal: dia 19, às 15h
✔ Dicção e Oratória – Falando em Público: dias 5 e 6, às 14h
✔ Dicção e Oratória – Laboratório da Voz: dia 7, às 14h
✔ Gestão do Tempo: dia 27, às 10h
✔ (Intra) Empreendedorismo: dia 20, às 10h

Confira as oportunidades de estágio que estão abertas

Fundatec Estágios
● São 198 vagas para diversas áreas, entre elas, ensino médio, administração, contábeis, nutrição, educação física, fisioterapia, design, direito, pedagogia. São para Porto Alegre e Região Metropolitana. Para concorrer, cadastrese
em estagios.fundatec.org.br.

ABRHestágios
● São oferecidas 744 chances, desde o ensino médio até técnico e superior, como nos cursos de administração (80), técnico em administração (43), técnico em informática (6), análise de sistemas (2), arquitetura (3), ciências contábeis (24), direito (8), economia (8) e educação física (14). Para concorrer, ligue 3254-8200 ou acesse o site www.abrhestagios.com.br.

Ciee-RS
● Há 3.276 vagas abertas no Estado, sendo, destas, 1.642 em Porto Alegre e 570 na Região Metropolitana. Para concorrer, cadastre-se no site www.ciee-rs.org.br ou vá à unidade da Avenida Borges de Medeiros, 328, 13º andar, Centro da Capital.

BRF
● Até 28 de fevereiro, a empresa receberá inscrições para seu programa de estágio 2013. As 149 vagas ficam em cidades de nove Estados, dentre eles, o Rio Grande do Sul (nas cidades de Marau, Serafina Corrêa e Lajeado). Interessados devem acessar www.brf.com.br, no link Trabalhe Conosco.

Dicas para ser um excelente estagiário

Se você deseja ser contratado, confira a seguir algumas dicas da Universia Brasil

1 – Conheça sobre a empresa

✓ Saber sobre a empresa em que você pretende trabalhar é fundamental para realizar uma boa entrevista. Isso mostra interesse e conhecimento sobre a área. Lembre-se de que as informações conseguidas a partir de sua pesquisa podem ser úteis na entrevista ou até mesmo em alguma atividade cotidiana do estágio.

2 – Mostre seu compromisso

✓ Se você é um estagiário pontual, determinado e que não reclama quando tem que ficar algumas horas extras no escritório, está mostrando o seu comprometimento com a empresa. Os funcionários que gostam de seu trabalho fazem de tudo para encontrar maneiras de melhorar a sua atual função, e eles não estão preocupados com o tempo que isso pode levar. Encare o tempo extra no trabalho como uma oportunidade de aprendizagem. Os seus supervisores irão notar essa qualidade.

3 – Pergunte sobre a sua área

✓ A melhor maneira de aprender mais sobre o trabalho é fazer perguntas inteligentes. Ao questionar, você mostra ao empregador que está motivado e pronto para fazer um bom trabalho. Ao usar o conhecimento teórico aprendido na faculdade, você será capaz de colocar em prática o que já foi adquirido, e desenvolver suas habilidades.

4 – Conheça outros funcionários

✓ Ter um bom relacionamento com outros funcionários é essencial para o bom desenvolvimento do estágio. Além de aumentar o seu networking, isso mostra que você sabe desenvolver relações com pessoas dentro e fora da sua equipe. É durante o almoço e outras experiências sociais que você pode começar a aumentar os seus relacionamentos.

5 – Evite fofocas

✓ Passar o dia fofocando dentro ou fora do escritório pode criar sérios problemas para o seu futuro dentro da empresa. Geralmente, esse tipo de funcionário não passa uma boa imagem para os supervisores. Um profissional maduro não se envolve com esses tipos de comentários e ignora qualquer tipo de informação desnecessária.

Yes, I can! Sim, eu posso! Domínio de segunda língua é importante para uma colocação no mercado de trabalho

14 de dezembro de 2012 0

Por RODRIGO ADAMS - rodrigo.fernandes@kzuka.com.br

Além de dominar a língua portuguesa, estudar um segundo idioma é muito importante para conseguir uma melhor colocação no mercado de trabalho.

Não é de hoje que se fala da importância do domínio de uma segunda língua. Por incrível que pareça, muita gente ainda enfrenta o assunto como um tabu: seja ele financeiro ou de aprendizado. Porém, isso mudou e existem cada vez mais incentivos pensando na galera que deseja se capacitar para o mercado de trabalho e atender as suas exigências.

Regina Severo, coordenadora dos cursos de idiomas do Senac, explica que o perfil de quem procura aprender outra língua é bem variado. Segundo ela, as aulas ganharam novos rumos, pensando na geração que está conectada 24 horas por dia, e os professores se adaptaram a isso, realizando atividades em blogs, redes sociais e outros espaços.

Mesmo parecendo apenas divertido, a professora manda o alerta:

- Estudo de idiomas requer envolvimento e disciplina, pois é um projeto de vida. O sucesso depende do teu próprio esforço.

Dedicação que rende bons frutos

Foi isso que mobilizou Eberson dos Santos Silva, 22 anos. O cara começou o curso de língua inglesa em 2006 e o concluiu em 2009. A dedicação rendeu bons frutos, e hoje ele é assistente administrativo da empresa Vonpar.

- Trabalho com muitas notas de pessoas que viajaram para o Exterior, e dominar a segunda língua me ajuda na conferência. Uma vez, eu estava em uma reunião e tinha um cara falando inglês. Antes de o tradutor explicar para todos o que ele havia dito, eu já tinha entendido tudo. Foi bem legal - diverte-se.

Pronatec é opção para quem quer aprender sem gastar

Existem diversos programas de incentivo que podem ajudar quem deseja aprender inglês, espanhol, francês, entre outros. Com a realização da Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil, existe uma preocupação em capacitar diversos setores. Principalmente os que possuem relacionamento direto com o público: garçons, taxistas, vendedores, etc.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), por exemplo, visa ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. São milhares de vagas para quem pretende estudar.

- Hoje só não se qualifica quem não quer. Existem cerca de 11 mil vagas de cursos de idiomas, preferencialmente para alunos de escolas da rede pública que estão no ensino médio - conta Paulo Presser, gerente da área de educação do Senac.

Saiba onde buscar

Confira algumas opções de cursos que selecionamos

Profissional RH - Cursos básicos de inglês e espanhol ao custo de R$ 20 (para cobrir o material didático).
Inscrições a partir de 7 de janeiro na Rua Siqueira Campos, 1140, sala 501, Centro da Capital. Mais informações: 3051-6039

Pronatec - Cursos gratuitos direcionados a alunos do ensino médio.
Não há inscrições abertas no momento, mas elas devem acontecer no início do ano que vem e serão divulgadas pelo Diário Gaúcho. Acompanhe o jornal para obter mais informações. A previsão é de que aulas comecem em abril.

Senac - As unidades já estão com as inscrições abertas para as turmas de 2013. Os preços variam de acordo com o curso escolhido (inglês, espanhol ou francês), semestre ou unidade de atendimento.
Mais informações no site www.senacrs.com.br/idiomas.

Atenção empregado: Demissão está diferente

01 de novembro de 2012 0

O formulário usado na dispensa de um funcionário mudou. A partir de hoje, novo modelo é necessário para sacar FGTS e pedir seguro-desemprego.

A partir de hoje, um novo documento será necessário para solicitar o seguro-desemprego e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O uso do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) será obrigatório, e empresas e sindicatos de trabalhadores precisam ficar atentos e se atualizar. A Caixa Econômica Federal não aceitará mais o antigo documento no momento em que o trabalhador demitido for buscar seus direitos.

- É muito importante que todos estejam informados das mudanças para evitar que o trabalhador tenha que voltar à empresa para obter o novo documento - alerta o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Messias Melo.

Ele estima que, por mês, sejam emitidos no país cerca de 2 milhões de termos.

Criado em outubro do ano passado, o novo TRCT já é utilizado em 41% dos contratos de trabalho rescindidos, conforme as solicitações de saque do FGTS realizadas pela Caixa.

Mudanças devem dar mais segurança

O objetivo dessas alterações, segundo o governo, é deixar mais claros os valores rescisórios devidos ao trabalhador quando ele for desligado da empresa - há espaço no formulário até para gorjetas. Assim, existirá mais segurança para as duas partes, pois constarão no termo todas as parcelas devidas e pagas, ao contrário do que ocorria no modelo anterior.

Segundo a advogada trabalhista da IOB Folhamatic, Ydileuse Martins, as empresas deverão ainda adotar mais dois formulários:

- O Termo de Quitação e o Termo de Homologação deverão ser utilizados junto ao TRCT.

Perguntas e respostas

Em algum caso, ainda será aceito o modelo anterior de rescisão de contrato?
Não. Rescisões feitas em outros modelos não serão aceitas pela Caixa Econômica Federal para liberação de seguro-desemprego e da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Quais as principais mudanças em relação ao termo de rescisão anterior?
Férias vencidas: deve ser informado separadamente (em cada campo do TRCT) cada período aquisitivo de férias vencido e não quitado.

13º exercícios e anos anteriores: deve ser informado separadamente cada exercício anterior de 13º vencido e não quitado.

Horas extras devidas no mês de afastamento: em cada campo deve ser informada a quantidade de horas-extras feitas no mês de afastamento e o respectivo percentual e valor.

Campos para informar verbas credoras: devem ser inseridos tantos campos quantos forem necessários para detalhar os créditos do trabalhador, conforme orientado nas Instruções de Preenchimento do TRCT, constante na Portaria 1.057, de julho de 2012.

Descontos/deduções: maior detalhamento das deduções, como pensão alimentícia, adiantamento de 13º, vale-transporte, empréstimo em consignação, entre outros.

Para a habilitação ao saque do FGTS e/ou ao seguro-desemprego, é preciso apresentar à Caixa também o Termo de Homologação (para quem tem mais de um ano de serviço) ou o de Quitação (para quem tem menos de um ano).

Em quantas vias deve ser impresso o novo TRCT?
Em duas vias, sendo uma para o empregador e outra para o empregado, acompanhado do Termo de Homologação ou de Quitação impresso em quatro vias, sendo uma para o empregador e três para o empregado (destinadas ao saque do FGTS e à solicitação do seguro-desemprego).

* Informações do Ministério do Trabalho e Emprego

O Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) é o documento em que devem constar toda as parcelas devidas e pagas pela empresa ao trabalhador, quando houver a demissão.


O Termo de Quitação é complementar ao TRCT, no caso de o empregado ter menos de um ano de trabalho na empresa.

Já o Termo de Homologação, também complementar ao TRCT, aplica-se aos funcionários com mais de um ano de trabalho na organização.

Curicas em queda: Elas buscam novos horizontes

28 de setembro de 2012 0


Por DENISE WASKOW - denise.waskow@diariogaucho.com.br

Uma revolução começa a ocorrer no mercado de trabalho feminino. Quem procura, sabe: está difícil encontrar domésticas ou diaristas. Elas estão deixando o posto de curicas (gíria utilizada para empregada doméstica na novela Cheia de Charme) de lado e buscando outras áreas profissionais, como comércio, serviços e alimentação. É esta metamorfose (mudança, tranformação) que mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2011, divulgada recentemente pelo IBGE.

No ano passado, 6,43% das mulheres gaúchas entrevistadas trabalhavam em atividades domésticas (diaristas, empregadas etc). Esse número é menor que o de 2009, quando 6,61% delas atuavam em funções dessa área.

Tendência é de redução

O dado segue a mesma tendência do Brasil, que também aponta para uma redução no mesmo período - de 7,25% em 2009 para 6,59% em 2011. Mesmo assim, o setor ainda é a principal ocupação das mulheres.

- Essa mudança ocorreu provavelmente porque teve estudo, qualificação - aponta a coordenadora da PNAD no Rio Grande do Sul, Carla Araújo.

Crescimento e realização

Essa metamorfose é exatamente a que Isabel Cristina Fernandes, 33 anos, está vivendo. Depois de trabalhar boa parte da vida como doméstica e diarista, a moradora de Alvorada está fazendo o curso de garçom, dentro do Programa de Gratuidade do Senac.

Era a oportunidade que buscava para transformar a sua vida.

- A pessoa tem de ter visão de futuro, fazer o que gosta. Eu quero a minha realização profissional - destaca.

Isabel lembra que, apesar de ter mercado, a atividade doméstica ainda é vista com preconceito, e, muitas vezes, as trabalhadoras não são reconhecidas. Essa foi mais uma razão para ela mudar de área. Mas a principal motivação são os quatro filhos - três deles criados apenas por ela.

- Eles têm que ver a mãe saindo para trabalhar, ganhando dinheiro. Já quero ter o meu apartamento, uma moto, coisas que antes eu não sonhava - revela, cheia de planos.

Tendência confirmada

Acostumada a ministrar cursos de qualificação para domésticas, a presidente do Movimento de Donas de Casa e Consumidores do Rio Grande do Sul, Edy Mussoi, confirma a tendência de transição das mulheres para novas profissões:

- Há dois anos, eu inscrevia quase 200 nos cursos. Agora, com muito custo, chega a 30. Elas estão indo para outras atividades. A classe tende a morrer. Há uma desistência tanto das domésticas quanto das patroas - acredita.

Descoberta de um novo ramo

A desenvoltura de Tatiane dos Santos Dias, 29 anos, entre as araras de roupa mostra que ela tem, por natureza, uma grande habilidade para o comércio. Mas nem sempre foi essa a sua área de trabalho. Antes de fazer sucesso nas vendas, ela era diarista.

- As pessoas precisam de alguém para limpar a casa. É uma função que ocorre muito por necessidade, e me ajudou muito. Eu cobria as despesas do dia a dia e, quando não tinha faxina, fazia falta - afirma a moradora de Alvorada.

Desejo de estabilidade

Junto com o crescimento dos dois filhos, veio a vontade de ter um emprego com estabilidade, que permitisse a compra da casa própria e de um carro, em parceria com o marido. Sem experiência, mas cheia de vontade, Tatiane deixou currículo em uma loja de roupas no Centro, e foi chamada para trabalhar. Lá se vão seis anos.

- Cresci muito profissionalmente, sei bem o que eu faço, me encontrei. Fui aprendendo no dia a a dia e gosto muito de vender - destaca, sonhando em ter a loja própria.

Fala, patroa! Doméstica virou artigo de luxo?

- Está difícil encontrar alguém de confiança. Tenho uma senhora que trabalhava para mim, mas está com filho pequeno e não pode mais vir. É complicado, não tenho ninguém fixo.
Vera Beatriz Soares Carneiro, aposentada, Porto Alegre

- A minha diarista foi embora há uns meses, era muito boa e estava há anos comigo. Faz falta alguém para dar uma geral na casa, mas tá difícil achar uma pessoa conhecida.
Eni Teixeira, aposentada, Porto Alegre

- A senhora que trabalha comigo há quase 20 anos é como se fosse da família. A gente conta com ela para tudo. Ali no prédio todo mundo procura por ela, pergunta se pode fazer faxina, porque é difícil encontrar alguém.
Aliete Komeroski, aposentada, Porto Alegre

O trabalho feminino

Os números do IBGE mostram que, tanto no Estado quanto no país, o número de empregadas domésticas diminuiu, enquanto setores como comércio e alimentação têm mais trabalhadoras.

Vendas pela internet: Mãos à obra para faturar bem mais

12 de julho de 2012 0

CÁREN CECÍLIA BALDO - caren.baldo@diariogaucho.com.br

O comércio online cresce a passos largos no Brasil, e com ele, surgem mais oportunidades para os pequenos. Saiba como vender mais investindo pouco.

A artesã Eliane Carvalho Nunes, 29 anos, moradora do Bairro Bom Jesus, na Capital, e com dez anos de experiência na área, alavancou suas vendas em um período de seis meses: antes, recebia um pedido por mês. Depois, passou a ter de dar conta de um número que fica entre cinco e dez pedidos por mês.

A mudança aconteceu a partir da divulgação de seus produtos pela internet. Eliane criou uma loja virtual dentro de um site que reúne mais de 10 mil vendedores de artesanato de todo o Brasil. Pagando uma anuidade de pequeno valor, ela garante um espaço de divulgação e venda de suas peças em uma espécie de portal.

Dupla jornada para realizar sonho

Se fosse criar uma página exclusiva, Eliane teria de investir na manutenção do site, na publicidade dos produtos e no oferecimento de opções práticas e seguras de pagamento - via cartão de crédito, por exemplo -, a fim de conquistar clientes. O custo seria alto demais para ela:

- Já tive um blog, ele foi invadido e acabei por abandoná-lo. Mas não é a mesma coisa. No Elo7, além de ter acesso a tudo isso, eu recebo dicas de como melhorar meu negócio pela internet - explica a artesã.

Eliane também é comerciária: ela trabalha como caixa em uma livraria, no Centro. Por enquanto, ainda não pode deixar de ter uma renda fixa para viver de artesanato, mas tem pensando seriamente nesta possibilidade, depois da mudança proporcionada pelas vendas online.

A maior parte de seus clientes são mães que encomendam lembrancinhas em biscuit para recém-nascidos ou aniversários de um ano. Os clientes são, na maioria, de Porto Alegre - mas Eliane já enviou uma encomenda para São Paulo. E o marido da artesã, que é eletricista, ajuda nas entregas.

Crescimento chega a 43%

O que aconteceu com Eliane não foi um acaso. O e-commerce (comércio online) vem crescendo muito nos últimos anos: no Brasil, o aumento foi de 43% no ano passado, em relação a 2010, de acordo com pesquisa da AméricaEconomía Intelligence. As vendas pela internet no país movimentaram cerca de R$ 50 bilhões, representando mais da metade do total da América Latina (59,1%).

Com o crescimento da procura, também são maiores as oportunidades. Além do site Elo7, outra opção para vender artesanato pela rede mundial é o Airu. Confira no quadro abaixo quais os valores cobrados pelos sites.

Artesanato na web
(clique no endereço para visitar os sites)

Elo7 - www.elo7.com.br

É um site de compra e venda de produtos feitos à mão. Oferece infraestrutura para pagamentos com boletos e cartões de crédito, além de ferramentas de divulgação em blogs e sites externos.

Abrir uma loja no portal custa R$ 29,90 por ano, sem limite no número de produtos divulgados, mais taxa de 12% sobre o valor dos pedidos. A anuidade pode ser paga à vista ou dividida em até cinco parcelas, sem obrigação de renovação ao final do período.

Airu - www.airu.com.br

Trata-se de um mercado online de produtos autorais. É possível vender qualquer espécie de produto, desde que seja elaborado pelo próprio vendedor. Oferece marketing e pagamentos via cartão de crédito, transferência bancária ou boleto.

Pela assinatura anual, é cobrado R$ 9,90, o que dá direito a anunciar cem produtos. Além disso, é cobrada comissão de 15% sobre as vendas. Se o vendedor quiser divulgar número maior de itens, pagará R$ 9,90 ao ano para cada cem produtos a mais.

Serviços também são oferecidos

Três empresários de Porto Alegre decidiram seguir uma tendência que conheceram nos Estados Unidos e criaram, em abril passado, um site que permite aos associados anunciar produtos e serviços feitos por eles. Entretanto, existe uma limitação: os valores cobrados devem ficar entre R$ 5 e R$ 50.

Os mini trabalhos divulgados variam bastante, desde pessoas que se oferecem para criar uma apresentação de slides até quem faça caricaturas ou ensine a elaborar cupcakes. Até agora, de acordo com um dos sócios, José Felipe Guinossi de Araújo, 50 foram aprovados e constam no site: www.5a50.com.br.

- Temos um filtro, pois não podemos anunciar tudo que nos enviam. Se for algo ilegal, por exemplo, estamos atentos - explica José Felipe.

Para participar, o anunciante deve pagar 20% sobre o valor de cada venda realizada. Não é cobrada anuidade.

A hora e a vez das pet shops

02 de junho de 2012 2

Por Cáren Cecília Baldo - caren.baldo@diariogaucho.com.br

As lojas voltadas para animais de estimação estão ganhando terreno: entre 2010 e 2011, o número de licenças para essa atividade na Capital passou de 219 para 426.

A empresária Magda Sônia Fraga da Silva, 59 anos, abriu uma pet shop na esquina das ruas Moab Caldas e Sepé Tiaraju, no Bairro Santa Teresa, em Porto Alegre, em outubro do ano
passado. Desde então, tem lutado para manter seus dez clientes e conquistar outros, novos.

– A concorrência é grande. Estou pensando em sair daqui e procurar outro ponto, mas, sempre que acho um lugar que parece ideal, percebo mais três ou quatro pet shops na mesma rua – comenta.

Magda pensa em se mudar de endereço e até atender clientes do outro lado da cidade

● Mercado abrange vários serviços

A percepção de Magda é corroborada pelos dados da Secretaria de Indústria e Comércio (Smic) da Capital. De 2010 para 2011, praticamente dobrou o número de estabelecimentos
comerciais voltados aos animais de estimação (ou pets) na cidade. O número de licenciamentos passou de 219 em 2010 para 426 no ano passado.

Entre as lojas, estão as que oferecem comércio de alimentos, acessórios, salão de beleza,
atendimento veterinário, alojamento e venda de animais. Magda trabalha com venda de rações e serviços de banho e tosa para cães. Antes de abrir a loja, fez curso para aprender a
dar banho e cortar o pelo dos cachorros.

– Eu tenho muita variação aqui. Final de semana retrasado, foram 12 banhos. No passado, nenhum. As pessoas não dão banho todos os dias nos cachorros, nem tosam com tanta frequência. Para ter um retorno, precisaria de pelo menos um serviço por dia – explica a pequena empresária.

● "Vou aonde for", diz empresária

Para tentar dar um fôlego maior ao negócio, Magda recebe orientações do Sebrae e pretende
distribuir panfletos até mesmo no outro lado da cidade para buscar mais clientes:

– Tenho carro para fazer busca e entrega, vou aonde for. Se for na Zona Norte, não tem problema.

Falta de cuidados pode comprometer

Na avaliação da veterinária Daisy Arosteguy, 49 anos, proprietária de uma clínica e pet shop no Bairro Medianeira, o mercado vem crescendo a passos largos nos últimos cinco anos – ela atua na área há 20 anos.

Daisy calcula que seu movimento cresceu 30% no período e percebeu o aumento na solicitação de serviços diferenciados, como tratamento dentário. Entretanto, ela reclama do aumento significativo no número de pet shops:

– O problema é que disputo mercado com empresas que usam produtos de baixa qualidade, como sabão, para dar banho nos animais, enquanto uso xampus especiais. Isso acaba  entrando no meu custo.

Uso de produtos inadequados e até mesmo serviços mal feitos, que machucam os animais, são
comuns, de acordo com o professor de banho e tosa Potier Marques. Ele conta que alguns
estabelecimentos chegam a usar detergente de louça para banhar cães, e funcionários  agridem os animais, por não saber como tratá-los.

No curso básico para a atividade, além de aprender sobre banho e tosa, os alunos também são
orientados sobre os cuidados necessários com os bichos.

Novidades em alta, funcionários em baixa

Em atividade desde 1976, a Zimmer é uma entre as 1.758 empresas licenciadas da Capital que oferecem serviços e produtos para animais, além de vender bichos. Aliás, é na venda de animais diferentes que está um dos destaques da loja, que fica no Centro: lá, é possível encontrar iguanas e cobras – tudo devidamente legalizado junto ao Ibama.

O proprietário, Roberto Zimmer, herdou a empresa do pai. Hoje, busca nas novidades seus
diferenciais. Entre elas, estão coleiras e guias iluminadas para passear com cães à noite. Ele comercializa todo tipo de acessórios para cães e gatos, além da alimentação. E percebe a mudança nos hábitos dos donos:

– Até sete anos atrás, eu vendia carne congelada e quirera (sobras) de arroz para cães. Tive de parar e substituir por ração, porque a comida passou a não vender mais. Há quatro anos,
eu tinha dois módulos de ração. Hoje tenho sete e já estou pensando em expandir.

Se o negócio cresce, o mesmo Roberto não pode dizer sobre interessados em trabalhar no setor.
Segundo ele, o mural de empregos em frente à loja só aumenta, e ele não consegue candidatos para preencher as atuais cinco vagas disponíveis.

Fique por dentro

Quer abrir uma pet shop?
● Busque primeiro a prefeitura. Vá à Seção de Licenciamento de Atividades Localizadas da Smic (Rua dos Andradas, 686, Centro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, sem fechar ao meio-dia). Mais informações: 3289-1770.

Para auxiliar o empreendedor
● Um programa gratuito, chamado Bússola Sebrae, faz um estudo por bairros para ajudar a escolher um local com menos concorrência. O serviço é gratuito, basta ir a uma unidade do Sebrae (confira os endereços no site www.sebrae-rs.com.br ou ligue para 0800-570-0800).

Quer trabalhar na área debanho e tosa?
● O ideal é fazer um curso. Conforme o professor Potier Marques, do Centro Profissionalizante
de Estética Animal (CPEA), para ser um profissional da área, o primeiro requisito é gostar de animais. Depois, vêm a criatividade e estar sempre atualizado. O salário médio, segundo Potier, é de R$ 800.
● Os cursos do CPEA são pagos. O básico custa R$ 770, e o de tosador (que inclui o básico e cortes com tesoura) sai por R$ 1 mil. Mais informações: 3333-9262.

Saiba mais
● A população de animais de estimação no Brasil chega a 101,1 milhões.
● A área de comida para animais representa 69% do faturamento do setor.
● O consumo, a qualidade e a oferta de produtos e serviços colocam o Brasil como segundo maior mercado do mundo, atrás somente dos Estados Unidos. O faturamento só em 2011 foi de R$ 12,2 bilhões.
● O principal impulso para o segmento de cuidados com os pets está no consumo das classes C e D, que representam cerca de 70% das vendas. Os serviços mais procurados são banho e tosa, além de um crescimento significativo na procura por hotéis.
● A expectativa é de crescimento de 13% no faturamento do mercado pet.

Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet)

Exemplo de pique aos 80 anos

01 de junho de 2012 0


Por Cáren Cecília Baldo - caren.baldo@diariogaucho.com.br

Acordar cedo, vestir uniforme, pegar 250 a 500 folhetos e bater pernas, subindo e descendo  lombas. A vida de um entregador de panfletos é puxada. Jornada de oito horas por dia e muita caminhada – por vezes, debaixo do sol quente. Um idoso dificilmente conseguiria desempenhar essas tarefas. Certo?

Errado. Aos 80 anos, completados no dia 2 de maio, Luis Lobelcho desafia com naturalidade  aqueles que não o imaginariam na função. Desde setembro, ele trabalha em uma empresa de divulgação e promoção no Bairro Floresta, em Porto Alegre, e está deixando para trás colegas
de 20 e poucos anos.

– O primeiro dia de trabalho dele me deu medo, pois havia muitas lombas na região em que estávamos. Achei que não ia dar conta. Me enganei. Hoje, ele tem um excelente rendimento, sendo até mais rápido do que muitos jovens – conta a supervisora de equipes de rua Naimara Brodt.

Cinco ônibus por dia

Seu Luis acorda bem cedo para trabalhar, em torno de 4h30min. Assim, tem tempo de tomar um bom "chimarón", entregando que, apesar de morar há 42 anos no Brasil, ainda não perdeu o sotaque espanhol de sua terra natal, Rivera, no Uruguai. Aliás, quando jovem, seu Luis passava entre a cidade e Santana do Livramento. Só veio para Porto Alegre depois que o primeiro dos dois
filhos conseguiu na Capital um emprego. Durante muitos anos, atuou como zelador e porteiro de prédios. O último emprego nesta área foi em um edifício comercial do Bairro Bom Fim, até setembro de 2011. Foi então que, ao ler o Diário Gaúcho, descobriu que a empresa Endereço Certo estava contratando panfleteiros.

– Sempre fui de tratar com o público. Pensei que, nesta função, faria o mesmo. E eles ainda assinavam carteira – explica, dizendo que o real motivo de ainda estar trabalhando é a necessidade de complementar a renda.

A aposentadoria de pouco mais de R$ 600 ganha o acréscimo mensal de R$ 400 – "o que ajuda a pagar umas continhas de água, luz".

● Força com arroz, feijão e bife

Além de acordar bem cedo, seu Luis pega três ônibus para ir ao trabalho e outros dois para voltar. Bom é que não paga pelo transporte, devido à idade. Mas nada parece incomodar esse doce senhor, morador da Zona Sul, que não toma remédios para o coração, memória ou qualquer outro mal.

– Quando canso um pouquinho (das caminhadas), paro, descanso e já volto – diz.

O segredo da força e da longevidade, segundo seu Luis, está numa simples receita: nas refeições, feijão, arroz e bife. Para acompanhar, um copo de vinho por dia.

Ele faz aulas de informática

Em média, seu Luis trabalha três vezes por semana – os panfleteiros têm carteira assinada e
recebem por dia trabalhado. Agora, esse número está um pouco mais baixo por dois motivos. Um deles é a esposa, de 81 anos, que levou um tombo em casa e está com dor nas costas, o que tem
deixado o aposentado preocupado e o mantido mais tempo no lar.A outra razão é o fato de seu Luis estar fazendo um curso de informática.

– Perdi vagas de porteiro porque não sabia lidar com computadores. Era preciso mexer num sistema de câmeras, e eu não sabia. É bom se atualizar, porque a informática que está mandando – diz ele, que descobriu uma capacitação gratuita no Centro da Capital.

Com ensino fundamental completo, seu Luis não está achando complicadas as aulas de  informática. Sua simplicidade o ajuda a entender que o importante, mesmo, é estar disposto a
aprender.