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Posts com a tag "trabalho"

Empresa é condenada por levar funcionária à esquizofrenia

17 de maio de 2013 0

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve decisão que condenou uma empresa de alimentos do Rio Grande do Sul ao pagamento de indenização por danos morais e materiais a uma trabalhadora diagnosticada com esquizofrenia. O caso foi considerado doença ocupacional, e a companhia deverá pagar cerca R$ 30 mil em indenizações.

A patologia, que pode levar à depressão, é conhecida como transtorno esquizoafetivo, e foi diagnosticada em 2004. Estudos recentes mostram que o ambiente laboral pode ser fator originário ou desencadeante dessa e de várias outras enfermidades. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima-se que surgem a cada ano mais de 160 milhões de casos de doenças relacionadas ao trabalho. No topo das enfermidades estão os transtornos mentais.

Segundo a defesa da trabalhadora, além da perseguição desde o período de contrato de experiência, havia ameaça de ser transferida para o setor de evisceração, considerado um dos mais penosos e forçados da empresa.

- Havia agressão física por parte do superior hierárquico, que retirava cortes [de peito de frango] que vinham pela esteira em alta rotação, e que a empregada não conseguia dar conta, e os jogava fisicamente contra ela - informou a defesa.

A empresa se defendeu dizendo que as situações ali vivenciadas são enfrentadas por qualquer homem médio, e que qualquer causa pode ter desencadeado a doença, não necessariamente o ambiente de trabalho. Mas, para o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, o ambiente de trabalho teve sim relação direta com as sucessivas crises e internações da trabalhadora, o que caracterizaria o nexo causal.

No TST, a empresa não conseguiu reformar a decisão do TRT gaúcho, e a decisão foi mantida por unanimidade, com a condenação por danos morais no valor de R$ 28 mil. A relatora, juíza convocada Graça Laranjeira, disse que, em que pesem as considerações de que a doença psiquiátrica não tem como primeira origem o trabalho, o TRT concluiu que houve a chamada concausa - ou seja, embora o trabalho não seja a única causa, ele contribui para o surgimento ou agravamento do quadro.

Sua reputação no trabalho está ruim? Saiba como "consertá-la"

14 de maio de 2013 0

A sua reputação é um dos fatores mais importantes da sua carreira. Ser considerado um profissional confiável, produtivo e eficiente depende também da forma que você cuida da sua imagem. Se a sua carreira precisa de uma mudança de imagem, confira a seguir dicas da escritora Emily Bennington, compiladas pelo site Universia Brasil, para "consertar" a sua reputação no trabalho.

1. Chegue ao trabalho mais cedo
Isso mostra iniciativa de conseguir resultados mais efetivos. Outro motivo para chegar cedo é que você não vai ter que correr para ligar o computador e organizar a sua mesa antes do início do expediente.

2. Liste suas prioridades
Listar quais são as cinco coisas mais importantes que você tem que fazer no dia é um jeito de se manter organizado e interessado no trabalho. Isso pode interferir na qualidade do seu trabalho.

3. Seja eficiente
Se existe algum problema com a sua reputação, a melhor maneira de consertá-la é provar que ela não condiz com você. Seja eficiente e produtivo mostrando, assim, que não existe motivo para uma reputação ruim.

4. Mantenha a positividade
Não é porque a sua reputação está atrapalhando o seu trabalho que você deve trabalhar com os pensamentos negativos. Seja positivo e mostre que você está disposto a fazer um bom trabalho apesar do que é dito ou pensado sobre o seu profissionalismo.

5. Controle as suas atitudes
É a melhor maneira de consertar a sua reputação. Pergunte a você mesmo todos os dias se está mostrando iniciativa, se está sendo um exemplo para os seus colegas de trabalho e o que é preciso para melhorar.

Cinco crenças que péssimos chefes têm

30 de abril de 2013 0

Os péssimos chefes têm crenças sobre trabalho e gestão que definem o seu jeito terrível de trabalhar, de acordo com um levantamento feito pela Universia Brasil. O site elaborou dicas para que os funcionários saibam identificar qual o perfil do seu chefe. E, se você é chefe, leia os tópicos e faça uma auto-análise. Se a identificação for com o lado negativo, repense suas atitudes: sempre é tempo de tornar-se um profissional - e uma pessoa - melhor.

1. Gestão é controle
Os péssimos chefes realmente acreditam que gestão de pessoas é ter o poder de mandar e controlar todos os profissionais. Chefes inteligentes sabem que o trabalho de gestão é ajudar os funcionários a serem bem-sucedidos e a tomarem decisões positivas e independentes.

2. Os funcionários devem trabalhar bastante
Muitos chefes acreditam que os funcionários que não querem trabalhar 60 horas por semana, por exemplo, são preguiçosos e aproveitadores. Mas isso não se aplica a todos os patrões. Os ótimos chefes sabem que qualquer tentativa de trabalhar mais que 40 horas semanais reduz a produtividade do funcionário.

3. Gerenciar números ao invés de pessoas
A maioria dos terríveis chefes acredita que eles não precisam trabalhar com pessoas, o que eles realmente acreditam é que lidam com números. Os bons chefes sabem que a única maneira de obter ótimos números é ajudar as pessoas a atingirem essas metas.

4. Centralizador de tarefas
O problema dos péssimos chefes é que eles não acreditam na capacidade das outras pessoas. Com essa ideia, acabam centralizando toda a autoridade e responsabilidade pelos projetos desenvolvidos. No caso dos bons chefes, eles sabem que a verdadeira liderança é aquela que ajuda a motivar as pessoas a atingir suas metas e fracassos.

5. Falta de educação
Pode parecer incrível, mas muitos chefes ainda acreditam que a autoridade do seu cargo não exige educação com os funcionários. Na realidade, não é bem assim! Como chefe, você precisa ser educado com todos os funcionários, independentemente do cargo. O bom chefe é aquele que dá exemplos e não aquele que foge as regras.

Termina greve de funcionários da GM de Gravataí

29 de abril de 2013 0

Os trabalhadores da General Motors aprovaram, por meio de assembleia geral, a proposta elaborada em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT4). Às 16h desta segunda-feira, 29 de abril, os metalúrgicos deram fim à greve.

A proposta estabelece reajuste salarial de 9,5% (sendo 7,22% referente ao INPC e o 2,3% de ganho real), piso salarial de R$ 1.200, abono salarial de R$ 3 mil e PPR de R$ 9.650 para 100% das metas. Sobre a jornada de trabalho, a proposta garante o exercício de 41 horas semanais a partir de 1º de maio e de redução para 40 horas a partir de abril de 2014. Também foi incluído quinquênio de 1% a cada cinco anos de emprego.

Durante a reunião entre os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí e os representantes da General Motors, intermediada pelo TRT, ficou acertado que não seria imposto qualquer tipo de punição aos trabalhadores que aderiram a greve.

RS é o segundo em contratação de trabalhadores por micro e pequenas empresas

29 de abril de 2013 1

Somente nos três primeiros meses de 2013, as micro e pequenas empresas (MPEs) gaúchas contrataram mais de 27 mil funcionários. Em março, os empreendimentos desse porte foram responsáveis por 12.241 postos de trabalho, e o Rio Grande do Sul ficou na segunda posição no país em criação de trabalho, perdendo apenas para São Paulo.

- No mesmo período de 2012, os pequenos negócios tinham em torno de 4 mil funcionários a menos do que agora- ressalta o presidente do Sebrae/RS, Vitor Augusto Koch.

Enquanto isso, médias e grandes empresas contrataram 15.438, e a administração pública, 425 trabalhadores. Os números são de levantamento realizado pelo Sebrae com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

MPEs dos setores de serviços e de indústria da transformação foram as responsáveis pelo saldo positivo de empregos formais no Estado. As admissões na área de serviços chegaram a 4.282, enquanto na indústria de transformação, a 3.421. Logo atrás, os setores do comércio e da construção civil.

No país, os pequenos negócios criaram 63. 972 postos de trabalho no mês de março, enquanto as empresas de médio e grande porte abriram 41.912 vagas de emprego.

TST terá semana especial dedicada aos julgamentos de processos sobre acidentes de trabalho

26 de abril de 2013 0

Em homenagem ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho deste ano (28 de abril), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizará, pela primeira vez, uma semana dedicada ao julgamento exclusivamente de processos relativos a acidentes de trabalho.

A semana temática, de 20 a 24 de maio, foi informada pelo presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CJST), ministro Carlos Alberto Reis de Paula.

Somente no ano passado, 2.717 trabalhadores perderam a vida em serviço, segundo dados do Ministério da Previdência Social, obtidos dos registros da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Confira aqui a lista completa dos trabalhadores vítimas de acidente fatal em 2012.

A pauta foi elaborada a partir de recomendação conjunta do Gabinete da Presidência do Tribunal e da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho de 2011, que estabelece a tramitação prioritária aos processos que envolvem a matéria. Na semana temática serão julgados mais de 4 mil  agravos de instrumentos em recurso de revista (AIRR). Todas as Turmas e Seções estarão envolvidas.

O motivo da data

No dia 28 de abril de 1969, uma explosão numa mina no Estado norte-americano da Virginia matou 78 mineiros. Com foco na prevenção, em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu a data como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Neste dia, são celebrados eventos no mundo todo para a conscientização dos trabalhadores e empregadores quantos aos riscos de acidentes no trabalho.  No Brasil, a Lei nº 11.121/05 instituiu que no dia 28 de abril seja celebrado no País o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Centrais sindicais fazem ato em São Paulo pela queda do número de acidentes de trabalho

26 de abril de 2013 0

Centrais sindicais paulistas fizeram hoje, 26 de abril, um ato no centro da capital pelo fim dos acidentes de trabalho. O protesto teve início por volta das 9h, em frente à sede da Força Sindical, e terminou às 12h, em frente ao Ministério do Trabalho e Emprego, no Centro. A Polícia Militar estimou em 3 mil o número de participantes.

O ato marca o Dia em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, celebrado mundialmente em 28 de abril.

- Reunimos várias categorias, mas a maioria é formada por  trabalhadores da construção civil, que, além de estarem em campanha salarial, enfrentam historicamente essa questão dos acidentes - explicou João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical.

Também participaram do ato a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Gonçalves esclareceu que o local escolhido para encerrar o ato é simbólico. Para ele, o Ministério do Trabalho deve estar atento às políticas públicas necessárias à diminuição do número de acidentes. Segundo o último levantamento divulgado pelo Ministério da Previdência Social, ocorreram 711 mil acidentes em 2011 no ambiente de trabalho em todo o país. Naquele ano, foram registradas, em média, oito mortes por dia.

(Com informações da Agência Brasil)

Doenças do trabalho matam 2 milhões por ano no mundo, diz OIT

24 de abril de 2013 0

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam 2,3 milhões de mortes, por ano, que têm algum tipo de ligação com a atividade que o trabalhador exerce. No relatório A Prevenção das Enfermidades Profissionais, cerca de 2 milhões de mortes são devido ao desenvolvimento de doenças e 321 mil são resultado de acidentes - cerca de uma morte por acidente para cada seis mortes por doença.

No Brasil, de acordo com o último acompanhamento mensal de benefícios da Previdência, de fevereiro de 2013, o pagamento do benefício por acidente de trabalho e do auxílio-doença segue uma dinâmica parecida. A cada sete benefícios concedidos por afastamento por doença relacionada ao trabalho, um é pago por acidente.

De acordo com a organização, estima-se, anualmente, o surgimento de mais de 160 milhões de casos de doenças relacionadas ao trabalho. Isso significa que 2% da população mundial, em média, por ano, é acometida por algum tipo de enfermidade devido à atividade profissional que exerce. Entre as doenças que mais geram mortes de trabalhadores estão as que afetam pulmão, músculos e ossos e os transtornos mentais.

Saiba mais

As doenças laborais, ou enfermidades profissionais, segundo nomenclatura da OIT, são os males contraídos como resultado da exposição do trabalhador a algum fator de risco relacionado à atividade que exerce. O reconhecimento da origem laboral requer que se estabeleça uma relação causal entre a doença e a exposição do trabalhador a determinados agentes perigosos no local de trabalho.

No Brasil, a estimativa da OIT é a de que mais de 6,6 milhões de trabalhadores estejam expostos a partículas de pó de sílica (matéria-prima do vidro e um dos componentes do cimento), por exemplo, o que leva a pneumoconiose, gerada pela inalação de poeira - resultando em falta de ar, redução da elasticidade do tecido pulmonar e possível falência respiratória. Essa doença é uma das que mais preocupa a organização, por ser frequente em países em desenvolvimento, nos quais o setor industrial está em expansão, e as áreas de saúde e trabalho, ainda em frágil articulação.

As doenças musculoesqueléticas são outro alvo de atenção da OIT. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 10% dos casos de incapacidade por perda de movimentos ligadas ao trabalho são problemas em nervos, tendões, músculos e estruturas de suporte do corpo, como a coluna.

No que diz respeito aos transtornos mentais, no Brasil, por exemplo, dos 166,4 mil auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cerca de 15,2 mil são por problemas mentais ou comportamentais. A depressão está no topo, com mais de 5,5 mil casos, entre episódios depressivos ou transtorno recorrente.

A ausência de prevenção adequada contra essas doenças, que podem levar à morte, tem efeitos negativos sobre os trabalhadores, as famílias e, especialmente, os sistemas previdenciários, informou o relatório da OIT. Estima-se que, por causa dessa situação, sejam gerados no mundo encargos financeiros de cerca de US$ 2,8 trilhões anuais, aproximadamente 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial (que supera US$ 70 trilhões, segundo dados do Banco Mundial).

Soluções possíveis

Para a OIT, a solução passa pela adoção de medidas de prevenção, levando em conta desafios recentes, resultantes de novas tecnologias e mudanças sociais no mundo do trabalho.

A organização mencionou, no relatório, um sistema de registro e notificação que integre seguridade e saúde, a gestão e a avaliação de riscos, a melhora da colaboração entre as instituições para que haja prevenção das enfermidades profissionais por meio da atuação dos profissionais de inspeção do trabalho - sobretudo em setores perigosos, como a mineração, a construção civil e a agricultura -, o fortalecimento do sistema de indenizações e a intensificação do diálogo entre governos, trabalhadores e empregadores.

Os trabalhos mais estressantes do ano

14 de dezembro de 2012 3

A Universia Brasil divulgou uma pesquisa feita pela consultoria de trabalho norte-americana CarrerCast com o ranking dos dez trabalhos mais estressantes de 2012.

O topo da lista fica para os soldados. Em seguida, ocupando os 2º e 3º lugar, respectivamente, encontram-se os bombeiros e os pilotos de avião.

O informe destaca ainda que, de acordo com um estudo recente da Associação Americana de Psicologia, mais de um terço dos trabalhadores se sentem tensos ou estressados durante o dia de trabalho. Além disso, quando pedidos para classificarem seu nível de estresse de 1 a 10, 20% dos funcionários responde com uma pontuação acima de oito.

Para a especialista em estresse Karen Sothers, existe uma diferença entre os trabalhadores do mercado de trabalho atual e os funcionários de antigamente:

– Nós podemos viver, mental e emocionalmente, mantendo um estado permanente de excitação no sistema nervoso.

Confira a lista com os 10 trabalhos mais estressantes de 2012

1. Soldados
2. Bombeiros
3. Pilotos de avião
4. Militares
5. Policiais
6. Coordenadores de eventos
7. Executivos de Relações Públicas
8. Executivos corporativos
9. Fotojornalistas
10. Motoristas de táxi

Além disso, a CareerCast também elaborou uma lista com os trabalhos menos estressantes, entre os quais aparecem joalheiros, técnicos de laboratórios médicos, cabeleireiros, costureiros, especialistas em audiologia, eletricistas, nutricionistas e montadores de equipamentos eletrônicos e maquinário.

Trabalhar com crianças não é brincadeira

12 de outubro de 2012 0

Cáren Cecília Baldo
caren.baldo@diariogaucho.com.br

Responsabilidade cresce quando atividade profissional é voltada ao cuidado dos pequenos. Se cogita entrar no mercado, confira o que pensa quem já está na área.

Primeiro, tem que gostar. E bastante - algo fundamental em qualquer profissão. Depois, é preciso reunir características como paciência, dedicação, interesse, tolerância, prazer em ensinar e vontade de sempre aprender. Assim, forma-se o perfil necessário para trabalhar com crianças.

Neste dia dedicado a elas, o Espaço do Trabalhador conversou com profissionais que passam muitas horas cuidando do bem-estar dos pequenos, seja em creches ou em casa. E, em um item, todos concordam: quem escolhe esta área tem uma responsabilidade muito grande, não apenas com o cuidado, mas com a formação das crianças.

Gurizada exige muita atenção

- É algo muito sério. É a parte fundamental da vida delas, na qual vão construir muito da personalidade que terão quando adultas - salienta a coordenadora pedagógica da Escola de Educação Infantil Capela Navegantes, Nilciomara Homercher da Silveira, a Neca, 42 anos.

A escolinha do Bairro Assunção é conveniada à prefeitura de Porto Alegre. Atende 50 crianças, a maioria, moradoras da Vila Guaíba, com idades entre dois anos e cinco anos e 11 meses. Elas ficam na creche de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 18h.

E exigem bastante de quem cuida delas:

- As crianças têm acesso a muitas informações, elas participam da vida adulta desde muito cedo, por meio das novelas, da internet. São sedentas por conhecimento, surpreendem o tempo todo. A gente precisa estar sempre atualizado e ter muito jogo de cintura - explica Neca.

Formação é essencial

Ela chegou a começar o curso de Direito mas pendeu para a Pedagogia, 13 anos atrás, quando começou a trabalhar com crianças. Para Neca, formação continuada é essencial. Fazer oficinas, cursos rápidos e ler livros ou revistas especializadas no assunto, ajuda bastante. Ela mesmo pretende terminar uma pós-graduação.

De serviços gerais a educadora

O primeiro emprego dela foi como auxiliar de serviços gerais. Mas Ivone Vieira Pinheiro, 29 anos, já sabia, desde a pré-adolescência, que queria ser professora. Depois de um ano, as demonstrações de atenção e cuidado com as crianças lhe garantiram uma chance para se dedicar aos pequenos.

Isso foi há dez anos. A coordenadora da creche aconselhou Ivone a se qualificar.

- Eu tinha só a sétima série. Então, fiz o Eja e terminei o ensino fundamental e o médio. Depois, fiz o curso de educador (educador assistente, obrigatório para técnicos em desenvolvimento infantil - os antigos atendentes de creche). Levei três anos para fazer isso tudo, mas valeu a pena - afirma a moradora do Bairro Cristal, que em seguida passou para a nova função.

TEM DE SABER OUVIR O CHORO

A técnica em enfermagem Ivana Russi Gomes, 34 anos, veio para a Capital para cuidar de uma prima bebê quando tinha 20 anos. Fez o curso de recreacionista e, em 2004, formou-se no técnico. Atuou por cinco anos na UTI pediátrica do Hospital Santo Antônio e, há um ano, começou na CTI neonatal do Hospital Mãe de Deus.

Foi lá que ela conheceu os prematuros Cassiano e Marina, de quem está cuidando há nove meses - desde que nasceram.

Ivana tem jornada de quatro horas diárias, de segunda a sexta, na casa dos gêmeos, além da rotina no hospital, que inclui plantões de 12 horas.

- Quem trabalha com crianças tem que ter paciência. Tem que ser tranquilo, entender que a criança sempre vai chorar para pedir o que precisa. Ouvir o choro é importante. E tem que amá-las - dá a dica.

Dicas de especialistas

Dicas da coordenadora da educação infantil da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, Gisela Deux Nassif Azem, e da presidente da Associação das Creches Beneficentes do Estado (Acbergs), Maria Verônica Dariva

- É preciso pensar no atendimento integral da criança. Para isso, qualifique-se.

- As crianças são muito sinceras, se mostram por inteiro e precisam de significado no que recebem.

- Entender as famílias é fundamental.

- 99% das pessoas que trabalham com crianças pequenas são mulheres. Seria interessante que os homens participassem, pois é importante ter o referencial masculino nas creches.

Cursos e empregos

- Na rede pública de Porto Alegre, é preciso fazer concurso para trabalhar na educação infantil. Nas escolas conveniadas, não. A contratação é via CLT, e os profissionais (monitores) devem ter no mínimo ensino fundamental completo e curso de educador assistente.

- A Acbergs oferece o curso, com duração de três meses e custo de R$ 250 (podem ser parcelados em três vezes).

- A entidade também recebe currículos na Travessa Francisco Leonardo Truda, 40, sobreloja, sala 8 (secretaria), no Centro. Telefones 3013-4379 e 3013-7952.

Piso salarial

- De acordo com o Senalba/RS, para técnicos de desenvolvimento infantil (220 horas) é de R$ 911,89.