Atualizada dia 1°/05, às 15h55min
Os nove quilômetros da Rua Bahia, da Itoupava Seca até o limite com Indaial, carregam um índice nada bom. Desde do início do ano até o fim de março, a via registrou 63 acidentes, número que a coloca em primeiro lugar no ranking das que mais tiveram acidentes neste ano. Nos segundo e terceito lugares, aparecem a Rua Amazonas, no Distrito do Garcia, com 61 acidentes, e a Rua 2 de Setembro, na Itoupava Norte, com 58 acidentes.

Moradores colocaram faixa pedindo prudência na rua (Foto: Gilmar de Souza/Agência RBS)
Os problemas são muitos: excesso de velocidade, sinalização deficiente, falta de calçadas, pista estreita, cruzamentos perigosos e asfalto corrompido. Se as condições atuais da Rua Bahia estão péssimas, com a abertura do tráfego do Complexo do Badenfurt, previsto para 2014, a tendência é piorar. A prefeitura ainda não tem solução prevista para as deficiências da via.
Secretário de Planejamento Urbano de Blumenau, Alexandre Gevaerd informa que a recuperação da Rua Bahia foi incluída no PAC Mobilidade. Serão implantados canteiro central, calçadas e ciclovia, além da melhoria dos trevos nos trechos mais movimentados entre a Ponte do Salto e o limite com Indaial. Mas nada será executado em 2013.
— Estamos cientes dos problemas da Rua Bahia e ela é uma das prioridades. Sabemos que com a Ponte do Badenfurt vai gerar mais problema. Mas ainda estamos no início dos projetos — justifica.
O projeto de recuperação do asfalto está sendo inserido no PAC Pavimentação. Segundo o secretário de Obras, Paulo França, o município vai pleitear recursos para pavimentar 800 mil metros quadrados nas ruas de Blumenau. Nesse pacote será inserida a Rua Bahia.
— A nossa expectativa é obter os recursos e licitar a obra ainda neste ano. Mas não dá para executar em 2013 — avalia.
OS PERIGOS DA RUA BAHIA
- Excesso de velocidade - limite da rua é de 60 Km/h, mas motoristas abusam principalmente no trecho entre o limite de Indaial e a Usina do Salto, nos locais onde as pistas são duplicadas
- Sinalização deficiente - A sinalização horizontal está apagada em vários trechos e compromete até as faixas de pedestres
- Falta de calçadas - A maior parte dos nove quilômetros da via não tem calçadas. Nos pontos em que não é possível cruzar a pé, pedestres e ciclistas se arriscam pelo asfalto
- Pista estreita - Veículos pesados têm dificuldades de fazer as curvas devidos aos trechos em que a pista se torna estreita
- Cruzamentos perigosos - A rua é um dos maiores gargalos do trânsito urbano em horários de pico, problema ainda mais intenso nos acessos à Ponte do Salto e ruas Benjamin Constant e Água Branca
- Asfalto corrompido - A pavimentação asfáltica foi feita há mais de 20 anos e apenas reparos pontuais foram feitos até hoje. Problemas se intensificaram em 1999, quando foi implantada a rede da SCGás
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