A liberação do trânsito no Viaduto da Via Expressa, no fim da tarde desta quinta-feira, deixou motoristas aliviados. Resta agora descobrir as causas das falhas no asfalto, que apareceram um dia depois da entrega da obra, e provocaram a interdição do local para o conserto, quarta-feira. A previsão é de que a origem do defeito — importante para evitar a repetição do problema — seja confirmada em 30 dias, quando ficará pronto o laudo dos materiais enviados para análise de laboratório.
Aberto ao tráfego sábado de manhã, um trecho de 15 metros apresentou deformação, formando um buraco e ranhuras na última curva da alça de saída rumo à BR-470, no sentido Blumenau-Indaial. Seriam três as possíveis causas do defeito, segundo o professor e engenheiro de tráfego José Nuno Wendt, que a pedido do Santa, avaliou as fotos feitas no local quarta-feira. Para o especialistas, um problema de drenagem seria a mais provável origem do problema que levou à substituição do asfalto:
— Olhando as imagens, parece haver água escorrendo da massa asfáltica e uma mancha escura, que parece ser umidade. Se realmente houver água vertendo do pavimento, então o problema é a drenagem.

Obra ficou pronta nesta quinta-feira (FOTO: Jandyr Nascimento)
Caso seja esta a falha, Wendt explica que a solução seria implantar valas abertas ou fechadas, mas com drenos subterrâneos. Assim, haveria captação e remoção de água. O secretário municipal de Obras, Alexandre Brollo, não descarta a possibilidade do problema estar na drenagem, mas considera a hipótese a menos provável:
— A falha ocorreu nas duas camadas superiores do asfalto. Não chegou a mexer na base da estrutura.
A ligação entre as duas primeiras camadas asfálticas pode ter dado origem ao defeito na opinião de Brollo. A hipótese coincide com a segunda provável causa apontada por Wendt: uma falha na preparação dos componentes da massa asfáltica teria provocado as deformações.
— A colocação de um dos produtos de forma errada pode prejudicar o asfalto e causar problemas futuros, como o que ocorreu — justifica o especialista.
Wendt avalia também que a má execução do serviço pode ter provocado o problema. Engenheiro da SulCatarinense, empresa responsável pela construção do viaduto, André Moretti disse que apenas a prefeitura estava autorizada a manifestar-se sobre o caso. A empreiteira terminou ontem a recuperação asfáltica. A base do asfalto foi reforçada e as camadas superiores refeitas. Brollo espera que nenhum problema novo apareça:
— Sempre pode acontecer algo que não estamos esperando, mas acredito que dessa vez o viaduto esteja 100%.
O contrato entre a SulCatarinense e a prefeitura prevê uma garantia de seis meses a partir da data de entrega do viaduto. Com isso, todas as despesas geradas pelo defeito terão de ser arcadas pela empreiteira.
Comentários