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Posts de janeiro 2008

VAI MUDAR

31 de janeiro de 2008 4

   Não são poucos os gremistas que passam por mim nos corredores da tv, nas ruas, manifestando a inconformidade, a apreensão, com o time montado pela direção pras disputas de 2008. Se mostram até, por vezes, bravos e insatisfeitos com as contratações realizadas. E eu entendo. A equipe foi completamente modificada, reformulada. Agora, a gente sabe também que não é fácil todo esse processo de readaptação, de implantação de novas idéias e o encaixe numa nova filosofia de trabalho, falo de Vágner Mancini. O time que começou a temporada tem Vítor, Paulo Sérgio, Léo, Wagner e Anderson Pico. Eduardo Costa, William Magrão, André Luis e Peter. Jonas e Tadeu. Contando os reforços que já estão treinando no Olímpico, mais os que Paulo Pelaipe promete, desenha-se um novo caminho pros gremistas. Vai mudar bastante esta fotografia. Ontem eu até arriscava uma provável escalação com aquilo que o Grêmio tem a disposição, já se vê diferença, e que diferença! Vamos lá. Vítor, Felipe, Léo, Jean e Hidalgo. Eduardo Costa, William Magrão, um meia-armador de renome que deve chegar, porque este jogador dessa função não existe no Olímpico e Roger. Perea e Rodrigo Mendes. É ou não um time bem diferente do atual? Bem mais experiente, mais rodado e com mais qualidade, inegável. Então, não sofram gremistas, o momento é de esperar. Menos mal que a equipe, a da emergência, vem pontuando.

Postado por Jader Rocha, POA

CAUSOS DO GAUCHÃO

30 de janeiro de 2008 6

    Hoje a noite a equipe da RBS TV estará na simpática e acolhedora Bagé, zona sul do estado, lá na fronteira. É mais uma das tantas viagens pelo nosso rico interior que estamos podendo acompanhar neste Gauchão. Pois é lá que o Guarany enfrenta o São José, o Zequinha em busca dos primeiros três pontos. Aliás, uma partida de alta capacidade de superação pros dois. O Guarany, como escrevi, não ganhou de ninguém ainda e o São José levou oito gols nos últimos dois jogos. Quem leva essa? Quinze pras dez da noite, ao vivo na RBS TV, a gente acompanha.

   Mas como ia dizendo, essa é mais uma das tantas andanças pelo interior do Rio Grande e isso me lembra várias histórias e situações já vivenciadas na carreira quando o assunto é uma ida pra cobrir algum jogo. Essa é sensacional! Em 2004 viajávamos pra Bento Gonçalves. Lá um GreNal iria apontar o campeão de uma das fases do campeonato. O Inter de Lori Sandri, tri gaúcho na sequência, contra o Grêmio de Adílson Batista. Na van, íamos batendo papo, dando risada, alto astral puro. Já estávamos perto de Bento, horário do almoço chegando, o pessoal com fome e começa a discussão sobre onde a gente almoçaria. E na serra, opções é o que não faltam. Massa, galeto, churrasco, café colonial. Ninguém chegava a uma definição. Até que se decidiu. Lugar tal na entrada da cidade. Não durou dois minutos, se falou em outro local, outro restaurante. Bingo! Nada. Mudamos mais uma vez. Um dos nossos cinegrafistas, já inconformado, com mais fome ainda, tentou dar uma contribuição e com esta pérola, quis acabar com a indecisão. Disse o nosso amigo:

%22 -Pôxa gente, vamos nos entender! Como vocês são %22´SOLÚVEIS%22. Dita a frase, todos esqueceram do almoço na hora, a risada pegou geral. Gauchão tem disso também! Bom jogo a todos logo mais!

Postado por Jader Rocha, POA

Perdendo a vaga jogando

30 de janeiro de 2008 2

No time em formação do Grêmio, alguns jogadores começam a perder a vaga para eles mesmos, uma vez que não se conhece o potencial de quem hoje é reserva. O meia Peter é o exemplo clássico. Começou a temporada com a camisa dez, o que lhe dá prerrogativas e responsabilidades. O dez toca mais na bola, é procurado pelos companheiros na hora da dificuldade e está sob o holofote o tempo inteiro. Ao mesmo tempo, dele se espera o lance diferente, a jogada que decide, o lampejo. Peter não se mostrou capaz, até agora, de se sustentar em lugar tão nobre. Está perdendo a vaga para o menino Adílson enquanto Róger não fica pronto.

Haverá outros casos parecidos no time de Vágner Mancini. A lateral-direita está sendo ocupada provisoriamente por Paulo Sérgio. Ao natural, Felipe deverá tomar a posição. Tem menos experiência e muito mais qualidade do que o atual titular. Mas o técnico leva em conta que a média de idade de sua defesa é muito baixa, um novato a mais poderia tornar o setor ainda mais instável. No ataque, Rodrigo Mendes e Peréa deverão ser titulares, mas leva tempo. Até lá, tudo está em aberto. Este é o momento em que os juniores que se destacaram na Copa SP precisam ter personalidade para que entrem e fiquem na equipe. O ideal sempre é que recebam chance em time pronto. Mas quando tudo é um ponto de interrogação, pode estar aí a oportunidade que muda uma vida.

Postado por Maurício Saraiva

MADE IN RS

29 de janeiro de 2008 2

    O Caçapava, ou o Caçapa, como é conhecido aqui nos corredores da tv, é um dos mais antigos cinegrafistas da casa. Um colorado convicto, fã de Paulo César Carpegiani e Paulo Roberto Falcão. Torcedor daqueles, que nos anos 70, ia pro Beira-Rio pela manhã, esperando a hora do jogo daquele time que encantou o país. O Caçapa, além de torcedor, se aventura também, a tecer comentários com relação a formação tática do Inter, a escalação ideal e etc. É um cara observador. Dia desses me chamou a atenção pra um detalhe que, pra mim, passou batido. Lembrava o Caçapa que em algusn dos melhores times, ou nos mais renomados do Brasil, estão técnicos que eram jogadores nas suas épocas aqui no Rio Grande do Sul, gaúchos por natureza e que hoje se tornaram vitoriosos numa das profissões mais instáveis do meio. Vale recordar: Renato Gaúcho, do Fluminense, vem se firmando como treinador a cada temporada. O título da Copa do Brasil no ano passado lhe alçou a uma condição de quase primeiro escalão. Hoje tem nas mãos um dos melhores elencos do futebol brasileiro. Vai pra um desafio grande na Libertadores. Outro que parece ter estabilizado é Cuca. Foi ele o responsável por redicionar o Botafogo no campeonato brasileiro de 2007. Se não chegou a Libertadores, está na Copa sul-americana e tem também um grupo coeso e bem armado pras competições que irão se suceder. Mano Menezes é o exemplo da hora. A ida pro Corinthians, o mega salário, a exposição, o projeto de levar o time de volta à primeira divisão. Não tem como não falar, ou lembrar de Mano. Grêmio e Inter estão, pelo menos até aqui, sem o sotaque dos pampas. Um carioca, Abel, e um paulista, Mancini, conduzem a dupla. Os dois já incorporados a maneira de ser e treinar dos gaúchos. Uma escola vencedora. Foguinho, Froner, Felipão, Ênio Andrade. Sem dúvida, todos orgulhosos dos discípulos, lembrados pelo sempre alerta, Caçapa. 

Postado por Jader Rocha, POA

NO RUMO

28 de janeiro de 2008 10

   São três rodadas bastante significativas estas primeiras três do Gauchão. Observando de perto as duas últimas especificamente, tenho já algumas convicções no que diz respeito aos candidatos, por exemplo, a fase semifinal da competição. Vamos a elas. Inter, favorito, por plantel, qualidade, entrosamento e mecânica de jogo. Grêmio, já que o time titular não é este que vem aos trancos pontuando. Caxias, pelas mesmas razões do Inter, descontando, claro, o favoritismo e o Brasil de Pelotas. Tive a oportunidade de trabalhar em dois jogos em sequência do xavante. Ontem, perdeu por uma bobagem de um dos mais experientes do time. Não fosse o erro do Raone e o Brasil tinha complicado o Juventude em Caxias. Mas é uma equipe muito organizado pelo Suca. Uma defesa sólida com Régis e Alex Maritns, apoiada pelos bons laterais, Tiago Machado e Raone. Uma dupla de volantes muito voluntariosa, Carlos Alberto e Ivanildo e um terceiro jogador de meio, Flavinho, que marca e sabe sair jogando. Fábio Lima é o camisa dez. Na frente Cláudio Millar e Michel Simplício, um centroavante de força e técnica. Acredito que por aí se desenha o Gauchão. Seria bastante interessante ver Caxias e Brasil na semifinal com a dupla GreNal. E não dá pra dizer que é surpresa se um deles avançar pra decisão. O interior já a um bom tempo deixou de ser esta surpresa. Quinze de Campo Bom, Ulbra, o próprio Caxias, o Juventude. Exemplos de superação dos chamados %22pequenos%22 tem, por vezes, se sobressaído com relação a Grêmio e Inter. A sequência do Gauchão promete!!

Postado por Jader Rocha, POA

Pontuar

28 de janeiro de 2008 0

Vágner Mancini está conseguindo que seu instável time pontue cem por cento em casa. Mais do que isso, que pontue também jogando longe do Olímpico, como no confronto com o Sapucaiense. Por enquanto, é tudo que o torcedor gremista pode comemorar. A escassez de alternativas prensa o treinador contra a parede e ele fica lidando com o mínimo para a sobrevivência. Ele e todos os dirigentes do Grêmio sabem que meio time precisa ser reforçado para a Copa do Brasil.

Róger pode ter sua estréia antecipada por causa desta pobreza técnica revelada pelo time até agora. Não é o ideal, melhor seria colocá-lo em campo com toda condição física. Porém, Vágner Mancini já mostrou ser bom organizador. Se formatar a equipe de forma a proteger a fragilidade do seu talento, o Grêmio pode crescer, sim. À medida em que as atuações não convencem, Paulo Pelaipe deve estar acelerando o processo já atrasado de reforçar o time. Tenho a informação de que três contratações para titularidade serão anunciadas ainda antes do carnaval.

= o Inter vive outra fase de preparação do seu time. A vitória sobre o São José teve ritmo quase de jogo-treino, o que se explica pela qualidade menor do Zequinha e também pela atuação boa do Inter. O lado esquerdo está perto do ponto ideal. Alex e Marcão foram os donos do jogo, Guinazu voltará e tornará o setor ainda mais forte. Fernandão também tem retorno previsto, e as alternativas de banco vão amenizar a ausência importante de Nilmar por pelo menos 20 dias para curar lesão muscular.

= o melhor deste Gauchão até agora é a média de gols altíssima, o número de faltas por jogo menor do que em anos anteriores e a ocorrência de só dois empates em zero a zero na soma das três rodadas do campeonato. É possível que a média de gols diminua e a de faltas aumente quando vier a próxima fase já com as eliminatórias. Por hora, comemoremos o que temos.

Postado por Maurício Saraiva

Eu sozinho

25 de janeiro de 2008 2

Vai acontecer outras vezes durante o ano. O Inter enfrentará adversários fechados como o Veranópolis de ontem e só conseguirá a vitória - quando conseguir - se um dos seus bons jogadores do meio para frente arriscar uma jogada pessoal. Não há esquema que sobreviva à velha e boa criatividade, ao drible inesperado, o chute surpreendente ou o lançamento imprevisto. Foi com jogada individual de Nilmar que o Inter abriu uma vitória que não fazia por merecer até aquele momento.

O que talvez preocupe o torcedor colorado é o fato de que um time médio como o Veranópolis conseguiu neutralizar o jogo coletivo do Inter. E o fez sem grandes dramas ou esforço sobre-humano. O time de Abel Braga ficou sem velocidade, sem aproximação e sem jogada ofensiva. O grupo de jogadores tem muita qualidade, o condicionamento físico ainda está longe do ideal e há  tempo suficiente para alcançar um nível melhor de futebol. Basta citar três jogadores ausentes de ontem que, quando estiverem no time, vão melhorar demais a qualidade do conjunto. Falo de Fernandão, Guinazu e Bustos. O primeiro, pela liderança e poder de fogo no ataque. O segundo, pelas múltiplas funções que desempenha no setor vital do jogo, o meio. O terceiro, por representar o fim da improvisação de Wellington e um acréscimo de bola parada que será de grande valor nos jogos mais difíceis.

Imagine que o Inter ideal de Abel tenha Renan, Sidinei, Orozco e Marcão; Bustos, Edinho, Magrão, Guinazu e Alex; Fernandão e Nilmar. Uma equipe forte o suficiente para vencer a Copa do Brasil. Porém, já vi uma infinidade de exemplos em que o time do papel não funcionou quando ganhou vida e chuteiras.

* O Grêmio volta ao ponto de origem no Gauchão. Estreou e surpreendeu, autorizou esperanças para a segunda rodada e elas foram sufocadas por uma produção muito pobre contra o Sapucaiense. O torcedor, então, revive a desconfiança de antes do primeiro jogo. É evidente que falta qualidade. O zagueiro Jean, que já jogou no São Paulo, é uma tentativa de dar experiência à zaga. Mas o meio-campo é um deserto. Eduado Costa começa o setor, Róger será o quarto homem, ainda faltam os dois complementares que inspirem segurança no time e na torcida. Já ouvi falar em reforços só para o Brasileirão, não acredito. Seria como abandonar o Gauchão logo de saída e a Copa do Brasil antes mesmo do seu início.

Postado por Maurício Saraiva

SAUDOSISTA

25 de janeiro de 2008 4

   Dia desses me peguei no auge de um saudosismo daqueles com relação a futebol. Lembrava dos bons tempos de bairro Floresta, na primeira metade dos anos 80, época de fanatismo com relação a bola. Era bom demais! Colecionava a revista PLACAR, à época semanal e recheada de boas reportagens e destaques do que o futebol nacional apresentava. Tinha as resenhas dos jogos das rodadas, as fichas, os personagens...E quando era início de campeonato então! Lá vinha uma edição especial, com detalhes dos mais variados. As capas costumavam ter várias fotos e diversos assuntos em destaque. Lembro de uma que trazia as informações do começo de campeoantos estaduais, com uma preferência pelo Paulistão. Senão me engano era 1987. Lino, ex-Grêmio, jogava no Palmeiras. Silas, ex-Inter, era do São Paulo, e Jorginho, ex-ponta do Grêmio, vestia a camisa do Corinthians. A foto dos três ilustrava a capa chamando a atenção do leitor pro duelo parelho que seria a competição naquele ano. Outra que me veio a memória. A Copa Brasil, não confundir com a atual Copa do Brasil, era o nome do campeonato brasileiro, isso em 86. Na capa, os goleadores do certame até as primeiras rodadas. Nas fotos, comemorando gols, estavam Dino, do Santos naquele período e Adesvaldo José de Lima, ele mesmo, o Lima que formou o célebre ataque tricolor com Valdo e Jorge Veras. Lima estava recém chegando ao Rio Grande e já tinha marcado cinco gols em dois jogos. Joinville e Botafogo da Paraíba sofreram com o artilheiro. Depois ainda passaria pelo Inter, mas sem o mesmo brilho, já em 91. A minha coleção tá lá, bem guardada, armazenada. De vez em quando remexo e revejo algumas. Mais do que revistas, um verdadeiro registro da história do futebol, uma das minhas paixões.

Postado por Jader Rocha, POA

RUIM, BEM RUIM

24 de janeiro de 2008 4

   Vagner Mancini tentou explicar o empate frustrante de ontem com o surpreendente Sapucaiense. Entre outras manifestações ouviu-se que %22o time no primeiro tempo foi bem, criando chances e etc, etc e etc. No segundo tempo, descompactou, o meio-campo deixou um buraco, isolando o ataque. O jogo em si foi fraco tecnicamente%22. Ontem escrevi aqui que a formação com Eduardo Costa, William Magrão, André Luis e Peter poderia ser de novo um trunfo da equipe. Errei feio! Eduardo, talvez, o mais lúcido, perdido num vazio que se tornou o setor durante o jogo. William estava dispersivo. André Luis mostrou a mesma correria, o mesmo empenho, esforço...só. Peter foi a decepção. Ruim demais! Reinaldo se mostra bem aquém do esperado. A defesa carece de experiência. Alguém pra jogar ao lado do Léo. Roger e Perea entram correndo neste time e candidatos a sair não faltam. O campeonato começou, as cobranças também e Vagner Mancini não terá muito tempo pra buscar uma solução mágica. Terá, que por enquanto, se valer do que tem em mãos. O Santa Cruz vem aí, time experiente, bom treinador e pode surpreender. 

Hoje a noite o favorito Inter recebe o Veranópolis. Não acredito em surpresas. Olho pras estatísticas do confronto, feitas pelo Gustavo Manhago aqui ao meu lado na redação, e %22finco pé%22 nesta convicção. Sete jogos em Porto Alegre, sete vitórias coloradas. Vinte gols fez o Inter nestes jogos. Sabem quantos sofreu? Um!! É, um só! Façanha mesmo do Veranópolis a do ano passado ao tirar os vermelhos do Gauchão. Lá no Antônio David Farina, é verdade!! Mais um ingrediente pra quinta-feira de futebol na capital, vale conferir!!

Postado por Jader Rocha, POA

Empate previsível

24 de janeiro de 2008 2

Quem se surpreendeu com a vitória convincente do Grêmio sobre o Quinze sábado passado não deve agora se impressionar com o empate contra o Sapucaiense. O time do técnico Vágner Mancini é uma obra aberta à espera de novos personagens. Em março, o trio final de ataque poderá ter Róger, Rodrigo Mendes e Peréa. É bem diferente de Peter, Jonas ou Tadeu e Reinaldo. Não acredito que a direção tenha parado de procurar reforços por causa da vitória da estréia e retome as buscas depois do empate. Dirigente de futebol precisa ler além das arquibancadas. Quando o torcedor estiver eufórico, ele precisa estar alegre. Quando a torcida estiver deprimida, o dirigente tem que estar lúcido.

= a grande atração do jogo do Inter contra o Veranópolis pode estar na reserva. O time sem Fernandão tem uma perda importante no ataque, mas Alex no meio e Ramón na ala não farão o time cair drasticamente de qualidade. Sentado no banco, o menino Tales. Dezessete para dezoito anos, muito talento, corpo em construção e muita vontade de jogar entre os profissionais. Andrezinho veio da Coréia e ainda não está no ponto em condicionamento físico. Por isso, Tales não tirou férias e foi requisitado para a partida desta noite. Acredito que, se entrar, responde.

= não vou fazer neste espaço a polícia da imprensa ou julgar a pauta alheia. Mas se há assunto que não me interessa é saber quantas vezes Róger receberá a visita da namorada famosa. A mim, parece de um provincianismo constrangedor. O torcedor do Grêmio estará feliz se o meiocampista jogar todo futebol que sabe. Decepcionado, em caso contrário. Não vejo como notícia a presença em Porto Alegre da atriz com quem Róger namora. Pelo menos, não notícia das páginas esportivas. Há uma imprensa especializada em cobrir os passos das celebridades, existe um imenso público para consumir este produto, não vejo problema. No entanto, reconheço o direito do jogador em tentar resguardar alguma privacidade neste recomeço da carreira.

Considero hipocrisia toda entrevista de gente famosa que reclama do assédio decorrente da fama. Como pode alguém dedicar a vida a uma profissão que lida com o imaginário das pessoas, aguça suas fantasias e depois reclama do que cativou ? O grande desafio é encontrar o ponto de equilíbrio. Se quer o anonimato, o artista deve mudar de profissão. Se quiser dosar o nível de exposição, precisará ter sensibilidade para compreender que é um objeto de culto, uma fascinação coletiva. Então, saberá entender as expectativas do seu público e lidará corretamente com a roda maluca que é entrar na casa, no coração e na alma de um monte de gente. No caso de Róger, ele veio para o Sul em busca de sossego para erguer a carreira. Namora Débora Secco, mulher bonita e famosa com ele. Ambos vão precisar de paciência e firmeza para lidar com o ineditismo de um casal estelar nestas paragens. E nós, gaúchos, espero, saberemos também alcançar a dose certa de curiosidade sem virar o fio e pagar vale de província.

Oremos...

Postado por Maurício Saraiva

Título ou revelação ?

23 de janeiro de 2008 7

A desclassificação dos juniores do Inter na Copa SP deve ter entristecido o treinador Osmar Loss e os jogadores, claro. Alguma tristeza nos dirigentes colorados que trabalham diretamente com a categoria de base e gostariam de comemorar um título. O torcedor, um tanto distante do que acontece com os meninos, lamentou superficialmente a eliminação nas semifinais. Eu vi o jogo, o Inter esteve por ganhar e por perder dentro dos 90 minutos, ficou fora pela fatalidade dos pênaltis.

Muito  mais importante do que ser campeão brasileiro da categoria júnior, tenha certeza, é revelar jogadores para o profissional. Neste sentido, Osmar Loss e  os dirigentes colorados podem ficar felizes. Quando todos esperavam mais um show do meia Tales, 17 anos e muito talento, o atacante Válter patrolou geral e se consagrou, até agora, como o melhor jogador do torneio. Tão pronto parece o garoto, que Abel Braga, acertadamente, anuncia que vai integrá-lo aos profissionais. Válter vai ser bem-sucedido na carreira se tomar um cuidado que grita aos olhos. Quando no auge da forma, como agora, ele é um touro de forte. Na dividida, ninguém é capaz de superá-lo. Sabe jogar e, além disso, tem velocidade mesmo sendo pesado. Porém, basta um quilo a mais na balança para que tudo que é qualidade vire defeito. Se engordar, Válter perderá mobilidade, agilidade e até a velocidade inata. Será preciso sempre um olhar vigilante sobre percentual de gordura no menino que surge como relâmpago no elenco colorado. Com sua subida, diminui ainda mais o espaço de Gil, jogador que não correspondeu na medida do que o Inter pagou e paga para tê-lo.

= o Grêmio também tem garotos por aproveitar. Rafael Carioca, o volante, se lança candidato à vaga hoje disputada por William e Adílson e destinada, no futuro próximo, ao reforço Júnior. O garoto que se destacou na Copa SP parece ter mais qualidade na largada desta concorrência. O atacante Rafael também aparece com boas chances neste início de ano. Como é grande a dificuldade gremista de obter reforços que cheguem com potencial de titular, é possível que alguns meninos sejam aproveitados mais cedo. Aliás, embora seja cedo para uma conclusão, acredito que o lateral Felipe vai ganhar a posição de Paulo Sérgio na direita. O garoto feito no Grêmio tem muita qualidade e presença de apoio. Paulo Sérgio, por sua vez, é vigoroso e veloz, mas apresenta problemas de acabamento nas jogadas das quais participa. A formação do time do Grêmio ainda vai demorar, mas esta é a melhor hora de assegurar espaço. Quem se destacar agora, quando nada é definitivo e tudo está em aberto, larga em grande vantagem na disputa. 

Postado por Maurício Saraiva

RETORNANDO

23 de janeiro de 2008 2

Salve gente!! Pois é, contrariando aquilo que escrevi aqui dias atrás, ao invés de trinta, foram quinze intensos dias de descanso ao lado da família, curtindo as delícias de um janeiro encalorado e convidativo àqueles que freqüentaram ou ainda desfrutam do nosso litoral norte. Sempre ouço as pessoas reclamando de nossas praias, por que Santa Catarina isso, Santa Catarina aquilo. Por vezes também já pensei assim, mas estes últimos dias em que pude me esbaldar à beira mar no litoral norte gaúcho, tive a certeza, de que pelo menos neste 2008, não estamos devendo em nada a nossa concorrência com o estado vizinho. Uma infra estrutura bastante favorável aos veranistas está a disposição de todos. Há um senão. Eu insisto naquilo que já havia externado neste espaço no início do ano. A prática de preços abusivos nos estabelecimentos comerciais de menor porte. É impressionante a diferença entre estes e os das grandes redes. É algo que precisa ser revisto. Temos ainda um período bastante longo de praia e quem vai sair de férias é bom estar com o bolso preparado, infelizmente!
Mas estou voltando depois desta quinzena com a sensação mais positiva possível com relação ao Gauchão. De longe acompanhei, dentro do possível, a surpreendente estréia do renovado time do Vagner Mancini. Anderson Pico, Eduardo Costa, William Magrão e um interessadíssimo André Luis, talvez os pontos positivos de uma equipe que ainda enfrenta resistências, embora bem menores, após pos três a zero contra o Quinze. Dentro das suas idéias e convicções, o treinador, que se mostra muito estudioso e entendido, mantém a formação pra logo mais contra a novidade Sapucaiense. Eduardo Costa e William protegendo a defesa, André Luís e Peter liberados pra se somarem a Jonas e Reinaldo, mas tendo a incubência de marcarem quando necessário, quem sabe um dos bons atrativos deste Grêmio. Será um bom duelo, tenho certeza. A RBS TV transmite ao vivo. A TV COM passa a se inserir neste contexto das transmissões hoje a noite. Sete e meia, Bento Freitas pulsando pra ver Brasil e Zequinha. Cláudio Millar e Fabiano, ex-Inter, os personagens do início da noite na zona sul do estado.
Sair e descansar é bom demais, retornar pra fazer aquilo que se gosta, é melhor ainda!

Postado por Jader Rocha, POA

Agora não é mais surpresa

22 de janeiro de 2008 5

A atuação do Grêmio com vitória convincente na estréia do Gauchão foi louvada por se tratar de uma agradável surpresa. Os jogos da pré-temporada desautorizavam qualquer otimismo e deixavam espaço para que os gremistas se preocupassem com o futuro imediato. Os que foram ao Olímpico se dispuseram a ter paciência no caso do pior. Daí porque a surpresa da boa atuação se revelou tão intensa e alimentou esperanças no torcedor.

Agora não é mais surpresa. Enfrentar o Sapucaiense em São Leopoldo já será uma tarefa em cima do qual a torcida vai colocar olhos mais exigentes. Mesmo descontando a debilidade técnica do time do Quinze sábado passado, viu-se em campo uma série de motivos para acreditar que existe uma boa idéia de futebol na cabeça de Vágner Mancini. Bola no chão, movimentação, cuidado no passe, marcação ajustada e compactação. O Sapucaiense vem da segunda divisão, perdeu a primeira do Gauchão em Canoas para a Ulbra e vive a leveza de não ter uma grande cobrança nem mesmo por parte da sua comunidade. O técnico Círio Quadros não é adepto da retranca, projeta seu time para vencer, mas também não é maluco. Deve se resguardar e jogar no contra-ataque, o que exigirá do Grêmio criatividade, paciência e o mesmo nível de organização do primeiro jogo com um acréscimo; poder de fogo. Não teve gol de atacante na estréia. André Luiz jogou bem, Jonas deu boas assistências, mas Reinaldo, camisa nove, ficou devendo as funções básicas do centroavante. 

A segunda partida do Grêmio no Gauchão servirá como um segundo teste para um time que vai precisar provar, a cada rodada, que é mais do que parece. 

Postado por Maurício Saraiva

grande começo

20 de janeiro de 2008 13

O Gauchão começa da melhor maneira. Com gols em todos os jogos, estádio cheio no retorno do Inter SM à primeira divisão e uma surpreendente estréia do Grêmio.

Tive o prazer de pernoitar em Santa Maria para poder participar do Bate-Bola direto do estúdio da RBS na cidade. Vi no Presidente Vargas dois times dispostos a jogar futebol com o mínimo de faltas. No primeiro tempo, supremacia dos ataques sobre as defesas. A da casa vazava pelos lados, a visitante era vulnerável por dentro. Dois a dois justo.

No segundo tempo, Paulo Porto percebeu que seu time cansaria antes do Inter de Porto Alegre. Marcou mais atrás, respeitou os limites físicos dos seus jogadores e garantiu o empate, mesmo que o time grande forçasse bastante pelo terceiro gol. Fiquei com a impressão de que o Inter SM pode classificar entre os quatro do grupo, já enfrentou o adversário mais difícil. E de que o Inter da capital vai crescer muito à medida que melhore a condição física, integre Bustos entre os titulares e tenha um Nilmar sem gripe.

= No sábado, a surpreendente estréia gremista contra o fraquíssimo Quinze de Campo Bom. O Grêmio teve a felicidade fazer o primeiro gol cedo, o que lhe deu tranquilidade para jogar à vontade diante de um desconfiado torcedor. Vágner Mancini ofereceu à torcida um time organizado e, a partir daí, com boas atuações individuais, em especial de André Luiz. Peter pode evoluir, Anderson deve emagrecer para jogar tudo que sabe, ainda há ingressos como o de Róger, Peréa e Rodrigo Mendes e as contratações que vão chegar. A perspectiva do Gauchão para a dupla grenal é excelente.

 

Postado por Maurício Saraiva

Uma idéia de time

17 de janeiro de 2008 4

A chegada de Róger para o Grêmio significa o surgimento de uma idéia para o time de Vágner Mancini. Até agora, ele é a grande luz na escuridão do meio-campo gremista. Vai levar pelo menos 20 dias para estar em condições, mas será titular e mais, centro do time.

Para proteger um talento tão frágil no condicionamento físico, O técnico poderá fazer o time jogar em função de seu camisa dez. Alguém no meio a correr por ele, a servi-lo com o primeiro passe e animá-lo quando estiver entediado. Tanto cerco de carinho pode resultar extraordinariamente para o Grêmio. A resposta pode vir em forma de gols, passes e lançamentos precisos. Róger sabe que, aos 29 anos, o Grêmio pode ser seu último time grande. Se não conseguir jogar bem, ele corre o risco de passar a ser aquele veterano que roda pelo país em times médios ou pequenos ganhando mais do que os outros, mas muito menos do que se estivesse ainda em clubes de ponta. Esta consciência de que o tempo está passando deve servir para que o mais novo reforço gremista retome o foco na carreira e volte a jogar o grande futebol que já jogou.

Então, torcedor azul, não exija de Róger o que ele não tem para dar. Não será um exímio marcador, pode dar carrinhos eventuais para delírio da arquibancada, mas sua função na equipe será bem outra. Cobre-se do articulador passes criativos, lançamentos inesperados e gols. Mais do que isso ? Claro, empenho, concentração, desprendimento. Só não espere um gladiador.

Postado por Maurício Saraiva

Vale a tentativa

16 de janeiro de 2008 3

Não vou criticar a contratação do meia Róger pelo Grêmio. Se o torcedor mais descrente disser que o jogador se notabiliza nos últimos tempos mais por namorar Débora Secco do que por jogar futebol, terá razão. Mas esta verdade não impede a possibilidade de que Róger retome sua carreira longe do centro do país e atento à sua profissão.

Ele é muito bom articulador. Tem chute, lançamento e drible. Na essência,  é capaz de jogar futebol tão bem, que se candidataria a ser integrante do grupo da seleção brasileira. O problema é outro. Róger nunca conseguiu regularidade porque por várias vezes lhe faltou equilíbrio emocional. Expulsões, problemas extracampo, a carreira do jogador criado no Fluminense passou por ciclos sempre muito curtos de euforia e depressão. No Flamengo, por exemplo, teve participação importante num jogo crucial da campanha, a virada sobre o Corínthians no Maracanã. Marcou o gol da vitória, um golaço. Mas entrou no intervalo porque não tinha condição física para 90 minutos.

Como decorrência do desequilíbrio emocional, Róger pagou o preço de lesões musculares em sequência. Raramente fez pré-temporada cheia como os demais jogadores de elenco. Ao treinar pouco, deixava o lado para a ocorrência das lesões de músculo, já que qualquer esforço se tornava demais para ele.

A aposta é válida. Se eu fosse dirigente do Grêmio, contrataria o jogador. O clube gaúcho tem tradição em recuperar jogadores problemáticos e talentosos. Tita foi camisa dez da conquista da  Libertadores 83, Paulo César Caju se destacou no Mundial ganho em Tóquio no mesmo ano, Marcelinho Paraíba conduziu o título da Copa do Brasil 2001. Róger tem todas as condições para se tornar mais um exemplo desta turma. Depende só dele.

Postado por Maurício Saraiva

A ditadura do frio

16 de janeiro de 2008 1

Tenho-me sentido cada vez mais um ser estranho em meio aos semelhantes. E uma das razões mais fortes nos últimos tempos tem sido esta batalha entre os humanos que gostam de frio e os que adoram o calor. Com flagrante derrota para estes últimos.

Os dias têm sido tórridos em Porto Alegre, e o que mais ouço das pessoas é a queixa quanto ao incômodo e a irritação por tanto calor. Sentem-se novas e finalmente felizes quando adentram um ambiente com ar-condicionado polar e, então, se recuperam da sensação anterior. É uma multidão de gente a amaldiçoar o calor da vida real e abençoar a frialdade artificial dos ambientes fechados. Quando me coloco neste cenário, estou em franca minoria e sofro na saúde as consequências desta adoração pelo ártico.

Em qualquer lugar em que esteja, afora a rua, passo a sentir frio cinco minutos depois de entrar. É tamanho o pavor da maioria dos humanos em relação ao calor, que preferem deixar o ambiente congelado mesmo que sintam as extremidades gelando. Enquanto isso, minha garganta começa a doer, a voz falha, a pele recebe uma aplicação permanente de desconforto. Por fim, ondas de arrepio antártico ficam percorrendo meu corpo que passa a esperar o momento de voltar ao calor árabe que, em mim, faz o efeito de aconchegar e alegrar.

Sei, há quem esteja lendo este texto e concluindo que este colunista enlouqueceu. Argumentará que calor é bom na praia, não na cidade. Lembrará todos que trabalham nas ruas debaixo de sol e com atividade física. Não faltarão bons exemplos para rotular o calor como mau e o frio como bom. Não me convencerão, mas os argumentos são legítimos.

Vai ser sob intenso calor o começo do Gauchão. Devo estar em alguma escala, talvez precise usar uma camiseta branca debaixo da camisa para absorver o suor. No entanto, creiam, estarei feliz com o que a natureza me reserva.

 

 

Postado por Maurício Saraiva

Cumprir formalidades

15 de janeiro de 2008 2

Alexandre Pato enfim estreou no Milan e confirmou tudo que se esperava do seu futebol. Não houve surpresa, quem o viu jogar pelo Inter no Mundial 2006 e na final da Recopa 2007 já sabia que ele é extra-classe. Em meio ano, o garoto então de 17 anos disputou dois títulos internacionais e ganhou os dois. Não lembro de uma carreira profissional que tenha começado de forma tão fulgurante.

Não bastou, porém, para que Pato fosse convocado pelo técnico Dunga para a seleção profissional. Sob o discutível argumento de que o atacante ainda não tinha mostrado o suficiente para uma convocação, o treinador infligiu a todos suas próprias - e legítimas - escolhas. Vágner Love e Afonso fizeram parte da conquista da Copa América, o que deu ainda mais crédito a Dunga. De minha parte, lamento a perda de tempo. Luiz Fabiano foi chamado só no fim do ano passado e virou sozinho um jogo que estava complicado para o Brasil. Já poderia estar com o grupo antes, da mesma forma que o ex-atacante do Inter.

Para quem vive no e do futebol, é preciso ter paciência com os treinadores. Eu sempre me esforço para entender o lado de quem sofre toda a pressão por resultados, às vezes sem ter material humano para alcançar vitórias. Um técnico é um profissional sempre acuado, administrando vestiários conflituosos, dirigentes vaidosos, jornalistas opiniáticos, o que também faz parte do mundo da bola. No entanto, há vezes em que o técnico vira o fio e desafia a inteligência de todos que estão à volta. Mesmo os que fazem ou fizeram sucesso aplicam uma dose de insensatez altíssima. Telê Santana foi para a Copa de 82 com Valdir Peres no gol. Leão era comentarista da TV Globo ! Celso Roth ameaçou Ronaldinho com a reserva de Itaqui em 99. Mais recentemente, Abel Braga autorizou-se deixar Alexandre Pato no banco de Michel e Gabiru contra o Glória de Vacaria e o Velez da Argentina. São decisões esdrúxulas que nunca ficam esquecidas no currículo de cada um.

Pois bem, Dunga já pode convocar Pato. Está cumprida a formalidade da estréia no MIlan, o garoto fez gol e acabou com o jogo. É possível que ele já conste na próxima lista. Mas a pergunta que não cala é : precisava perder este tempo todo para concluir que o menino é top de linha ???

Postado por Maurício Saraiva

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14 de janeiro de 2008 4

Você contou o número de pontos de interrogações do título desta coluna ? São onze. Um time de perguntas sem resposta, eis o Grêmio.

Eduardo Costa é titular absoluto, mas nem ele está a salvo de questionamento neste momento. Como voltará depois da longa suspensão do fim da temporada passada ? E os demais, o que serão capazes de fazer logo na estréia do Gauchão ? Vítor é titular no gol ou Marcelo Grohe ficou fora por lesão ? O ataque é de Jonas e Tadeu ? O meio-campo terá Danilo Rios e Peter nas meias ?

Pára de tanta pergunta, Maurício !, diria o torcedor gremista atônito e angustiado diante desta realidade incerta. Mas é fato, o Grêmio é um imenso ponto de interrogação em forma de time. E não se diga que a direção gremista vai acelerar a tentativa de reforços nesta semana depois do que viu. Seria menosprezar a inteligência de Odone e Pelaipe. Não posso acreditar que eles só estariam assustados depois do amistoso de ontem. Não seria preciso nem ver os treinos, bastava olhar a escalação dos titulares.

Vágner Mancini tem-se comportado como um cavalheiro diante de tantas dificuldades para montar a equipe. Teve coragem para não fugir à pergunta sobre uma nota para seu time, deu nota seis e meio. Foi generoso, mas não desfez da realidade. Ninguém aprovaria se ele desse nota três para seus comandados, todos reprovariam que Mancini desse nota oito para o que viu. Então, na voz do comandante, seis e meio ficou bem.

Para não abusar da sorte, o Grêmio não pode prescindir de três reforços para chegar e jogar entre os onze sem discussão.

Postado por Maurício Saraiva

Igualdade

11 de janeiro de 2008 2

O técnico Vágner Mancini vive as agruras de quem não consegue definir um time titular e nem vê as melhores perspectivas de reforços. É angustiante, considerando que o treinador tem a primeira chance em clube grande e não recebe reforços em número e qualidade suficientes para fazer o torcedor confiar no projeto.

Mas há também o lado bom, como tudo na vida. Se há tanta igualdade no elenco neste início de temporada, qualquer decisão do treinador merecerá crédito e pouca discussão. No gol, por exemplo. Marcelo Grohe ou Vítor, quem sabe a diferença entre os dois ? Aquele que for escolhido não terá oposição na imprensa ou entre os torcedores. No meio-campo, afora Eduardo Costa, não há ninguém que seja titular absoluto. Logo, os eleitos de Vágner Mancini estarão automaticamente legitimados. Embora não seja a melhor forma de montar um time, garante alguma paz ao técnico. Paulo Pelaipe deve estar gastando telefone a rodo em busca de novos jogadores. Seja como for, o Gauchão começa no outro fim-de-semana, e os gremistas precisarão de muita paciência  neste início de ano.

« a perda de Guinazu fragiliza o meio-campo do Inter, mas a qualidade não cai. O setor perde em combatividade e movimentação, já que o argentino faz o vai-vém por um lado e Magrão cumpre mesma função pelo outro, dando dinamismo ao meio. Em compensação, Fernandão e Alex nas meias garantem criatividade e poder de fogo para o ataque. Aí está a grande vantagem colorada para este ano. Há quantidade de opções em todos os setores, e desta vez com jogadores bem condicionados. Pense neste time titular : Renan, Bustos, Sidnei, Orozco e Marcão ; Edinho, Magrão, Guinazu e Alex : Fernandão e Nilmar. Como alternativas, Índio, Wellington Monteiro, Andrezinho, Iarley e Adriano. Sem contar um menino que, na minha avaliação, vai terminar o ano como titular. Tales, 17 anos, grande destaque dos juniores, me parece pronto para repetir a precocidade de Alexandre Pato. Se o treinador não se atrapalhar com tantas opções, o Inter se candidata a todos os títulos da temporada.

Postado por Maurício Saraiva