
Esteve longe de ser uma grande atuação. O Inter se baseou muito mais na sua grandeza, força e apoio do torcedor, embora com alguma desconfiança, pra chegar à final. A proposta de Tite de encostar Guiñazu e Magrão em D´Alessandro, não sobrecarregando o argentino, não funcionou muito bem. D´Alessandro procurou centralizar as ações pelo meio e, em muitos momentos do jogo, se viu sozinho na tentativa de levar o time a frente.
O argentino, aliás, merece um capítulo a parte. Foi o próprio Tite que na sua entrevista coletiva de pós jogo, afirmou que no intervalo, dentro do vestiário, mais uma vez pediu ao jogador que ele moderasse no seu comportamento, nas suas atitudes. O Novo Hamburgo veio ao Beira-Rio disposto a segurar o Inter e passava até pela irritação do meia colorado. Alguns jogadores foram designados pelo técnico Paulo Turra pra que o marcassem de perto. D´Alessandro, no primeiro tempo, ficou sem espaço. Sofreu faltas, reclamou, mas entrou na provocação. Todos sabem que ele não é de levar desaforo pra casa. Quem acompanhou a partida, viu que na volta pro segundo tempo as coisas se modificaram. O camisa quinze passou a jogar, esqueceu árbitro, zagueiro. Cresceu e foi fundamental pra classificação. Não joga no domingo. Um grande prejuízo! Tite terá que optar entre Andrezinho, o mais provável, e Giuliano.
A grande atuação pode vir na final. Jogos assim costumam fazer bem. Só depende do próprio Inter, independente do adversário.
Postado por Jader Rocha, POA


