Ainda não havia encontrado tempo pra me manifestar a respeito dos dois jogos que tiveram a presença de Ronaldo Nazário voltando ao futebol.
Pois bem. Contra o Itumbiara, quarta passada, tudo foi muito bem criado pra que o jogador, colocado no banco de reservas, aparecesse. E houve um grande exagero. Tá certo que Ronaldo representa uma fonte inesgotável de imagens, assuntos, inverdades, verdades. A volta por si só, nas circunstâncias estabelecidas, gerava uma grande curiosidade. Em campo, o que se viu, foi um jogador??!! tentando não decepcionar ao público e a ele mesmo. Foi esforçado e ponto.
Diante do Palmeiras a grandiosidade do clássico aumentava a pressão sobre Mano Menezes. Pressão interna e externa. Todos queriam ver Ronaldo desde o início. Mano não cedeu. Manteve a cautela, a prudência, no que concordo plenamente. O chute no travessão, a tentativa de alguns dribles, quando colocado no jogo. Lampejos do melhor Ronaldo que eu já vi.
O gol foi um caso a parte. O próprio afirmou depois da partida, que o cabeceio nunca foi seu forte. A comoção criada em torno do que se viu em Prudente mostrou, mais do que nunca, a necessidade dos brasileiros de idolatrarem quem se destaca. Com Ronaldo não é diferente. É meritório por tudo o que conquistou ao longo da carreira. E por tudo aquilo que perdeu também.
A cabeçada, o gol, representam uma vitória pessoal dele. Mas ainda longe do velho Ronaldo de guerra. Nem sei se de novo ele será aquele Ronaldo. Mas há uma certeza. Ele parece disposto a se recolocar nos trilhos.
Postado por Jader Rocha, POA

