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Posts de fevereiro 2010

Passo a passo

28 de fevereiro de 2010 18

É, o técnico Gilmar Iser não deveria ter deixado seu melhor jogador no banco de reservas. Rodrigo Mendes entrou no intervalo e deixou saudade ao torcedor do Nóia pelo primeiro tempo que não jogou. A coragem do treinador em enfrentar o Grêmio taco a taco merece elogio, mas sua decisão de privar-se do seu atacante mais perigoso foi equivocada.

O Grêmio, que nada tinha com isso, venceu com gol de falta de Ferdinando e pouco mais conseguiu construir ofensivamente. Logo seu setor mais produtivo, o ataque, não criou chances de gol para Borges que até saiu machucado. Para o trabalho de Silas, porém, conquistar o turno e garantir vaga na final do Gauchão é muito importante. O processo de construção do time continua, agora com tempo e um novo olhar sobre a equipe que ainda tem muitas lacunas.

Preocupante foi a frase de Silas sobre Mário Fernandes. Disse que, hoje, Mário Fernandes seria reserva se quisesse disputar lugar na zaga. Engana-se; na defesa gremista, só há dois titulares. O goleiro Víctor e o menino Mário Fernandes.

Postado por Maurício Saraiva

CAMPEÃO E OS AJUSTES

28 de fevereiro de 2010 35

   É inegável a superioridade técnica do Grêmio na comparação com o Novo Hamburgo, adversário da final deste domingo. Jogador por jogador, time por time, estrutura por estrutura, o Grêmio ganha, nem se compara.

   E foi com essa diferença de grandezas que o time treinado por Silas arrebatou a Taça Fernando Carvalho. No primeiro tempo, me surpreendi negativamente com a não escalação de Rodrigo Mendes no Novo Hamburgo. Gilmas Iser preservou a formação vitoriosa contra o Inter, abrindo mão de um jogador com larga bagagem e profundo conhecimento de estádio Olímpico. Pagou um preço alto. O Grêmio se dava bem, moldando seu meio com Hugo e Douglas, embora este último muito bem marcado e sem muito espaço pra usar toda a sua criatividade. No Grêmio, a se destacar a postura extremamente correta de Mário Fernandes. Atrás ou no apoio, incansável e dono da posição no lado do campo. Jogou muito. A defesa, com Rafael Marques e Maurício foi exigida. Saiu-se bem. Na esquerda, Fábio Santos não é brilhante. É um lateral esforçado, de boa capacidade técnica e leitura de jogo. Cumpre a risca o que lhe pede o treinador.

   No meio, a frente da zaga, os volantes Ferdinando e Fábio Rochemback encorpam, entrosam. O primeiro é o típico "cão de guarda". Guarda função, só sai quando realmente é necessário. Contestado, marcou o gol do título na sua especialidade, o chute forte. Rochemback vem ganhando espaço. Melhorando sensivelmente a forma física. Inteiro, ajuda muito. Lá na frente é indiscutível a dupla Jonas e Borges. Dois artilheiros natos. Parceria que terá que ser interrompida momentaneamente, em função da lesão muscular de Borges.

   Do time campeão e que se revigora pra sequência da temporada, algumas confirmações. Outras incertezas. Existem vagas a serem preenchidas. E é justamente neste instante de taça no armário, que Silas tem a oportunidade de observar aquilo que lhe dispõe. O título do turno alivia as cobranças, serve como moderador.

   O Grêmio é o legítimo vencedor, mas a foto, essa, sem dúvida, vai mudar!

Postado por Jader Rocha, POA

Desiguais

26 de fevereiro de 2010 5

Muitos perigos moram num jogo entre desiguais. O Grêmio só tem o azul e o branco em comum com o Novo Hamburgo. O preto que completa o trio de cores dos gremistas é só uma das imensas diferenças entre ambos. A começar pelo tamanho da torcida, o histórico de glórias, as perspectivas de faturamento e até mesmo as dívidas. Tudo diferencia os dois desafiantes do domingo no Olímpico.

Nem por isso o time de Silas já entra campeão no bom gramado da Azenha. Haverá do outro lado um time valente, organizado e que nem de longe pode ser chamado de fraco. O Novo Hamburgo de Gilmar Iser amadureceu no tempo certo. Traz duas vitórias consecutivas sobre São Luiz e Inter, os dois invictos do campeonato até então. Revela também um treinador capaz de fazer boas leituras do que o jogo apresenta e criar alternativas às dificuldades dentro da própria partida. Apresenta jogadores tarimbados que não sofrerão qualquer crise de insegurança se o Olímpico estiver com 35 ou  40 mil pessoas. Enfim, Grêmio x Novo Hamburgo é um jogo de desiguais que se faz interessante justamente por isso.

= O Inter aproveita que os holofotes até domingo se concentram na final do turno do Gauchão para, em silêncio, reavaliar-se. Fossati, como já fizera domingo depois da derrota para o Novo Hamburgo, surpreendeu a todos dizendo que havia gostado do que ninguém gostou, isto é, da atuação do seu time. O próximo compromisso servirá de teste, o Santa Cruz quarta no Beira-Rio. A zaga titular volta, mas as perguntas serão as mesmas : permanecem os três zagueiros ? Alguém está cuidando de recuperar a confiança abalada de Giuliano ?

O que não falta é gente na comissão técnica para dar jeito. E dirigente não está proibido de participar.

Postado por Maurício Saraiva

SILAS E A REPETIÇÃO

25 de fevereiro de 2010 14

   O treinador do Grêmio anda com a cabeça leve. Passa pelo momento mais estável desde que chegou ao clube. E eu creio numa explicação pra confirmar tal momento. As vitórias, por si só, já bastariam, mas há um outro motivo, importante num contexto como o do futebol de hoje.

   Silas está podendo padronizar, dar ritmo ao que ele considera ideal pro Grêmio desse início de 2010. Repetição. Palavra corriqueira, mas de fundamental valia pra quem vive e trabalha nesse esporte, 24 horas por dia.

   A decisão de domingo será a terceira oportunidade em que o comandante gremista poderá mandar a campo o mesmo time. Victor, Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Fábio Santos. Ferdinando, Rochemback, Leandro e Douglas, Jonas e Borges. Isso se tudo se mantiver na mesma, nos treinos que ainda virão antes do jogo. Olhando a formação, fica clara e evidenciada a opção pelo 4-4-2. Pode-se questionar um ou outro nome, mas é analisando, repetindo que Silas poderá analisar o seu time.

   A defesa ainda é o ponto crucial a ser trabalhado de forma mais específica. Rodrigo, recém chegado só espera a chance pra entrar e não sair mais. Vejo em Maurício o candidato natural pra ir à reserva. No mais, a equipe que vai brigar pelo título gaúcho e da Copa do Brasil deve seguir essa tendência.

   Ponto positivo em meio ao turbilhão que rege uma estrutura e uma grandeza como o Grêmio.

Postado por Jader Rocha, POA

O IMPORTANTE ERA GANHAR

24 de fevereiro de 2010 11

   O Emelec veio ao Beira-Rio disposto a não deixar o Inter jogar. E num primeiro momento até conseguiu atingir este objetivo. O que se viu no primeiro tempo foi um festival de faltas. O que bateram os equatorianos não foi brincadeira! Abriram a gaveta de ferramentas e saíram distribuindo, sem nenhum constragimento.

   O time de Jorge Fossatti foi se enervando. Tinha a maior parte do tempo a posse de bola, mas não conseguia furar a retranca. Não tinha jeito de sair do ferrolho armado contra. A principal alternativa, Nei pela direita, até apareceu, cruzou algumas bolas pra área. Faltava o acabamento.

   Ao contrário do domingo, Fossatti acertou nas substituições e fez do Inter um time ousado na etapa final. Mesmo com o susto no gol de Quiróz. O Inter, decidido a não pagar vexame, cresceu. E assim se ganha na Libertadores. Com raça, com vontade, com história. Incomparável a dos dois clubes, vamos combinar.

   Taison e Walter deram a ousadia que faltava ao ataque. Andrezinho cadenciou e ditou o ritmo do meio. Foi um outro Inter. Um Inter como quer o torcedor. Que não entrega, que não desiste.

   Ganhar foi fundamental.

Postado por Jader Rocha, POA

O banco de reservas

24 de fevereiro de 2010 24

Se Jorge Fossati for um bom leitor de situações-limite, revisará alguns dos seus conceitos dos quais parecia irredutível. A virada sobre o Emelec tornou-se espetacular, uma vez que o jogo pintava como insolúvel diante das dificuldades coloradas. Faltava dramaticamente criatividade no time e também no treinador. Lá estavam os três zagueiros para cuidar de um ataque inexistente. No meio, Giuliano sentia todo peso da confiança que lhe foi tirada nas idas e vindas de Fossati quanto ao seu aproveitamento. Na frente, Edu não conseguia ser atacante. Entre outros motivos, porque de fato não é, nunca foi. Surgiu no São Paulo como meia e assim chegou à seleção pré-olímpica. No ataque, não consegue jogar.

Depois do zero a zero insosso do primeiro tempo, o susto veio cedo. Gol equatoriano e nada de Fossati alterar sua fórmula burocrática de produzir futebol. Foi ainda sob o sistema 3.5.2 que Nei guardou um golaço e empatou o jogo. A partir daí, o técnico enfim entendeu que precisava agir. Saiu um defensor, entrou Taison. Mais tarde, entraria Walter no lugar de Edu e Andrezinho no de Giuliano. Ao usar seus recursos de reserva, Fossati alcançou a vitória num lance protagonizado por dois dos reservas que entraram, Andrezinho e Walter para Alecsandro virar.

Foi alcançado o fundamental, vencer na estreia um time fraco como o Emelec. Uma das duas partidas seguidas fora do Beira-Rio não deixa de ser em casa. O Inter enfrentará o Cerro uruguaio em Rivera. Para o segundo jogo do torneio, D`Alessandro já estará à disposição. Agora, é preciso recuperar em Giuliano a confiança com que terminou 2009. Mudar o sistema para 4.4.2 e, por que não, cogitar dar a Walter a oportunidade de ser o segundo atacante titular ao lado de Alecsandro. O jogo de ontem ofereceu a Fossati diversas leituras. Se os colorados tiverem sorte, o treinador saberá interpretar o que o campo lhe disse.

Postado por Maurício Saraiva

É hoje o dia

23 de fevereiro de 2010 1

Os colorados devem fazer um esforço de superação das desconfianças gerais que tenham sobre o treinador e o time para garantir apoio contra o Emelec hoje à noite. O adversário não é dos mais graves, mas surpresas acontecem e o Beira-Rio viu uma anteontem.

É preciso respeitar as ideias do treinador que inaugura seu trabalho em terras brasileiras, o que não significa concordar com elas. Fossati não se sensibiliza com o fato de que seu material humano renderia mais com dois ao invés de três zagueiros. Para manter-se fiel à sua concepção, joga com dois zagueiros reservas hoje à noite ao lado de Bolívar. Como perdeu D`Alessandro, transformou Kléber em seu principal armador, o que requisita do time um esquema especial de proteção. A mancada de começar a competição com Giuliano no banco, parece, não será cometida. Hoje, diante da desconfiança geral do torcedor, é fundamental vencer. O São Paulo começou ganhando no Morumbi, o Flamengo e o Corínthians também estrearão em casa, o Inter tem que fazer valer o fator local.

= O Novo Hamburgo se autodenomina franco-atirador, não está longe da verdade. É o que faz do time de Gilmar Iser um perigo ainda maior para o Grêmio. A leveza de saber-se desafiante faz com que o NH arrisque, não tenha sobre os ombros a responsabilidade do time grande e, então, se autorize proezas. Silas treinava um time que, no cenário brasileiro, representava ano passado o que o Novo Hamburgo está fazendo neste momento do Gauchão. Não creio que vá ser surpreendido.

Postado por Maurício Saraiva

PRA ESQUECER O NOVO HAMBURGO

23 de fevereiro de 2010 5

   Nada melhor pros colorados que a estreia na Libertadores logo mais. Esquecer o fiasco diante do Novo Hamburgo, dois dias depois e mais uma vez no Beira-Rio, representa a grande oportunidade de esquecer o episódio e encaminhar um início de campanha no torneio sul-americano.

   Desta vez, Jorge Fossati manda a campo o que considera o Inter ideal. Giuliano, ao que tudo indica, começa o jogo. Terá o respaldo necessário pra comprovar que não pode ser reserva. Atrás, a convicção do treinador se dá no sistema com três zagueiros e com dois volantes, tendo em Sandro, a figura mais solta na comparação com Guiñazu.

   No gol estará Abbondanzieri. Vou conferir de perto a performance do goleiro que não estava titular no Boca, mas que pelo currículo e experiência, desembarcou dono da posição.

O adversário não é lá tão tradicional. Lembrando de outros equatorianos, ainda está na busca por reconhecimento, embora a bastante tempo na estrada. Alguns jogadores têm passagens pela seleção que nem vai à Copa. O futebol do Equador é emergente. É de força, aplicação e muita velocidade.

   O Inter é favorito. Ganhar e começar quebrando a escrita de nunca ter vencido numa estreia de Libertadores é vital. Oportunidade de virar a página do domingo de Gauchão.

Postado por Jader Rocha, POA

Começando pelo ataque

22 de fevereiro de 2010 8

Treinadores em geral gostam da ideia de que um time começa pela defesa. Via de regra, têm razão. É mais fácil iniciar um processo coletivo ensinando a destruir, a impedir a criação. É como na vida;  destruir é bem mais simples do que construir.

O time do Grêmio, porém, vai na contramão desta verdade genérica. A partir da química entre Borges e Jonas, o time foi se desenhando e encontrando resultados suficientes para que decidisse domingo que vem o primeiro turno do Gauchão e já tenha assegurado passagem à segunda fase da Copa do Brasil. E olha que Jonas nem era o titular de Silas. Leandro foi parceiro de Borges contra o Pelotas no primeiro tempo. Jonas entrou na segunda etapa e nunca mais saiu. Já estava dando certo com Souza e Hugo, depois só com Souza e agora a dupla vira trio com o ingresso de Douglas e sua imensa capacidade de armação.

O Grêmio é favorito para vencer o Novo Hamburgo, sim. Mas o time de Gilmar Iser já mostrou amadurecimento nas vitórias sobre São Luiz e Inter. Rodrigo Mendes volta, Michel deve virar titular, Paulinho segue como melhor opção ofensiva vindo de trás pela esquerda, Edmar vai ser ala pelo outro lado, a equipe encorpa.

= Jorge Fossati está estranhando a terra. Na coletiva de ontem, exaltado, disse que quem achou que a defesa vazou viu outro jogo. Outro dia, deixou o microfone no meio da entrevista e saiu. Não está acostumado à pressão de um grande clube brasileiro. Trabalhava no melhor do Equador, mas é outro mundo se comparado ao Brasil. Para o bem de sua permanência no comando do Inter, vai precisar aprender a tolerar o que não cogitava antes.

Acertar na escalação também pode ajudar bastante... 

Postado por Maurício Saraiva

SILAS X GILMAR ISER

21 de fevereiro de 2010 28

   Surpresa nenhuma a classificação gremista à final do primeiro turno. Manteve o ritmo dos 4 a 2 no Veranópolis e passou por cima do Inter/SM. Vai pra decisão, com vantagem de jogar em casa pela melhor campanha que seu adversário. Este sim, o azarão do primeiro turno. Mas num trabalho extremamente audacioso e competente do seu treinador, Gilmar Iser. A vaga conquistada em pleno Beira-Rio não foi em vão. Foi uma vaga lutada até o último instante, literalmente. O Nóia, carinhosamente chamado, ganhou de virada do Inter com todos os méritos. Isso é o que há de se ressaltar.

   O jogo no primeiro tempo não favoreceu o bom futebol. Era notória a falta de entrosamento do time que Jorge Fossati mandou a campo. O sistema com três zagueiros, convicção do treinador colorado, se sustentava com dois meninos do Inter B, um deles deslocado, Juan, mais Wilson Mathias, outra improvisação. Sistema que bateu cabeça, embora sem muita oferta de perigo por parte do ataque do Vale dos Sinos, já que Gustavo era o único no setor. Na etapa final, quando o Inter decidiu ir pra cima, sobressaiu-se uma das boas virtudes do lateral Bruno Silva: o apoio. Num deles, o gol, a vantagem que o time não soube sustentar. Gilmar Iser acertou ao retirar Gustavo e um volante. Partiu ofensivo e decidido a, no mínimo, levar pros pênaltis. Conseguiu. No empate, o lance que originou o pênalti, pra mim, foi duvidoso. Muriel foi imprudente ao dar o carrinho. Mas não fiquei com a certeza de que atingiu Maiquel antes da bola. Interpretação do árbitro e a reação que se iniciava.

   O episódio do gol ofereceu ânimo ao jogo e os dois times trataram de atacar. O Inter sem muita precisão. Walter demorou a ser lançado. Se tivesse entrado em campo no intervalo, por exemplo, talvez não fosse tão complicado assim. Comparando ele e Kléber Pereira hoje, Walter está em vantagem e a partida comprovou isso.

   Veio o golaço de Chicão. Um chute daqueles em que o jogador demora uma eternidade pra repetir. Mas era pra acontecer. Dois a um quando as coisas remetiam aos pênaltis. Vitória justa e merecida a do Novo Hamburgo. Da proeza de passar pelo Inter no Beira-Rio, a tentativa de quebrar a invencibilidade gremista no Olímpico. Alguém duvida??

   Pro Inter resta a Libertadores. Mas é assunto pra outro post.

Postado por Jader Rocha, POA

Agir pequeno, agir grande

21 de fevereiro de 2010 14

Esteve correta a estratégia colorada de preservar seus titulares para um jogo de Libertadores que começaria 48 horas depois. O erro esteve, como gosta de dizer o treinador colorado, na ideia. Jorge Fossati concebeu um time com volante improvisado de terceiro zagueiro e outros dois jogadores de marcação à frente do trio. Para criar, só Andrezinho. Adiante, dois centroavantes de mesma característica. Tudo para dar errado. Mais; com três zagueiros que jamais atuaram juntos, a orientação era de fazer linha de impedimento. Uma temeridade que custou caríssimo. Mais; depois de fazer um a zero, o treinador colorado tira um dos atacantes para colocar um meia. Kléber Pereira já estava cansado, mas Thiago Humberto para municiar um centroavante de posicionamento, não de velocidade, foi uma decisão equivocada e medrosa.

Gilmar Iser, por sua vez, jogava na especulação. Conhecia a campanha do time, seu potencial sem Rodrigo Mendes e, quando tomou o gol, fez entrar dois jogadores de velocidade que furaram muitas vezes a linha de impedimento do Inter. Gilmar Iser ganhou de Jorge Fossati pelo pé direito iluminado de Chicão, autor do gol mais bonito do Gauchão até agora.

A Libertadores é outra vida, o Inter enfrentará o Emelec com titulares e provavelmente Abbondanzieri. Mas não há dúvida de que o torcedor se assustou com o pensar e agir pequeno do seu treinador. Bom treinador que é, Fossati deverá reler o que fez para melhorar sua performance.

Postado por Maurício Saraiva

Quinta cheia

19 de fevereiro de 2010 17

Vencer o Juventude já era esperado, a diferença técnica entre ambos é oceânica. Nunca considerei Inter x Juventude clássico, o que me rendeu alguns xingamentos em Caxias, mas é questão de critério. Como sempre disse, clássico acontece entre iguais. Inter x Grêmio, Caxias x Juventude.

Bom, já foi. O adversário colorado é o Novo Hamburgo, time bem treinado por Gilmar Iser que não terá Rodrigo Mendes domingo. O atacante levou um inocente e inacreditável cartão amarelo ao fazer uma falta por trâs no campo do São Luiz. É um prejuízo que não se repara. O favoritismo do Inter é outra vez imenso.

Mas foi a chegada de Abonddanzieri que chamou mais a atenção do torcedor. Se for o goleiro multicampeão do Boca, a contratação é excelente. Se for o goleiro pesado dos últimos jogos que perdeu vaga na seleção argentina e depois no próprio Boca, passa a ser contratação de risco. A resposta só virá com os jogos. Porém, se eu me colocar na posição do dirigente, também contrataria um goleiro desta envergadura disponível no mercado.

= Muricy Ramalho e eu sempre tivemos uma boa relação de trabalho quando ele atuava no Sul. Ainda no último Bem, Amigos, foi muito gentil comigo. Mas já há algum tempo o técnico cometia um engano que custaria caro no curto prazo; ele passou a acreditar no personagem que criou. O ranzinza, mal-humorado e não raro grosseiro nas entrevistas coletivas que defendia seu tipo com resultados de campo inatacáveis. Duas vezes campeão brasileiro com o São Paulo, vice na Libertadores 2006, Muricy avança a fronteira da cordialidade. No Palmeiras, depois de demitido do São Paulo pela fadiga dos metais, fez um trabalho ruim e acaba de ser demitido também.

Como é muito bom treinador, torço para que reavalie o último ano de sua carreira e mude a atitude. Só ele ganhará com isso. Na verdade, ele e o clube que vier a contratá-lo.

Postado por Maurício Saraiva

POR QUE ABBONDANZIERI??

18 de fevereiro de 2010 63

   Sinceramente não entendi a contratação do goleiro argentino. Grife? Status? O Pato, pra simplificar, já que o nome é complicado e grande, tem currículo, tem história. Isso sei bem. Mas, pelo que estamos acompanhando do que vem de lá, o goleiro que entrou pra galeria dos imortais do Boca, não vem bem. Há tempos não se destaca. Até banco tem sido. Afinal, porque da sua vinda?

   Pela idade, pela experiência, que o Inter ficasse com Clemer, ora. Esse sim com identificação de sobra. Clemer, a exemplo de Pato Abbondanzieri foi campeão de Libertadores, de Mundial de Clubes.

   Acredito que o Inter está se valendo bem mais da "marca", do que propriamente do profissional que está contratando. Não entendo. É um reforço que vem pra travar um processo de aproveitamento de jovens como Muriel. Se estão insatisfeitos com Lauro, porque não dar chance a Muriel? É garoto demais, não tem "cancha", falta sequência? É mas só vai ter esse know how se jogar. Se for à luta. Ou com Taffarel e Danrlei foi diferente??

  

Postado por Jader Rocha, POA

Uma lenta construção

18 de fevereiro de 2010 1

A vaia em cima de uma vitória de quatro a dois poderia ser um mistério, não fosse o jogo ter transmissão da RBSTV. Quem viu no estádio ou na telinha acompanhou a insegurança da atuação gremista em dois terços da partida. Só o início do Grêmio foi forte. Marcou o gol, seguiu forçando no campo do Veranópolis, mas por pouco tempo. Pelo desajuste do posicionamento dos volantes, o time da Serra passou a encontrar espaço no meio, equilibrou e começou a ameaçar Víctor. Neste delicado momento, Fábio Rochembach fez grande passe para Borges fechar o primeiro tempo em dois a zero.

Um capítulo à parte da noite foi a atuação individual de Ferdinando. O volante tem flagrantes dificuldades técnicas, mas costuma compensar com dedicação à frente dos volantes. O problema é que todo passe do camisa cinco gremista virou um buquiméqui; vai errar ou acertar ? A vaia foi crescendo, à medida que a atuação do time todo encolhia. Com o dois a zero do primeiro tempo, Ferdinando recebeu uma injeção de confiança do Silas e voltou para a segunda etapa.

Porém, a atuação dele não melhorou nada e a do Grêmio piorou. Erro de passe de todo mundo que vestia azul foi a tônica até o gol do Veranópolis. Para sorte gremista, o cansaço bateu no time visitante e a reação perdeu força. Mário Fernandes fez lindo gol - ele é jogador acima da média no time - e sepultou qualquer risco de crime. Ainda viria o gol de Hugo e o falha de Víctor, mas o Grêmio já estava na semifinal.

A construção de time no Grêmio é lenta. Ao contrário do que se preconiza, a equipe ficou pronta primeiro no ataque. O meiocampo ainda tem espaços vazios - Ferdinando está na mira - e a defesa ainda tateia.

Com tudo isso, o Grêmio ainda deve passar pelo surpreendente Inter SM. o trabalho de Bagé é espetacular e foi por ele que o São José se viu eliminado ontem no Passo D`Areia.

Postado por Maurício Saraiva

NA FRENTE TUDO CERTO, LÁ ATRÁS...

18 de fevereiro de 2010 13

   Ninguém ousa questionar hoje o que representa a dupla Jonas e Borges pro Grêmio. Na vitória de 4 a 2 sobre o Veranópolis, os dois,mais uma vez, foram fundamentais. Eles têm presença forte na área adversária. Combatem, brigam pela bola, marcam os zagueiros e quando têm a chance de finalizar, quase sempre se dão muito bem.

   Borges é um centroavante muito inteligente. É impressionante a maneira como se posiciona. Joga, preferencialmente, de costas pro seu marcador. Faz a função de um típico pivô, muito utilizado no futsal. A qualidade técnica também chama a atenção. É só lembrar do último gol, quando ele arrancou pela esquerda, quase do campo de defesa e fez o que quis com o zagueiro. O passe foi na medida pra Hugo concluir. Lá na frente, o Grêmio sobra. O problema é na "cozinha".

   Mário Fernandes está deslocado. E mesmo assim é um dos melhores do time. Fez um belo gol ontem, em lance de pura ousadia ofensiva. A dupla de zaga anda confusa. Rafael Marques e Maurício dão a impressão de que se confundem em termos de posicionamento. Se deixam envolver, por vezes até desprotegidos, mas são envolvidos. Com a chegada de Rodrigo, segundo o próprio Silas, a defesa ganhará experiência. O Grêmio levou gol em todos os jogos do ano. É problema sim.

   Vem aí a semifinal contra o surpreendente Inter/SM. O jogo é aqui, o favoritismo é do Grêmio. Mas o treinador gremista precisará minizar os erros. Em jogos desta natureza, um que aconteça, tende a ser fatal.

Postado por Jader Rocha, POA

Giuliano

16 de fevereiro de 2010 23

Ainda não consegui chegar à conclusão do pensamento de Jorge Fossati a respeito de GIuliano. O meiocampista foi o mais regular jogador do Inter no Brasileirão do ano passado. Quando saía do time por seleção ou lesão, o setor desandava. Ao retornar, o meiocampo tornava-se de novo robusto e competente. Tanta importância teve o meia para a campanha do vicecampeonato, que a direção apressou-se em comprar os 50 por cento restantes dos seus direitos federativos. Investia numa joia.
Chega Jorge Fossati e tudo balança. Nos treinos de pré-temporada, Giuliano andou até no time reserva. Quinta-feira contra o Juventude, Edu será titular na posição. É aí que entra o mistério; Giuliano estará no banco para ser preservado ? Suplente é sua nova posição no elenco ?

Fossati foi contratado por trazer ideias arejadas e novas para o contexto do Beira-Rio. Logo, tem direito de escalar o time que julgar melhor. Porém, respeitando o ponto de vista de quem é pago para eleger as peças, Giuliano deve ser titular do meiocampo do Inter, como de resto seria titular na imensa maioria das equipes do futebol brasileiro. Qualquer outra concepção nasce sob o signo da desconfiança.

Postado por Maurício Saraiva

JOELHOS: O DRAMA DO GRÊMIO

15 de fevereiro de 2010 13

   Bateu a miúda. Impossível falar em classificação, jogos decisivos, sem esquecer os dois episódios que marcam este começo de ano pro Grêmio. E justo num momento em que Silas está dando, ou pelo menos buscando, a identidade do time.

   Primeiro foi Souza. Lesionado com gravidade no GreNal de Erechim, o jogador que havia herdado a responsabilidade de se tornar o principal referencial técnico da equipe, pára por, no mínimo, seis meses. Menos ruim que Douglas chegou e assumiu esta posição. Poderiam jogar juntos. Podem, é o tempo correto. Quando Souza retornar, acredito que Silas poderá testá-los, nas duas funções de criação do meio-campo. Até lá, o camisa dez carregará o fardo. Ele e Maylson ao que tudo indica.

   Sábado foi a vez de Lúcio reviver o drama que quase acabou com a carreira dele. E exatamente na hora em que o lateral reafirmava-se. Havia tomado a posição de Fábio Santos na bola. Jogando mais. Infelicidade total no lance. Era uma bola perdida praticamente. Lúcio insistiu e levou a pior. O próprio jogador reconheceu ao final da partida que não precisaria ter forçado a barra. Pagou caro. O outro joelho não aguentou e lá se vai outra alternativa de Silas pro estaleiro. Cirurgia, recuperação física e psicológica. Mínimo de seis meses.

   As duas situações evidenciam o que vai ser do futuro imediato no Olímpico. Silas, que já tem opções reduzidas em função de outras lesões, recursos limitados e falta de nomes, passará pelo teste mais complicado. Encontrar alternativas que tornem o time igualmente competitivo. Equilibrar os setores. A defesa é, ainda, o grande ponto de interrogação. Serã jogos decisivos, um atrás do outro. Agora é a hora!

Postado por Jader Rocha, POA

SAMBA, FUTEBOL...GAUCHÃO

12 de fevereiro de 2010 2

   Salve gente! Têm sido dias corridos. Têm sim. Muito trabalho, graças a Deus.

   Tá começando mais um carnaval. Na Bahia, os foliões já despertaram pulando, seguindo os trios. Em São Paulo, tudo pronto pra primeira noite de desfiles. No Porto Seco também. Teremos, certamente, um bonito espetáculo aqui na nossa capital entre hoje e amanhã.

   Carnaval. Sem esquecer do futebol. Duas das maiores paixões dos brasileiros. Unidas no final de semana. Por aqui, rodada espetacular do gauchão, com times lutando até o último instante pela vaga à próxima fase. Rodada em que o termômetro e a temperatura, pasmém, se tornam, ou têm a pretensão, de se tornarem personagens principais.

   Estarei no Olímpico amanhã a tarde. Narro, pelo PFC, Grêmio e São José. Um jogo muito interessante. O time de Silas joga com força máxima, embora tenha se especulado de que pudesse ser misto. O treinador dá maior sequência àqueles que entende sejam os onze titulares da hora. Observa e entrosa a equipe na mesma proporção, ainda com alguma desconfiança por parte do torcedor, mesmo com a vaga antecipada na Copa do Brasil. Há de se corrigir o sistema defensivo. Zaga, aliás, que passará a contar com Rodrigo. Zagueiro vigoroso, de experiência e que pode contribuir bastante. É tempo de Borges, de Victor, de Mário Fernandes.

   O São José é uma grata surpresa. Time bem estruturado pelo Argel, ofensivo, bem postado em campo e que no caldeirão chamado Olímpico, quer acabar com a invencibilidade gremista. O Zequinha não é fava contada não. Dará trabalho ao Grêmio. Tem Pedro Carmona, Jefferson, Dadá, nomes nem tanto conhecidos, mas que fazem um Gauchão até aqui sem reparos.

   Lá na serra, Jorge Fossatti também não abre mão do que tem de melhor. Quer um Inter vibrante novamente. O treinador reconheceu que o grupo anda ansioso pela estreia na Libertadores. Mas trata de conversar bastante com todos. Trata de separar bem as coisas. Até pra que tudo não termine como uma grande frustração. É necessário ir bem em ambas. Ganhando confiança ao longo dos jogos. O Esportivo tende ser a vítima da vez. No campeonato estadual luta pra não cair e só. Alecsandro poderá ter o ingresso de Kléber Pereira ao seu lado em determinado momento do jogo. Mais uma alternativa, pro ainda indefinido ataque colorado.

   Vamos de novo pra essa mistura campeã. Bola, samba, carnaval, futebol, Gauchão!

  

Postado por Jader Rocha, POA

NO EMBALO DOS GURIS

10 de fevereiro de 2010 1

   Pra começar. Será às 19h30, hora de Brasília o jogo de estreia do Grêmio na Copa do Brasil. Vai gostar de uma confusão hein? É horário que muda, quase que o jogo começa na madrugada de quinta, mas não. Voltou pra origem e estamos conversados. Já chega o tumulto que virou a rodada final do primeiro turno do Gauchão no sábado. Quanta chatice!

   Dito isto, a primeira partida na competição nacional logo mais, traz boas perspectivas aos gremistas. O adversário é completamente desconhecido. O que se sabe é que lidera o matogrossense, bateu o Mixto por goleada. Mixto, por sinal, de Perdigão e Gabiru. E só. Tradição zero!

   Disse que as perspectivas são boas na medida em que Silas está disposto realmente a dar chance pra garotada. Mário Fernandes já não é novidade. É um dos titulares fundamentais no esquema, tanto pelo lado, quanto no miolo da zaga. Alterna com muito boa qualidade qualquer uma das funções.

   Outro que começa a buscar espaço e tem o respaldo do treinador é o zagueiro Saimon. Dezoito anos, passagens por diversas seleções de base e muita personalidade. Lembro bem do Saimon, ano passado, lançado por Celso Roth, atuando na lateral e na defesa. Outro polivalente.

   O Grêmio ganha vitalidade e dedicação. Pelo potencial dos dois, é de se esperar algo bem positivo pra logo mais em Rondonópolis. Ou alguém acredita em Papai Noel??

Postado por Jader Rocha, POA

O volante

09 de fevereiro de 2010 16

O técnico Silas conhece Ferdinando do Avaí e tem no jogador plena confiança. A passagem dos dois para o clube grande foi quase simultânea. O treinador veio antes, o volante, logo depois. Já nas primeiras partidas, ficou claro que a parceria não seria desfeita. Ferdinando é titular desde a primeira hora, a despeito das turbulências que só agoram começam a se dissipar.

Volante, como goleiro ou centroavante é cargo de confiança. Naquela posição, jogadores medianos sobrevivem por conta de força, determinação, liderança e outros quesitos que pouco ou nada tem a ver com a bola. Ferdinando se encaixa nesta definição de jogador capaz de garantir titularidade não por amizade ou bruxaria com o comandante, mas pelo que irradia aos companheiros. Os zagueiros talvez se sintam mais seguros com Ferdinando, o time pode precisar do seu vigor e da história de vida dele. O jogador começou tarde na profissão, foi pedreiro ou coisa parecida antes de enveredar pela bola e hoje está no Grêmio.

O ideal é que o meiocampo começasse por um passe melhor, uma visão de jogo mais apurada, uma técnica mais refinada, enfim. Mas Silas tem tudo isso na figura de Douglas. De Ferdinando, o treinador quer exemplo de determinação e segurança defensiva. É preciso respeitar a ideia do técnico, ainda que eu não esteja plenamente convencido de que ela seja a melhor.

Postado por Maurício Saraiva