Hoje, em meio ao turbilhão de coisas de um dia agitado, acompanhei a troca de "gentilezas" entre Dunga e Johan Cruyff. Pra quem não teve a oportunidade. O holandês, cérebro da Laranja Mecânica dos anos 70, afirmou que não pagaria ingresso pra ver o time de Dunga. O treinador da seleção, devolveu, dizendo que o ex-craque holandês deveria ter ingresso de graça pra esse jogo.
Em véspera de uma decisão como essa, entrar num bate boca, por mais "leve" que seja, não cabe nada. Não acrescenta. Dunga já tem marcada na trajetória como técnico, vários destemperos, deslizes. Não precisava revidar. Passasse por cima, deixasse Cruyff falar sozinho. Ele quer manchete, quer desviar o foco, buscar algo que esconda uma possível fragilidade de sua seleção. Como já escrevi aqui, é tradição de cinco títulos, contra um adversário qualificado e que pode decidir nas individualidades. Ponto pro Brasil.
Agora é hora de concentrar forças pra acertar na escalação. Colocar em campo a formação que pode render uma vitória empolgante, histórica e que nos classifique pra mais uma semifinal de Copa. Bate boca é ruim, sempre. Deixa assim, Dunga. Responda em campo. Agora é só na bola!
