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Reagindo para ser campeão

16 de maio de 2011 5

Tudo que faltou ao Inter nos tempos mais recentes apareceu no Olímpico em quantidade suficiente para fazer do time colorado o campeão gaúcho de 2011. Capacidade de reação diante da adversidade, eis o que pedia o torcedor que viu sua equipe perder candidamente para o Mazembe, ser surpreendida pelo Penharol e perder a primeira das finais do Gauchão no Beira-Rio. Com o treinador anterior ou o atual, os jogadores colorados não conseguiam sair da dificuldade e revertê-la.

Para mexer certo, Falcão escalou errado. O time improvisado em todos os setores não fez frente ao Grêmio e esteve perto de ser goleado. O técnico colorado fez a leitura do erro em tempo e corrigiu simplificando. Kléber é lateral-esquerdo ? Foi jogar no seu lugar. D’Alessandro é meia de articulação ? Foi articular. Para reacertar a equipe, Falcão fez entrar Zé Roberto e viu o desacreditado jogador fazer sua melhor partida desde que chegou ao clube. Foi meiocampo fechando o lado sem a bola, mas foi principalmente atacante vertical quando da retomada.  O Grêmio que era dono do jogo deixou de ser.

Depois de virar em 2×1, o segundo tempo foi espetacular como era de se prever. Abriu de lado a lado, erros e acertos eletrizavam azuis e vermelhos. Foi num erro primário da defesa gremista que Zé Roberto cavou pênalti cometido por Víctor. Num erro não menos grosseiro de Renan o Grêmio fez o segundo e levou a decisão para as penalidades. A partir daí, qualquer resultado seria justo. O emocional decidiria o Gauchão. Renan viu ali a chance da redenção, pegou três cobranças e contribuiu decisivamente para o título.

Colorados comemoram com justiça, mas não podem esquecer que há uma defesa por rejuvenescer, um lateral-direito titular por contratar e um atacante a fixar ao lado de Damião. O Grêmio precisa de mais titulares e mais jogadores de grupo. Tem menos recursos, terá que ser criativo como Paulo Odone já foi outras tantas vezes como dirigente.

O Brasileirão vem aí. 

Comentários (5)

  • joao diz: 16 de maio de 2011

    E o Inter além de lateral. alé de zagueiros, além de atacante e além de ter um time sem passividade, percisa de treinador ou, então, que o Falcão pare de inventar, ele não é o professor Pardal. O que ele fez ontem foi atestado de insanidade. O Juan não é lateral, nunca foi, e o Kleber não é meia. O D’Alessandro tem que jogar livre, criando, armando e ensebando a bola.

  • Marcio Luciano Oliveira diz: 16 de maio de 2011

    O Grêmio tinha uma grande vantagem. Uma vantagem de até poder perder, de modo que se pode dizer que jogava pelos três resultados que existem no jogo de bola: vitória, empate e derrota. O Inter jogava pelo imponderável.

    Como se quisesse testar seus limites, os colorados foram a campo bagunçados. Kleber deixou de ser displicente na ala para ser displicente no meio e assim o Grêmio abocanhou os espaços, a bola, o jogo. Um a zero com Lúcio, gol desmoralizante pela falha amadora da linha burra.

    Como sair dessa enrascada? É claro que o Inter tem tamanho para um feito desses, mas com que armas, neste domingo de Olímpico lotado? Com Zé Roberto, esse pecador que tanto despreza a bola que Deus lhe deu? Com Renan, o goleiro das coberturas no primeiro jogo?

    Sim, com Zé Roberto. Uma cavada para cima de Rochemback e o passe para o giro de pivô de Damião; um escanteio pingado que se transformou no gol de Andrezinho que, bravo saci colorado, já se segurava em uma perna só; e uma descida em diagonal no buraco da defesa para sofrer o pênalti que D’Ale guardou.

    Como tu és absurdo, Zé Roberto, com toda essa ginga e toda essa bola, com toda essa vocação decisiva, precisas do acaso para sair do banco e escrever teu nome no Grande Livro Vermelho da História do Maior Campeão do Estado do Rio Grande do Sul. Mas obrigado, Zé Roberto, te agradece o cronista, pelo personagem que tu foste esta tarde, driblando contra a multidão azul, como se um punhal houvesse rasgado o céu para fazer escorrer sobre Porto Alegre um sangue vermelho, teimoso e valente.

    Sim, com Renan. De que lado tu estás, Renan? Tu és aquele goleiro indeciso diante das bolas alçadas, ou aquele que cresceu para cima de Júnior Viçosa, impedindo que o campeonato se decidisse já antes dos vinte minutos? Quem és tu, Renan, para soltar a bola dominada após a virada heróica?

    Renan esteve para ser o goleiro que assistiria a festa de Victor, que defendeu dois pênaltis. Mas, sabe-se lá de onde, talvez daquela mancha vermelha de colorados espremidos entre tantos gremistas, talvez de seus melhores sonhos de guri que queria ser goleiro, Renan foi buscar a força para defender três pênaltis. E quem mais para converter o pênalti final se não esse inacreditável Zé Roberto?

    O Grêmio teve tudo para ser campeão. A vantagem, o gol inaugural, a falha do goleiro adversário que o devolveu ao jogo quando tudo parecida perdido. Se fosse um outro campeonato, um outro clássico, o time na posição do Grêmio teria vencido. Mas era um Gre-Nal, esse acontecimento que não se explica pela lógica, que se vence com a alma. E porque o Gre-Nal é algo que vence com a alma, a festa é vermelha.

    Zé Roberto saiu do banco para decidir. Renan foi do inferno ao céu. A torcida do Grêmio, antes festiva, saiu do Olímpico em uma procissão muda, calada de tanta dor, tentando entender o que acontecera momentos antes. Afinal, para espanto dos tricolores, o Imortal do dia foi o Internacional.

    Há muitas coisas que o futebol pode fazer. Mas um campeão como esse Internacional, um campeão de alma, só o Gre-Nal. Absolutamente só o Gre-Nal.

  • heloisa diz: 18 de maio de 2011

    Maurício! Eu te deixei um recado no teu outro blog. Eu pedí para que dissesses ao Jader que eu gostei muito do grito de Tarzan que ele deu no gol de pênalti do Zé Roberto!…Foi de fazer inveja ao Johnny Weissmuller!

  • Juliano diz: 27 de agosto de 2011

    Olá gostaria de divulgar este vídeo sobre o dvd dos 100 anos do brasil de pelotas que é em 7 de setembro desse ano… também gostaria de comentar a caravana xavante em Caxias semana passada… segundo o bordero disponivel no site da CBF mais de mil torcedores foram acompanhar o xavante… coisa cada vez mais rara em todo o país para um time do interior. Os moradores de Caxias viam a fila de mais de 20 onibus escoltados pela brigada militar e não entendiam nada… como ainda existimos depois de tantos titulos da dupla grenal? 100 anos! faltam 12 dias para o centenario desse fenomeno que nao tem explicação!

    o video que se vc achar interessante os xavantes ficaram contentes: http://www.youtube.com/watch?v=yS149uLbDEY

    Abraços!

  • Paulo Rech diz: 20 de outubro de 2011

    Boa tarde a todos os leitores e jornalistas aqui presente:

    Primeiramente gostaria de comunicar a todos que Porto Alegre esta fora da copa das confederações por escolha dos governantes e lhe explico o por que:

    1° estamos a 2 horas e 15 minutos de voo de Porto Alegre – RS até Rio de Janeiro – RJ (mais tempo perdido nos aeroportos) ou seja o Rio de Janeiro é a cidade mais próxima e ja se perde um tempo enorme isso corresponde a cansaço, qual a moral de faze jogos da copa no sul do país se os demais jogos serão no sudeste e nordeste do brasil com voos diretos entre eles.

    2° aqui no rio grande so sul não enche os estadios, e quando o pessoal vai é só pra cornetia, exemplo ultimo jogo da seleção em Belem, estadio lotado e a torcida gritando e apoiando.

    3° existe todo um favorecimento para o nordeste (tropa de vadio) quando o RS foi favorecido? Nunca.

    4° a imprensa do centro do país não gosta dos gauchos, então porque vir a Porto Alegre.

    5° os gremistas que NUNCA ganharam nada, copa do mundo era a antena q minha vó usa emcima da TV e q existia apenas dois continentes não tem o que comentar.

    6° a arena é o estadio do gremio? ou dos baiano?

    7° não vou enumerar mais motivos.

    Sds,

    Paulo

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