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Um presidente visionário. É elogio.

09 de novembro de 2011 0

Luís Álvaro Ribeiro é um destemido, já tinha deixado claro quando bancou Neymar na primeira vez em que se falou em sua venda para o futebol espanhol. Como prêmio pela audácia, a conquista da Libertadores da América e presença garantida no Mundial em Yokohma na perspectiva de enfrentar o melhor time do mundo, o Barcelona que queria Neymar.

Luís Álvaro Ribeiro foi adiante. Com o sucesso do seu atacante, candidato a melhor do mundo pela FIFA, o assédio sobre ele tornou-se mais pesado. Não só por parte dos clubes interessados, mas também com a pressão de gente do futebol brasileiro interessada em vê-lo vendido para obter lucro tabelado na negociação. Tudo parecia tão natural, que todos os admiradores do futebol do jogador se preparavam para vê-lo só pela tv em jogos da Seleção e na transmissão dos jogos do campeonato do país campeão do mundo. Havia até uma espécie de resignação, o inevitável poder financeiro da moeda forte - ainda que combalida - rapinando o terceiro mundo. Tudo no script, não fosse o presidente santista um visionário.

É elogio.

Luís Álvaro Ribeiro acaba de anunciar a permanência de Neymar até 2014, ano da Copa. O ano de 2012 é de centenário santista, Neymar jogará a Libertadores, Ganso também. Na entrevista em que anunciou a ampliação do contrato com multa rescisória mais cara, o dirigente disse que espera ver o Santos no médio prazo se transformar no clube mais popular do Brasil. Parece sandice, considerando haver Corínthians e Flamengo no eixo SP/RJ. Mas passo a não duvidar da projeção do presidente do Santos, o dirigente mais audacioso e revolucionário do Brasil.

Neymar age absolutamente certo. Não há por que sair do país para ficar rico; ele já é um homem rico jogando na sua terra, perto da sua gente e idolatrado pela juventude que identifica nele criatividade e sucesso. Se fosse agora para o Barcelona ou Real Madri, talvez sobrasse dos onze, é uma cultura europeia não haver tanta distinção entre titulares e reservas. A pergunta é : Neymar precisaria correr este risco ? Para provar o que e pra quem ? Não. Neymar segue titular absoluto no Santos, potencial condutor de novos títulos do seu time, titular da seleção brasileira e admirado por quem aprecia futebol de primeira.

Estou feliz em escrever uma coluna que ao invés de lamentar a perda de um craque para o futebol estrangeiro, exalta a audácia e a visão de mundo de um dirigente diferente. Parabéns, presidente do Santos.

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