A conslusão da primeira etapa do Plano Integrado Socioambiental, que é a operação da Estação de Tratamento de Esgoto da Serraria, deveria ser entregue em agosto deste ano, mas vai ficar para metade de outubro. O motivo, segundo a prefeitura, é a demora na chegada de equipamentos considerados fundamentais para a conclusão dos trabalhos. Conforme o engenheiro coordenador do PISA, a ETE Serraria depende de 30% a 40% de máquinas importadas, muitas vindas da Alemanha. Os equipamentos demoraram mais do que o previsto devido a operação padrão da Receita Federal, que acontece desde o dia 16 de junho. Valdir Flores diz que algumas delas devem chegar somente no dia 19 de setembro.
Somente depois da chegada dessas máquinas é que a obra pode ser concluída. A operação da Estação de Tratamento de Esgotos da Serraria começa com a abertura de um dos oito módulos. Segundo Flores, os outros módulos serão abertos na sequência, conforme liberação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental, até a operação total.
Depois de pronta, a Estação de Tratamento da Serraria terá capacidade de tratar mais de 2.500 litros de esgoto por segundo, das regiões da bacia do Cavalhada, Centro e Restinga. A colocação dos tubos para finalizar o último trecho do emissário subaquático também está em fase de conclusão e faltam pequenas interligações. A nova rede, somada à estação de tratamento na Serraria, deve ampliar de 27% para 77% a capacidade de tratamento de esgoto cloacal de Porto Alegre.

