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Posts na categoria "campanhas"

Quando ser de oposição era risco

06 de outubro de 2012 0

Houve um tempo em que fazer campanha era uma atividade de alto risco no Brasil. Em 1968, o advogado Índio Vargas, que concorria à Câmara da Capital pelo MDB, viveu uma situação que evidencia o controle do governo militar sobre a oposição.

Na sua vez de falar – ao vivo – na TV, Índio aproveitou o espaço para denunciar a prisão de estudantes no congresso da UNE em Ibiúna-SP. Enquanto falava, uma luz se apagou no estúdio.

— O cinegrafista da TV Gaúcha avisou: “Te tiraram do ar. E eles costumam ficar aí na frente esperando. Podem te prender na saída” — lembra o advogado.

Para não ser detido, Índio saiu pelos fundos, desceu uma ribanceira até a Vila Cruzeiro e foi de ônibus até a casa de um primo, onde ficou escondido. Quando voltou ao seu comitê, surpreendeu-se com a presença de pessoas estranhas, que diziam ter visto o programa e ofereciam apoio. Eleito com mais de 4 mil votos, a quinta maior votação da cidade, o vereador acabou cassado 28 dias depois de assumir o cargo.

MINICOMÍCIOS

Dez anos depois da eleição de Índio Vargas, José Fogaça, então um jovem candidato do MDB, não podia falar na TV (a propaganda exibia apenas as fotos dos candidatos) e usava uma tática para driblar as restrições aos comícios:

— A gente fazia minicomícios. Com um megafone, falávamos cinco, 10 minutos, e nos dispersávamos antes de a polícia chegar.

A estratégia funcionou. Nas duas eleições que disputou durante a ditadura (1978 e 1982), se elegeu deputado estadual e federal, respectivamente.

Quando o trem de Jânio varreu o Estado

25 de setembro de 2012 0

Foto: Última Hora, BD

Em 1960, quando as grandes distâncias entre os municípios gaúchos eram vencidas principalmente de avião e de trem, o candidato a presidente Jânio Quadros adotou a segunda opção para percorrer o Estado. E deu certo.

A estratégia, usada apenas no RS, foi sugerida pelo político gaúcho Walter Peracchi Barcellos. No resto do país, Jânio levava sua vassoura (símbolo da campanha) de avião.

O trem janista saiu de Porto Alegre e foi até Uruguaiana, parando em todas as cidades no caminho, onde a comitiva era recebida com festa na estação. Na maioria dos lugares, o comício acontecia na própria gare. O efeito publicitário foi arrasador.

Eleito presidente, Jânio foi o vencedor também nas urnas gaúchas, com mais de 540 mil votos, derrotando o Marechal Lott – que tinha o apoio do PTB, na época a sigla mais forte no Estado.

Um jingle que ficou na história

15 de julho de 2012 0

Alguns jingles de campanha sobrevivem aos poucos meses de disputa eleitoral e ficam na memória dos eleitores, para sempre indissociáveis do imaginário do momento político em que foram compostos e tantas vezes executados.

Um desses hinos é o jingle da campanha de Aldo Pinto nas eleições de 1986. O candidato não venceu a disputa pelo Piratini, mas a música ganhou os corações de muitos eleitores.

Na sexta-feira, a colunista Rosane de Oliveira reuniu, na redação de ZH, Aldo Pinto e o músico Hermes Aquino, o autor do jingle. Confira o vídeo do encontro, apresentado pela jornalista Letícia Duarte: