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Sexta-feira de um assunto só

28 de maio de 2009 8

As esquinas da cidade – de todas – já têm assunto para sexta-feira: o fim da pendenga que agoniou o governo do Estado durante um bocado de tempo. É dia de cobrar as apostas – os apaixonados por política apostaram, alguns pesadamente. Será isto que chamam de jogo político? Nesta sexta haverá a publicação dos pareceres dos analistas, das conclusões dos cientistas políticos e até mesmo a gabolice dos que arriscaram um palpite – a chance de acerto era 50%, uma moleza! – e se apressarão a alardear um pedante “…conforme eu havia antecipado…”.

Uma coisa é inegável: o vencedor sai reforçado do julgamento do TSE. De líder que era, passa a ser líder com estrelinha. Tomara que não caia na tentação do lugar comum, aquele chavão do “eu sempre confiei na Justiça”. A política está precisando de alguma originalidade, moço. E é em nome desta originalidade reclamada que não se usará aqui o velhusco “ao vencedor, as batatas”, até porque a comemoração foi e será com champanha, não é sempre assim?

Ah, dirão, mas tudo isto poderá mudar, não duvide da competência dos advogados. Até pode, mas é difícil. Decisão de Tribunal Superior geralmente é final de novela. E esta novela durou tempo demais. Não vale a pena ver de novo. Foi justa a decisão? Eis aí algo que jamais será pacífico. O resultado não mudará um único convicto em nenhum dos dois lados. Nem mudará, o que é lamentável, os procedimentos dos candidatos de campanhas futuras.

Segunda-feira o papo das esquinas será a rodada do campeonato de futebol. Não é sempre assim?

Postado por Valther Ostermann

Comentários (8)

  • Gerson Luiz diz: 29 de maio de 2009

    Pode até ser que os julgados saiam politicamente fortalecidos agora, porém no futuro não vai ser por esse caso ou o pelo que o atual Governo do Estado fez durante sua administração que ele vai ser lembrado. Será lembrado pelo seu descaso com a preservação da natureza, pela criação de um código ambiental sem escrúpulos, pela devastação da Mata Atlântica. Nass próximas gerações, quando estudarem História ou Ciências Naturais, o governador LHS será sempre lembrado como o ¨Inimigo da Natureza¨.

  • Isabel Ferronato diz: 29 de maio de 2009

    Para mim tanto faz se é político do PMDB, PP, DEM, PT, PSDB, ou outro partido que é processado. Político costuma prometer uma coisa e fazer outra, só por isso merecem um processo. Quero confiar na Justiça, crer que a decisão dos ministros do Tribunal é séria. Eles, passaram dias debruçados sobre o processo, e no final seis entenderam uma coisa e um – logo o presidente do TSE -, entendeu outra. Essa é uma situação em que a unanimidade, tanto para um lado como para o outro, seria inteligente

  • Ramon diz: 29 de maio de 2009

    Olhando a coisa sem nenhum sentimento partidário, fica uma única satisfação em relação ao caso. Assistir os juízes justificando seus votos e comentando cada vírgula sobre os fatos enfim podemos ter um sentimento de justiça. Não porque o governador foi absolvido, mas sim porque os responsáveis pela decisão não deixam dúvidas sobre sua capacidade de julgar. Inteligentes e educados, ali quem manda são seres bem diferente do que acontece na câmara e no senado.

  • Julio de Blumenau diz: 29 de maio de 2009

    Se o que Luiz Henrique fez, não foi o bastante para perder o cargo, então tá tudo perdido mesmo. Reconhecendo as irregularidades, que até cego viu, o Tribunal salvou a pele do homem. Não faria falta nenhuma. Afinal ele não governa para o povo. Não temos médico, escola, creche, segurança, estrada, remédio e dignidade. Tambem não sabemos votar.

  • Julio de Blumenau diz: 29 de maio de 2009

    Valther estrelinha me lembra boina verde, fuzil e algema. Não queria esta estrelinha que voce diz que LHS recebeu. Nesse teatro de ontem a noite em Brasília, quem saiu perdendo foi a novela da Gloria Peres e a Globo, já que as atenções se voltaram para a TV dos homens do Tribunal. Estrelinha da vergonha!

  • Marcelo Pires diz: 28 de maio de 2009

    O que me espantou acompanhando pela TV o julgamento, foram as cifras da propaganda de governo as quais os nobre ministros acharam estar tudo certo. Amim falava em 56 milhões mas foram “só” 16 milhões. Já pensou que poderia ser feito em escolas e hospitais com 16 milhões?

  • Isabel Ferronato diz: 28 de maio de 2009

    Os ministros do Supra-Sumo são umas simpatias. Acho até que eles é que deveriam nos representar e não os políticos. Seis ministros não viram potencialidade nas denúncias contra o governador, só o presidente do TSE, ministro Ayres Brito, viu. No julgamento anterior, interrompido, o placar parou em 3×0 contra o LHS, SEM O VICE. Hoje, COM O VICE, terminou em 6×1 a favor. ¨Visse¨ a força do vice? Isso que é potencialidade! Só para constar: o time do coração do ministro Ayres Brito é o (Vice) Vasco.

  • Valdemir Nicoletti diz: 28 de maio de 2009

    Lamentável a decisão da corte. Julgaram irregular os atos do LHS, porém não quiseram cassa-lo por não acharem a potencialidade dos fatos. Ora, irregularidade é irregularidade, então não é o peso da abrangencia a meu ver que deve contar, e sim a irregularidade que houve! Sinceramente lamentável. Seria o mesmo que aceitar o crime, desde que ele não tenha repercussão de peso. Daqui pra frente, me preocupa oque farão outros candidatos em termos de campanha.

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