Ronaldo, o fenômeno, voltou para o Brasil e se deu bem. Está feliz. Além do talento intacto, teve uma ajudinha entusiasmada da crônica esportiva, carente de ídolos. Nós também, para ser franco.
Agora é Adriano, o imperador, que faz o caminho de volta. Encontrou a alegria perdida voltando às origens, aos amigos de infância, fazendo gol pelo Flamengo em pleno Maracanã. Ronaldinho gaúcho também quer voltar. Não será o último, neste movimento de reversão.
Exílio, nem espontâneo. Chega o momento em que a saudade do ninho bate forte, e aí dá aquela vontade de voltar para a terra que tem palmeiras onde canta o sabiá.
Lembra, por analogia, os versos de Fernando Pessoa:
“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia...”
Postado por Valther Ostermann
