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Vale também o talento

17 de junho de 2009 12

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, por oito votos a um, pelo fim da exigência ao diploma de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.

“É fácil perceber que formação específica em curso não é meio idôneo suficiente para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros.” (Gilmar Mendes)

“Nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade é não restringir nada. Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra.” (Ayres Brito)

“Não existe no exercício do jornalismo nenhum risco que decorra do desconhecimento de alguma verdade científica.” (Cezar Peluso)

Postado por Valther Ostermann

Comentários (12)

  • Bueno diz: 18 de junho de 2009

    Aproveitando o assunto, no Brasil há um forte mercado de diplomas. Desde o pré-vestibular até a pós-graduação. Todo tipo de diploma esta a venda. Minha esposa participou de um concorrido concurso na Capital. Tirou 9,7 na prova. Ficaria entre as 5 primeiras colocadas. Mas ficou na 100ª colocação, pois as 95 candidatas à sua frente, com notas inferiores (algumas com nota 5) apresentaram “diplomas” de pós-graduação.
    Se isso contribuiu para o aperfeiçoamento delas? Sei lá. Mas os pontos ajudaram.

  • Julio de Blumenau diz: 20 de junho de 2009

    Com a medida suprema do tribunal de Justiça autorizando qualquer cidadão a ser jornalista, certamente aumentarão os: “vão vir, no sentido de, vão estar, vou estar vendo, vão ir”. Ui.

  • Julio de Blumenau diz: 18 de junho de 2009

    Valther, fico imaginando o que diriam Marcuse, Adorno, Horcheimer, Habermas teóricos da Escola de Frankfurt. Com esta medida do STF, esta decretada a burra ditadura nos meios de comunicação. Qualquer espertalhão sem nenhum compromisso moral, social ou acadêmico, pode fazer uso da imprensa, para iludir, enganar e manipular a sociedade.

  • Deoclécio diz: 18 de junho de 2009

    Como qualquer diplomado que estudou, não vai gostar de ver essa notícia. Mas a verdade também é que diploma não traz integridade e ética a nenhuma jornalista e muitos estão precisando. Não gosto de jornalistas e comento nesse blog porque os da RBS e o Valther não fazem aquele tipo sensacionalista apelativo que vemos tanto. Ainda sim sou a favor do diploma, talvez os cursos devam ser repensados.

  • Pessoacomum diz: 19 de junho de 2009

    Agora os jornais já podem escalar jornalistas sem diploma para entrevistar o presidente Lula e coletivas. Assim, quando o presidente disser algo do tipo: ¨Não TENHO MAIS O HÁBITO de ler jornal DE MANHè, os jornalistas mais perceptivos e menos conceituais vão entender o óbvio: que o presidente não tem mais o hábito de ler jornais DE MANHÃ, e não que NÃO LÊ jornais. Simples assim.

  • Pessoacomum diz: 18 de junho de 2009

    “É fácil perceber que formação específica em curso não é meio idôneo suficiente para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros.” (Gilmar Mendes). Formação específica não evita riscos à coletividade nem na profissão supra-sumo da Justiça brasileira. Mas vá lá, jornalistas estão provando do próprio antídoto: ¨ampla e irrestrita liberdade de expressão¨, estendido agora aos colegas Sem Diploma. Imitando Lula e os teletubes: isso é bom para o fortalecimento da democracia.

  • Elton Peters diz: 18 de junho de 2009

    Olha, que diploma não traz ética e integridade é fato, mas é um absurdo concordar com isso.
    Quem defende a desnecessidade de diploma para o exercício de certas profissões é porque é vadio e sem cultura.
    Há coisas que apenas a prática ensina, mas a cultura, o conhecimento e o senso crítico que a Universidade propicia são fatores intangíveis.
    Não é em vão que as universidades são chamadas de “Academias“(para quem sabe o que esta expressão significa).

  • Rui Fontoura diz: 18 de junho de 2009

    Bem-vindos à selva do livre mercado, jornalistas. Os publicitários os saúdam.
    Sou publicitário formado, e acho que demorou pra cair essa obrigatoriedade.

    Se diploma valesse não teríamos nem Guanaes nem Mendonça nem Zaragoza nem Olivetto nem Francis nem Kfouri nem Forastieri nem…vá lá… Mainardi. Quem é competente, se estabelece.

    Espero que outras profissões, como design, turismo, telecom, informatica, etc. agora também parem de querer criar pelegos e vão trabalhar.

  • F.Pamplona diz: 18 de junho de 2009

    Gilmar Mendes é a maior vergonha da história do poder judiciário nacional. Apadrinhado pela Rede Globo, deita e rola no STF, com decisões esdrúxulas e inconsequentes.

    Se a imprensa blumenauense já está cheia de incompetentes sem formação – que, além de destruir nossa língua portuguesa, são mestres em leitura de relises -, como será daqui alguns anos, sem a exigência do diploma? A academia é desnecessária para descobrir os fatos, mas é essencial para tratar a informação.

    Futuro tenebroso…

  • Deoclécio diz: 19 de junho de 2009

    Alguém formado em letras pode tratar melhor a informação.

  • F.Pamplona diz: 18 de junho de 2009

    Com relação ao meu comentário anterior, antes que me rotulem de anti-Globo ou revoltado, o recurso foi interposto pelo Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo). Preciso dizer mais alguma coisa?

    Ok, eu digo! Procurem pelo nome de um dos âncoras do jornalismo da emissora nesses dois links: http://www.tvjustica.jus.br/quem_somos_conselho.php e http://informatica.jt.gov.br/portal/page?_pageid=193,190494&_dad=portal&_schema=PORTAL

    Que boquinha FEDERAL, hein?!

  • juca deschamps diz: 22 de junho de 2009

    Parabéns à lucidez de Rui Fontoura, que nem o conheço. Sobre essa “estória”, e contra alguns alarmistas de plantão, tão zelosos da ética, admita-se que ela não é curricular, é nata. E se faltar a ela, CPC. Nada mais, nada menos!

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