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Joburg, África do Sul

26 de junho de 2009 1

Valther, ontem foi um dia muuuuuuito frio, à noite, no estádio diziam estar 10 graus, mas a sensação térmica era de menos 5, e a seleção ajudou a aumentar esta sensação. Jogando devagar, parecia que ja estavam ganhando de uns 5 a zero. Não foi fácil ver este jogo, e acredito que você tenha a mesma opinião. Aqui em casa, lareira acesa, a cada 10 minutos eu mexia no fogo, colocava mais uma acha de lenha, o quarto ficava mais quentinho, mas o coração estava gelado. De raiva, de frustração, de ansiedade. E finalmente o D.Alves marcou aquele gol salvador. Com aquela cara de mau. Com aqueles olhos de felino. Com aquele chute maravilhoso!!! e eu pensei: bem, para salvar este time, só Deus. E Ele veio em forma de D, d de Daniel, Daniel Alves. Nada como ser brasileira. Sai hoje cedo e fiquei “auscultando” o povo. Negros, indianos, portugueses, todos com a mesma opinião. O Brasil jogou pedrinhas, mas o Daniel Alves é um espanto. Ninguém fala que a ADS melhorou, jogou como nunca e perdeu como sempre (essa é por minha conta), ninguém fala em Modise, Tschabalala ou Piennar. Todos falam da maravilha que é D. Alves.

É bom ser brasileira!

Mariana Klueger

Postado por Valther Ostermann

Comentários (1)

  • Pessoa Comum diz: 26 de junho de 2009

    Gostei do post enviado pela Mariana. Manda mais Cartas da África. Li que uma dupla brasileira de cantores nordestinos que moram por lá, reuniram torcedores das duas seleções, na saída do estádio, e cantaram e dançaram, confraternizando. e que, após o jogo, os torcedores africanos pouco estavam ligando para a derrota. Muito diferente daqui, onde a rivalidade é sutilmente incentivada pelos técnicos de plantão da imprensa esportiva.

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