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Mistério que perdura

26 de junho de 2009 20

Tinha o tempo das pipas.../Divulgação

Todos fomos crianças. Sou de um tempo em que jogávamos bolinhas de gude, rodávamos pião, jogávamos bilboquê e soltávamos pipas – era pandorga, lá no Alto Vale.

Expliquem aí, os tão antigos quanto eu, o que era cada qual às crianças de hoje, pois do que quero falar é de um mistério.

Até hoje me intriga como sabíamos a época de cada brinquedo. Lembro muito bem que não me lembro como, em determinada época do ano, amanhecíamos com bolinhas de vidro no bolso, todos, e aí era uma febre. Sem “combina”, como se um despertador biológico nos acordasse para os jogos. E então, depois de um tempo, a febre sumia e logo vinha outra, e aí amanhecíamos construindo pandorgas. Era como as estações do ano, no tempo em que havia estações do ano. Vai ver, acabou uma porque acabou a outra.

Um mistério, para mim. Vivi aqueles ciclos, tenho saudade.

Postado por Valther Ostermann

Comentários (20)

  • Bueno diz: 30 de junho de 2009

    Pois é, Nicoletti. Quem sabe o Valther não encabeça um “festballgude”? hahaha…Bem, eu tenho uma caixa cheia de Tex e alguns exemplares dos Super Heróis Marvel. A bolinha de gude deve ser facil comprar, e depois da pra fazer umas “tróquis”. Mas será que conseguiremos encontrar um bom “campinho”? Abraços

  • fulvio campos santos diz: 30 de junho de 2009

    pode acreditar meu amigo, infancia foi o nosso tempo, hoje estou com 50 anos, ainda estou conseguindo seguir a tecnologia, pois faz parte da minha profissão, mas vejo a juventude privada da infancia por imposição dos pais, que parecem querer que seus filhos se tornem adultos antes do tempo. saudade das brincdeiras com a turma da rua la em são josé

  • Sidnei Venturi diz: 28 de junho de 2009

    A gente andava na carroça da prefeitura que recolhia o capim qdo a turma de funcionários capinavam as ruas de terra no Água Verde, na época Jaracumbá (acho que é isso.
    Putz…parece coisa do século 19. Nao sou tao velho assim, mas na década de 70 tinha carroça na prefeitura de Blumenau sim.
    Valeu Valther…agora tu me arrepiou !!

  • Edson Luiz Marques diz: 27 de junho de 2009

    Sim! Também tenho saudade dos tempos de outrora, final de 60 e anos 70, quando íamos ao matinê das 14 horas no Cine Dom Bosco de Rio do Sul, e levávamos gibis para trocar antes do filme. Não interessava a película, o que importava era encontrar amigos aos finais de semana. Meu emprego foi aos 14 anos (1970) na Rásio Difusora Alto Vale de Rio do Sul, onde tive o prazer de trabalhar com o Walther Ostermann, PP Andriani, Bandeira, Carlito Melo de Liz, Nilton Santos, etc,,, Que saudades!

    E tudo (sempre) parece que foi ontem, Edson…

  • Lua Nua diz: 27 de junho de 2009

    E ainda tinha o bambolê e outro brinquedo que acho que se chamava bate-bag (2 bolas de nylon amarradas as 2 cordas) onde o erro era fatal e machucava os dedos. Sempre penso nessa coisa de inconsciente coletivo, nesse caleidoscópio de vida onde as crianças brincavam com os mesmos brinquedos, mesmo sem termos a agilidade de comunicação que temos agora.

  • Claudio diz: 27 de junho de 2009

    Era bem assim! Bons tempos. Será que era marketing (já existia, mas não tinha sido descoberto) das lojas? De alguma forma, sim. Era o caso das bolas de gude (por aqui, clicas): durante um tempo imperavam as “de carambola”. Mas como explicar a moda das de aço ou gesso, ambas vindas de refugos da Indústria?

  • Claudio diz: 27 de junho de 2009

    Eu de novo. Me lembro de tudo. No intervalo das aulas corria-se para jogar e, quantas vezes, o lanche preparado com amor pela mãe era deixado de lado. No jogo de clicas podia-se optar pela modalidade “bóca”. Escolhia-se a melhor das nossas bolinhas, eleita a “Joga”. O que não se admitia era “fulanga”. Pronto, Valther, entregamos nossa idade.

    Sei não… acho que nossa cara é quem entrega mais… rs

  • Valdemir Nicoletti diz: 27 de junho de 2009

    Saudades… saudades de tantas coisas, tantas brincadeiras em grupo onde as amizades se fortaleciam e o respeito era bem maior entre as crianças em relação aos dias de hoje. Não se ouviam tantos palavrões. Como disse o Cláudio de BC, no intervalo das aulas, era aquela festa no pátio da escola jogando clicas, sem falar nos álbuns de figurinhas folheados orgulhosamente por estar quase cheio. Nos fins de semana, subíamos em árvores, brincavamos de esconde esconde… tantas saudades da década 70/80.

  • Iara diz: 27 de junho de 2009

    Ah que saudades dos jogos de bola de gude (em Joinvile `pecas`). Embora sendo meninas, era `fera` no jogo de pecas, tinha um saquinho cheio delas. As `carambolas` e `batatonas` (pecas gigantes), eram geralmente conquistadas nas disputas.Bons tempos.

  • Carlos Tonet diz: 29 de junho de 2009

    A febre da troca de gibis também começava de maneira misteriosa.

    De repente, também sem combinar, a gente começava a levar Tio PAtinhas, Mandrake e Tex para a escola, para trocar.

    Não era raro alguém te oferecer uma revista que tinha sido sua, semanas depois de você tê-la passado adiante.

  • Carlos Tonet diz: 29 de junho de 2009

    Além das bolas de gude tinha o jogo de futebol no campinho da rua e a troca de gibis.

    De repente, sem combinar, todos começavam a se dirigir ao campinho por volta de 17 horas, jogando até de noite, quando ficava dificil nao somente ver a bola, mas também desviar do cocô das vacas. Isso durava dois ou tres meses, entao o pessoal dava um tempo, também sem combinar.

    Depois vinha a febre de trocar gibis.

  • Pessoa Comum diz: 29 de junho de 2009

    Não sou do tempo de vcs (rsrs), mas não vou trocar meus dois gibis antigos q sobreviveram, nem minhas revistas Seleções Reader´s Digest q meu pai conseguiu até hoje não sei como – na vila onde morávamos não havia nem curso ginasial, q dirá banca de revista -, e c/elas meu pai me ensinou a ler aos seis anos de idade. Jamais esquecerei dele pacientemente me ensinando e sorrindo satisfeito com meu desempenho. Ele lia p/mim até eu aprender ler e deve ter pensado: ¨Ufa! Agora vou tirar umas féras¨rs

  • Valdemir Nicoletti diz: 29 de junho de 2009

    Concordo com o Bueno!!! Que tal começarmos a pensar em organizar um encontro com todo o pessoal que está postando aqui neste tópico relembrando bons tempos que se foram de nossa infancia e adolescencia? Já pensou quantas histórias ricas de lembranças trocaríamos, além quem sabe até mesmo de gibis como vc citou Bueno? Que tal a gente começar a pensar num encontro desses Walther??? Falando sério! Que tal??? Sem contar que seria uma enorme troca de conhecimentos!

    Idéia interessante, Nicoletti. Se a turma aderir, vai ser uma volta àqueles tempos. Condição para participar: levar gibis (dos antigos) para trocar.

  • Pessoa Comum diz: 27 de junho de 2009

    E por que não matar saudades? É só pegar umas clicas e juntar uns amigos na Beira Rio, em dia de jogo da Seleção Brasileira. Quando visito meus parentes, observo o seguinte: as crianças ficam tempo demais no computador. Querem aproveitar o tempo para fuçar na Internet. Mas quando os convido para brincar lá fora, a debandada de dentro de casa é geral. Daí relembro as brincadeiras de infância e inventamos outras. Eles adoram, e os adultos que ficam dentro de casa assistindo TV também.

  • Bueno diz: 29 de junho de 2009

    Ja da pra fazer um torneio de “bolita”. Enquanto uns jogam, outros trocam gibis do Brasinha, Gasparzinho, Mindinho, Zé Carioca…

  • Julio de Blumenau diz: 29 de junho de 2009

    Valther, viu no que deu? Voce provocou e a turma se entregou.

  • Pessoa Comum diz: 6 de julho de 2009

    VALDEMIR NICOLETTI, agradeço as belas palavras. Meu pai foi cedo desta vida, mas antes ensinou-me a encará-la sem muitos medos. E nunca me bateu. Só uma vez tentou, mas desistiu. Passei a tarde no mato (rs). Tenho ainda uma grutinha de pedra que minha mãe encontrou na roça e me deu de presente de aniversário quando eu era criança (só não lembro qtos anos). Foi um presente de aniversário que amei. Eu fazia coleção de pedrinhas e de outros objetos. Posso dizer que tive uma infância feliz. Abraço.

  • Valdemir Nicoletti diz: 2 de julho de 2009

    PESSOA COMUM,estas revistinhas que vc tem guardada, por quais seu pai lhe ensinou as primeiras letras, nem eu trocaria ou largaria se fossem minhas. Vc não tem somente algumas literaturas, vc tem um verdadeiro arquivo de tua história, uma riqueza de valores que poucos tem. PARABÉNS por ainda a conservares, e continue guardando-as, afinal parte da tua história passou por elas. Teu pai tbém merece os parabéns, pois foi um ser humano sábio que soube conduzir vc para o futuro, com simples atitude.

  • Tomé diz: 3 de julho de 2009

    E tinha as balas azedinhas que a gente ganhava nas apostas de virar figurinhas, o popular bafo, lembram?

  • Curt Heise diz: 3 de julho de 2009

    Parece que só eu que me lembro dos schootten(desculpem – é uma palavra alemã – mas nunca descobri o nome em português) de Garapuvú. 0 jogo iniciava com o “estoque” e a gente deixava cair as “schootten”. No momento que uma se acomodava parcialmewnte em cima de uma, tinha o direito de recolher tudo o que estava no chão – menos o “estoque”. Era uma festa, atirando com o estilingue nas árvores altas de Garapuvú, para acertar o invólucro que continha a schootte, e que despencava rodando feito hélice

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