Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de junho 2009

Limpeza!

30 de junho de 2009 2

Quase novo de novo./Divulgação

Lembram que reclamei aqui do meu computador, que estava ficando lento e apagando de vez em quando? Saibam todos os que lerem estas linhas que foi detectado o problema: sujeira. Não que eu seja um escriba sem higiene. É que há no ar que respiramos uma fuligem invisível que se entranha nas conexões, ventoinha, placas e tudo o mais que existe dentro daquela caixa apelidada de gabinete. O acúmulo dela vai prejudicando tudo, fazendo a temperatura aumentar, a ventoinha girar penosamente e a máquina perder eficiência. Eduardo, o técnico das multidões, tirou uma pá de sujeira, deixou limpinho meu esfalfado equipamento.

Está uma beleza, agora. Rejuvenesceu, parece novo, alimentando a esperança de que ainda vai longe. Isto é bom, a verba anda como sempre andou: curta.

Estou fazendo o registro para dar uma satisfação aos leitores – falei do problema, conto a solução – e aconselhar que deem uma espiadinha dentro de seus gabinetes.

A coisa pode estar sujeira, irmãos.

Postado por Valther Ostermann

Infâncias...

29 de junho de 2009 6

Pintura do século XVII mostrando criança com bilboquê/Divulgação

No post dois posts abaixo (Mistério que perdura) foi interessante notar como a viagem à infância mexe conosco. Mexe com todos. Os que tiveram infância.

Isto faz lembrar Michael Jackson, o garoto a quem negaram a infância, que não empinou pipas, nem jogou bolinha de gude, rodou pião ou brincou com bilboquê, ou algo assim. Não brincou, não teve turma.

Muitas de suas esquisitices são reflexos da infância destruída pelos pais. Por ter pulado aquela fase – na marra – resolveu ser criança depois de adulto. Desesperadamente.

Malditos pais, os do Michael Jackson. Malditos todos os pais que agem assim. E benditos os nossos, que nos permitiram, em criança, sermos crianças.

Não deve ser esquecido.

 

Postado por Valther Ostermann

Touradas

29 de junho de 2009 9

      É isto civilização?/Divulgação

Permitam-me, amigos: vale a leitura. Faz pensar a respeito de Farra do Boi, Puxada de Cavalos, Rodeios…

Espanha negra

 (José Saramago)

La España negra é o título de um livro do pintor José Gutiérrez Solana (1886-1945) de leitura às vezes difícil e sempre incómoda, não por razões de estilo ou ineditismos de construção sintáctica, mas pela brutalidade do retrato de Espanha que nele é traçado e que não é outra coisa senão a transposição da sua pintura para a página escrita, uma pintura que foi classificada como lúgubre e “feísta”, na qual fez reflectir a atmosfera da degradação da Espanha rural da época, mostrada em quadros que não recuam diante da expressão do mais atroz, obsceno e cruel que existe nos comportamentos humanos. Influenciado pelo tenebrismo barroco, muito em particular por Valdés Leal, é também evidente a impressão que sobre ele exerceram as pinturas negras de Goya. A Espanha de Gutiérrez Solana é sórdida e grotesca no mais alto grau imaginável, porque isso foi o que encontrou nas chamadas festas populares e nos usos e costumes do seu país.

Hoje, Espanha não é assim, tornou-se numa terra desenvolvida e culta, capaz de dar lições ao mundo em muitos aspectos da vida social, objectará o leitor destas linhas. Não nego que poderá ter razão na Castelhana, nas salas do museu do Prado, no bairro de Salamanca ou nas ramblas de Barcelona, mas não faltam por aí lugares onde Gutiérrez Solana, se fosse vivo, poderia colocar o seu cavalete para pintar com as mesmas tintas as mesmissimas pinturas. Refiro-me a essas vilas e cidades onde, por subscrição pública ou com apoio material das câmaras municipais, se adquirem touros à ganaderias para gozo e disfrute da população por ocasião das festas populares. O gozo e o disfrute não consistem em matar o animal e distribuir os bifes pelos mais necessitados. Apesar do desemprego, o povo espanhol alimenta-se bem sem favores desses. O gozo e o disfrute têm outro nome. Coberto de sangue, atravessado de lado e lado por lanças, talvez queimado pelas bandarilhas de fogo que no século XVIII se usaram em Portugal, empurrado para o mar para nele perecer afogado, o touro será torturado até à morte. As criancinhas ao colo das mães batem palmas, os maridos, excitados, apalpam as excitadas esposas e, calhando, alguma que não o seja, o povo é feliz enquanto o touro tenta fugir aos seus verdugos deixando atrás de si regueiros de sangue. É atroz, é cruel, é obsceno. Mas isso que importa se Cristiano Ronaldo vai jogar pelo Real Madrid? Que importa isso num momento em que o mundo inteiro chora a morte de Michael Jackson? Que importa que uma cidade faça da tortura premeditada de um animal indefenso uma festa colectiva que se repetirá, implacável, no ano seguinte?

É isto cultura? É isto civilização? Ou será antes barbárie?

Junho 29, 2009

Postado por Valther Ostermann

Os antigos eram os caras

27 de junho de 2009 9

  Ponte de ferro/Divulgação

Esta ponte foi inaugurada em 1931. Feita a muque, até 1970 serviu de passagem para o trem que serpenteava pelo Vale do Itajaí. Hoje, serve de ligação entre o Centro de Blumenau e o Bairro Ponta Aguda. Está firme e forte, suas fundações estão nem aí para as enchentes que enfrentou e o peso que suportou e continua suportando. Feita no tempo quem as coisas eram feitas para durar.

Pontes construídas muito tempo depois estão a perigo. Corroídas em suas fundações, como é o caso daquela na BR-470, entrada de Ibirama, entre outras. E pelo menos uma em Blumenau, no comecinho da Rua XV.

Atualmente, não conseguimos construir novas pontes que precisamos, nem conseguimos manter as que temos.Talvez seja o caso de voltar no tempo e perguntar aos pioneiros como se faz para para fazer e qual o segredo para fazer bem feito.

Perdemos a mão.

Postado por Valther Ostermann

Mistério que perdura

26 de junho de 2009 20

Tinha o tempo das pipas.../Divulgação

Todos fomos crianças. Sou de um tempo em que jogávamos bolinhas de gude, rodávamos pião, jogávamos bilboquê e soltávamos pipas – era pandorga, lá no Alto Vale.

Expliquem aí, os tão antigos quanto eu, o que era cada qual às crianças de hoje, pois do que quero falar é de um mistério.

Até hoje me intriga como sabíamos a época de cada brinquedo. Lembro muito bem que não me lembro como, em determinada época do ano, amanhecíamos com bolinhas de vidro no bolso, todos, e aí era uma febre. Sem “combina”, como se um despertador biológico nos acordasse para os jogos. E então, depois de um tempo, a febre sumia e logo vinha outra, e aí amanhecíamos construindo pandorgas. Era como as estações do ano, no tempo em que havia estações do ano. Vai ver, acabou uma porque acabou a outra.

Um mistério, para mim. Vivi aqueles ciclos, tenho saudade.

Postado por Valther Ostermann

Joburg, África do Sul

26 de junho de 2009 1

Valther, ontem foi um dia muuuuuuito frio, à noite, no estádio diziam estar 10 graus, mas a sensação térmica era de menos 5, e a seleção ajudou a aumentar esta sensação. Jogando devagar, parecia que ja estavam ganhando de uns 5 a zero. Não foi fácil ver este jogo, e acredito que você tenha a mesma opinião. Aqui em casa, lareira acesa, a cada 10 minutos eu mexia no fogo, colocava mais uma acha de lenha, o quarto ficava mais quentinho, mas o coração estava gelado. De raiva, de frustração, de ansiedade. E finalmente o D.Alves marcou aquele gol salvador. Com aquela cara de mau. Com aqueles olhos de felino. Com aquele chute maravilhoso!!! e eu pensei: bem, para salvar este time, só Deus. E Ele veio em forma de D, d de Daniel, Daniel Alves. Nada como ser brasileira. Sai hoje cedo e fiquei “auscultando” o povo. Negros, indianos, portugueses, todos com a mesma opinião. O Brasil jogou pedrinhas, mas o Daniel Alves é um espanto. Ninguém fala que a ADS melhorou, jogou como nunca e perdeu como sempre (essa é por minha conta), ninguém fala em Modise, Tschabalala ou Piennar. Todos falam da maravilha que é D. Alves.

É bom ser brasileira!

Mariana Klueger

Postado por Valther Ostermann

Descanse em paz, Michael

25 de junho de 2009 7

 Um fenômeno. Mesmo. /Divulgaçao

Morreu o maior showman que o mundo já viu. Imbatível no palco. Protagonista dos melhores clipes de todos os tempos. Extraordinário compositor e cantor competente.

E um ser humano infeliz, que nunca cresceu, nunca viveu.

Postado por Valther Ostermann

Fiscalização x educação

25 de junho de 2009 2

O leitor Gilberto Lana pergunta  quais providências serão tomadas contra os fumantes nos terminais de ônibus, onde é proibido fumar.

Essa é fácil: nada. Ou quase nada.

Mas convenhamos que depende muitíssimo mais da educação das pessoas que do poder de fiscalização do poder público, cuja estrutura é pequena. As pessoas fumam nos terminais, emporcalham as calçadas com lixo e chicletes, ocupam vagas de estacionamento para deficientes físicos, não respeitam a Lei do Silêncio, furam sinaleiras, pisam na grama.  Não há estrutura de fiscalização que dê jeito, porque lutar contra a falta de educação, cortesia, bom senso e até inteligência é luta inglória. O problema não está na fiscalização, que quase não há. O buraco está na educação, que virou artigo de luxo.

Postado por Valther Ostermann

Ao estilo Joel Santana

24 de junho de 2009 8

Ele se vira.../divulgação

Certamente vocês já leram na internet, mas como o Joel Santana fez sucesso no You Tube com aquele seu portunglês inacreditável – o mais inacreditável é que se faz entender – aí vai um curso relâmpago preparatório para a invasão de gringos em 2014, na Copa:

- Is we in the tape = É nóis na fita.

- Tea with me that I book your face = Chá comigo que eu livro sua cara.

- I am more I = Eu sou mais eu.

- Do you want a good-good? = Você quer um bom-bom?

- Not even come that it doesn`t have! = Nem vem que não tem!

- She is full of nine o`clock. = Ela é cheia de nove horas.

- I am completely bald of knowing it. = Estou careca de saber.

- Oh! I burned my movie! = Oh! Queimei meu filme!

- I will wash the mare. = Vou lavar a égua.

- Go catch little coconuts! = Vai catar coquinho!

- If you run, the beast catches, if you stay the beast eats. = Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come.

- Before afternoon than never. = Antes tarde do que nunca.

- Take out the little horse from the rain. = Tire o cavalinho da chuva.

- The cow went to the swamp. = A vaca foi pro brejo.

- To give one of John the Armless. = Dar uma de João-sem-Braço.

Mais…

- Banheira giratória: Tina Turner

- Indivíduo de bom autocontrole: Auto stop

- Copie bem: copyright

- Talco para caminhar: walkie talkie

 

Postado por Valther Ostermann

Cadê minha vaga?

24 de junho de 2009 10

Nem com revezamento.../Valther Ostermann

Com 170 mil carros e 30 mil motos emplacadas em Blumenau, a cidade não comporta nem um patinete a mais. Problemão para a administração pública. E problemão para os motociclistas, cujos espaços a eles destinados para estacionamento no Centro da cidade já são insuficientes. Mesmo com estas limitações físicas, cabe às autoridades encontrar solução. Significativa parte do setor de serviços roda sobre duas rodas e a esmagadora maioria das motos que circulam está a trabalho. Passeios, só nos fins de semana, quando não faltam vagas, e nem são necessárias.

Nestas horas agradeço não ser presidente do Seterb, mesmo que tivesse competência.  

Postado por Valther Ostermann