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Posts de junho 2009

Isto aí é Brasil

19 de junho de 2009 2

Aí o cidadão precisava de um reconhecimento de firma, ou autenticação em documento fotocopiado, e o cartório não podia atendê-lo por falta de selos. O selo é grana que vai para a Justiça. Por falta deles, atrapalhou-se a vida do contribuinte.

Têm precedentes. De vez em quando falta cédula para identidade, ou carteira de motorista, ou…

Isto aqui é Brasil.

Postado por Valther Ostermann

Proibiram... deu o que deu!

19 de junho de 2009 2

Omiti uma informação essencial no post aí embaixo, sobre o jogo do bicho: lançado em 03 de julho de 1892, nem teve tempo para curtir a legalidade. No dia 23 do mesmo mês, foi considerado ilegal. Daí é o que se sabe: virou febre, espalhou-se pelo país, continua firme, forte e ilegal.

 Fala sério, brasileiro é chegado numa contravenção como ele só. E vive caindo de pau nos políticos!

Postado por Valther Ostermann

O dia do lançamento do jogo do bicho

18 de junho de 2009 3

O Brasil é samba, futebol e…?

Acertou quem falou jogo do bicho. Nada mais brasileiro: é contravenção, todo mundo sabe, todo mundo faz de conta que não sabe, todo mundo aposta. Tem mais de um século. Sem pinta de que vai parar, a não ser que legalizem, que aí perde a graça. Só funciona proibido.

Não sei se vocês sabem, mas tem origem nobre. O Jornal do Brasil registrou, em 04 de julho de 1892:

“A empresa do Jardim Zoológico realizou ontem um magnífico passeio campestre ao seu importante estabelecimento, situado no pitoresco bairro de Vila Isabel. Em bondes especiais dirigiram-se os convidados e representantes da imprensa àquele local e depois de visitarem o hotel, que se acha nas melhores condições, os jardins, as gaiolas em que se acham os animais e aves, tomaram parte em um lauto jantar, em mesa de mais de 60 talheres, presidida pelo digno diretor daquela empresa, o sr. barão de Drummond. O 1º brinde foi levantado pelo sr. Sérgio Ferreira ao sr. barão de Drummond, que em seguida com toda a gentileza brindou à imprensa, sendo correspondido pelo nosso representante. Trocaram-se ainda outros brindes, sendo o último ao sr. vice presidente da República. Como meio de estabelecer a concorrência pública, tornando freqüentado e conhecido aquele estabelecimento que faz honra ao seu fundador, a empresa organizou um prêmio diário que consiste em tirar à sorte dentre 25 animais do Jardim Zoológico o nome de um, que será encerrado em uma caixa de madeira às 7 horas da manhã e aberto às 5 horas da tarde, para ser exposto ao público. Cada portador de entrada com bilhete que tiver o animal figurado tem o prêmio de 20$. Realizou-se ontem o 1º sorteio, recaindo o prêmio no Avestruz, que deu uma recheiada poule de 460$000. A empresa tem em construção um grande salão especial para concertos, bailes públicos, e vai estabelecer no jardim jogos infantis e outros diversos para o público. Às 9 horas voltaram os convidados, pessoas de alta distinção, penhorados todos à gentileza do sr. barão de Drummond e seus dignos auxiliares. Foi uma festa esplêndida.”

Postado por Valther Ostermann

Bingos

18 de junho de 2009 3

Os bingos estão (quase) voltando. O projeto está caminhando bem na Câmara dos Deputados; já foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação, falta sê-lo na Comissão de Constituição e Justiça para ir à votação no plenário.

Não sei quanto a vocês, leitores; a mim preocupa. Isto aqui é Brasil, um país meio descontrolado. Não deu certo na primeira vez, foi um rolo só. Daria agora? Seria absolutamente honesto? Teria regras claras? Não se prestaria à lavagem de dinheiro?

As dúvidas são infinitamente maiores que a confiança.

Postado por Valther Ostermann

Vale também o talento

17 de junho de 2009 12

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, por oito votos a um, pelo fim da exigência ao diploma de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.

“É fácil perceber que formação específica em curso não é meio idôneo suficiente para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros.” (Gilmar Mendes)

“Nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade é não restringir nada. Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra.” (Ayres Brito)

“Não existe no exercício do jornalismo nenhum risco que decorra do desconhecimento de alguma verdade científica.” (Cezar Peluso)

Postado por Valther Ostermann

Terceiro mandato

17 de junho de 2009 3

- O TSE diz que não pode.

- A gente propõe um plebiscito, oras.

- Acha que passa?

- Num plebiscito passa o que a gente quer. Nunca falha!

- Sei não… este negócio de terceiro mandato é meio antipático. A Constituição…

- A Constituição prevê plebiscitos. Sentiu? É o caminho.

- Sei não…

- Deixa de ser besta! Tu te deu bem, que eu sei. Quer largar a teta?

- Já falou com o prefeito?

- Já. Ele vai negar o tempo todo, mas não vai me desautorizar.

- Igual o home?

- Igual o home. A gente pega carona. Fazem lá, fazemos aqui.

- Visto por este ângulo, admito que a idéia é tentadora.

- Vamos nesta, então. Assina aqui e me ajuda a coletar mais assinaturas.

- Plebiscito?

- Plebiscito. Nunca falha.

Postado por Valther Ostermann

Mais vereadores

17 de junho de 2009 4

O Tribunal Superior Eleitoral enxugou as câmaras de vereadores, o lobby dos suplentes pressionou, o Congresso se curvou, e tudo vai ficar, numericamente falando, como era antes. No entanto, deu uma mexida nos repasses do Executivo, para garantir que o aumento do número de vereadores não represente aumento de despesas. Menos mal. O Senado está votando a matéria, neste momento, com resultado previsível. Estou assistindo à sessão, e acho uma graça os discursos dos que são a favor, alguns. Inflamam-se, quase chegam a dizer que, abaixo de Deus, é o vereador. Falam para a claque, nas galerias, que explode em aplausos. Isto não muda jamais.

Postado por Valther Ostermann

A fenda estratégica

16 de junho de 2009 7

Bons tempos?/Acervo do Museu Histórico de Blumenau
Das várias exposições de trajes antigos, do tempo da Colônia, feitas pelo Arquivo Histórico de Blumenau, lembrei-me agora de um detalhe que sempre me chamou a atenção: a abertura estratégica existente em alguns modelos de vestidos, na parte de trás. Camufladas entre as muitas dobras do tecido, certamente servia para facilitar o acesso das damas à toalete. Ou simplesmente para facilitar o acesso, sei lá. Vai ver, aqueles tempos tinham mais sensualidade do que supõe nossa memória histórica.

Postado por Valther Ostermann

O hino que não se canta

16 de junho de 2009 13

Arnaldo Jabour, em uma crônica, relata seu espanto – e admiração – com o fato constatado de que os gaúchos têm o hino do Estado na ponta da língua, e costumam entoá-lo nas mais variadas ocasiões. Baita contraste com nosso jeito barriga-verde de ser. Talvez porque nosso hino tem letra pouco representativa do Estado. É abolicionista, como podem conferir abaixo:

Sagremos num hino de estrelas e flores/ Num canto sublime de glórias e luz,/ As festas que os livres frementes de ardores, /Celebram nas terras gigantes da cruz. /Quebram-se férreas cadeias, /Rojam algemas no chão; /Do povo nas epopéias Fulge a luz da redenção.

No céu peregrino da Pátria gigante /Que é berço de glórias e berço de heróis /Levanta-se em ondas de luz deslumbrante, /O sol, Liberdade cercada de sóis. /Pela força do Direito /Pela força da razão, /Cai por terra o preconceito /Levanta-se uma Nação.

Não mais diferenças de sangues e raças /Não mais regalias sem termos fatais, /A força está toda do povo nas massas, /Irmãos somos todos e todos iguais. /Da liberdade adorada. /No deslumbrante clarão /Banha o povo a fronte ousada /E avigora o coração.

O povo que é grande mas não vingativo /Que nunca a justiça e o Direito calcou, /Com flores e festas deu vida ao cativo, /Com festas e flores o trono esmagou. /Quebrou-se a algema do escravo /E nesta grande Nação /É cada homem um bravo /Cada bravo um cidadão.

(Letra: Horácio Nunes. Música: José Brazilício de Souza.)

Postado por Valther Ostermann

Simples assim

15 de junho de 2009 7

Rola na internet, não sei se foi ele quem disse; se não foi, deveria.  Serve como uma luva para o consumidor brasileiro, que ainda não percebeu a força que tem. Mesmo que já tenha lido, leia novamente. Nunca é demais.

“Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.

Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.

Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.

Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.

Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.

Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.

Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou?

EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma. Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de cortesia. Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar.”

Discurso atribuído a Sam Walton, fundador da WAL MART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários. Wal Mart é a maior empresa de varejo do mundo.

Postado por Valther Ostermann