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Halloween humilha Saci-Pererê

28 de outubro de 2009 12

Para quem nunca ouviu falar, ei-lo!/Divulgação... para poucos.

Fui ao Google, opção de páginas em português, pesquisei Halloween, surgiram 2.830.000 páginas.

Grafei Saci-Pererê, surgiram apenas 101.000 páginas.

Esta é a proporção do conhecimento nacional de nosso folclore em relação ao folclore estrangeiro.

Pergunte a uma criança de Blumenau se conhece um e outro, e terá a confirmação. Nas escolas de inglês, Halloween é ensinado e incentivado. Nas outras escolas, as comuns, Saci-Pererê nunca é citado.

O Brasil não sabe de seu rico folclore, nem quer saber. E deve ter nojo de quem sabe.

Este é mesmo o país dos deslumbrados, bróder.

Postado por Valther Ostermann

Comentários (12)

  • Pessoa Comum diz: 28 de outubro de 2009

    Saci-Pererê é rico folclore? Não quero nem saber quem cortou a perna do saci, eu quero é vender muleta…

  • Juca diz: 1 de novembro de 2009

    O mais interessante disso tudo é a resistência ao nosso folclore. Dias atrás, um professor que trabalha comigo foi vítima de uma mãe enfurecida. O dito professor tinha passado dias antes para suas turmas sobre lendas brasileiras, inclusive o saci e a mula-sem-cabeça. A mãe disse que desde então a filha não conseguia mais durmir pensando na mula-sem-cabeça. Aposto que de bruxas ela não tem medo.

  • Prof. Ricardo diz: 29 de outubro de 2009

    O Saci tem tudo a ver com a copa e os jogadores brasileiros. PELADEIROS…..só folclore

  • marco diz: 29 de outubro de 2009

    Grandes coisa essa matéria, tanto faz que tipo de folclore o pessoal conhece, isso nao faz a mínima diferença na formação de caráter de um ser humano.
    Quando pirralho aprendi sobre o saci, o halloween normalmente conhece-se nas aulas de inglês.

  • Ivan diz: 29 de outubro de 2009

    Ei pessoa comum, vc faz parte da tribo dos politicamente corretos, aqueles que chamam “Branca de Neve e os sete anões” de “A bela jovem caucasiana e seus sete amigos prejudicados verticalmente”? ;-)

  • Ezequiel diz: 29 de outubro de 2009

    É uma pena mesmo, esses alienados acham mais “chic” copiar o folclore de fora, mesmo sem terem nenhum vinculo cultural com tal manifestação, daí surge uma manifestação superficial, destituida de sentido, a não ser a mera ilusão de ser “americanizado”. Pobre almas, tão fúteis quanto os hamburgueres e coca-colas que ingerem. O Saci não é a única figura do nosso folclore, temos o Curupira, a Caipóra, Iara… Eu tenho orgulho de ser brasileiro. E essa história do cachimbo é desculpa esfarrapada.

  • Julio de Blumenau diz: 28 de outubro de 2009

    A cultura estrangeira predomina sobre a nossa. Principalmente a norte americana que financia as grandes editoras e redes de televisão. Produzidos no centro do país os programas de televisão são exibidos a nível nacional, sem espaço na grade para os locais. O cinema e música então nem se fala. Somos obrigados a engolir os enlatados das grandes distribuidoras americanas. Isto significa desemprego e alienação cultural. E quem faz alguma coisa?

  • Leandro Karasinski diz: 29 de outubro de 2009

    Eu gosto do saci, do boitata, da cuca e tambem gosto do halloween e de coca-cola e hamburguers, pizza, macarronada, eisbein, feijoada enfim, hoje somos globalizados, ainda bem.

  • Pessoa Comum diz: 29 de outubro de 2009

    Ademais, essa festa das bruxas tem uma origem pagã e outra católica. Só foi levada para os EUA mais tarde pelos emigrantes irlandeses e logo foi ¨desvirtuada¨ (ainda bem). Não curto bruxas nem bruxos, nem filme de ficção nem de terror. Tanta assombração e violência acabam sendo vistas por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade. Depois culpam ¨osanalfabetosquenãosabemvotar¨.

  • Pessoa Comum diz: 2 de novembro de 2009

    Tá certo, é folclore. Mas até o folclore não é sério neste país. Cresci ouvindo que o Saci na verdade tinha três pernas e perdeu duas…

  • Pessoa Comum diz: 29 de outubro de 2009

    Ivan, eu não sei o q vc quer dizer c/ ¨politicamente correto¨. Aliás, não sei o q é politicamente correto nem nunca usei esta expressão. O q eu sei, Ivan, só p/ citar 1 dos inúmeros exemplos, é q qdo estou em 1 ônibus coletivo e entra uma pessoa idosa, eu não espero uma criança, ou uma pessoa + jovem q eu levantar-se do banco e ceder lugar à pessoa idosa, se não tiver algum banco vago. Me parece óbvio q as crianças aprendem em casa e fora de casa. Assumo minha parte de responsabilidade social.

  • Pessoa Comum diz: 28 de outubro de 2009

    Esse mascote do Internacional de POA (só podia ser), agora está sendo requisitado para ser mascote da Copa de 2014. Já tem gente defendendo o pestinha. Vai ser legal um mascote com um cachimbo na boca, num evento esportivo, em época de campanha mundial contra o tabagismo. É a Educação brasileira: ensinar uma coisa, fazer outra e pensar outra, ainda. Minha bronca não é por ele ter uma perna só, minha bronca é contra a figura do cachimbo. Ou alguém pensa que a criançada não vai aderir?

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