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Na surdina

28 de fevereiro de 2010 7

Aí o sujeito esforçado se esfalfa de tanto estudar e, por mérito, é aprovado em concurso público. Assume, cheio de energia e sonhos, estuda ainda mais, quer se destacar, fazer carreira brilhante.

Não demora muito, cai na real: seu chefe imediato é detentor de Cargo em Comissão, nomeado dentro da cota de um político ou partido, e totalmente sem qualificação. Ganha mais que ele, manda nele, trabalha quase nada até porque entende nada da função. Tem que ter caráter de profeta para não se acomodar, virar um burocrata insensível, trabalhar só para o gasto.

Em alguns órgãos da União, dos Estados e municípios, a contratação de funcionários não concursados ultrapassa em mais de cinquenta por cento o número de cargos efetivos.

A corrupção drena os recursos do Brasil, e um dos sumidouros é esta descarada prática de apadrinhamento político. No entanto, dela pouco se fala.

Postado por Valther Ostermann

Comentários (7)

  • Stryck&Nina diz: 1 de março de 2010

    Além dos bons salários e das aposentadorias gordas garantidas, muitos destes funcionários apadrinhados ainda atravancam o andamento da máquina e na maioria das vezes são desrespeitosos com os cidadãos que nada mais são do que os financiadores desta arruaça patrocinada com o nosso suado dinheiro. Exija eficiência, afinal você paga por isso !

  • André diz: 28 de fevereiro de 2010

    Aqui em Blumenau está cheio disso. Por isso estamos sem água e com ônibus caro.

  • Bueno diz: 28 de fevereiro de 2010

    Valther, esse texto deveria sair no Santa impresso, para recortar e colar. É a mais pura verdade.

  • Charles diz: 28 de fevereiro de 2010

    Coloca isso na sua coluna do jornal, Valther. Vai cair como uma luva pra muita gente.

    Do blogueiro: O Bueno fez a mesma sugestão, Charles. Serão atendidos, na terça, ok?

  • Gambá diz: 1 de março de 2010

    Corretíssimo. E tem mais. Por exemplo: No caso de um prefeito perder a eleição, é certo que todos os comissionados irão cair. O próximo prefeito irá nomear seus pares (que também não sabem nada). Aí, quando começam os problemas, é comum o atual prefeito vir a público dizer que: “A culpa é da administração anterior”. O serviço público tem que ser profissionalizado, respeitando os servidores de carreira.

  • Marco Rotta diz: 28 de fevereiro de 2010

    Texto muito pertinente, Valther. Senti isto na pele, e ainda mais forte que isto são as restrições de evolução na carreira pública. Resultado: fiz o caminho inverso, e abandonei o serviço público depois de vários anos. Demorei!

  • Valdemir Nicoletti diz: 28 de fevereiro de 2010

    Isto cai direitinho no que estammos vendo em nossa cidade

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