Flagrante colhido pela leitora no Km 179 da BR-101, na última quinta-feira.
Este é mais um que pensa que cabeça é só para usar capacete.
Postado por Valther Ostermann
Flagrante colhido pela leitora no Km 179 da BR-101, na última quinta-feira.
Este é mais um que pensa que cabeça é só para usar capacete.
Postado por Valther Ostermann
Tenho alguns amigos que usam. Tenho vários conhecidos cujos filhos e filhas usam. Quando conversos com um deles, fico agoniado. Dá aflição, vocês sabem como é.
Nunca entenderei o porquê de usar piercing na língua. Adorno? Contestação? Prazer em mutilação?
Não sou contra, nem a favor. Só gostaria de entender.
Dei uma busca na internet, em busca de informações. Num site que tratava do assunto, acho que cheguei perto. Lá, uma garota – samara, escrito assim, com minúscula – faz uma consulta. Transcrevo na íntegra:
“to afim de colocar um piercing na lingua! mais queria saber quanto tempo eu vo ficar tomando sopa e com a lingua inchada? demora muito pra sicatrisar? eo que que eu tenho que comprar pra ajudar a sicatrisar bem mais rapito? espero que me respondão!!! bjinhos..S2”
Pelo menos no caso dela a intenção é maltratar a língua ainda mais do que já faz escrevendo.
Postado por Valther Ostermann
Meu caro Valther.
Há alguns anos publiquei o artigo abaixo no mural eletrônico do JAMB (Jornal da Associação Médica Brasileira):
DOUTOR DE GRAVATA PODE ESTAR MAL ACOMPANHADO
Houve um tempo, quando não se tinha noção da existência de microorganismos, onde os cirurgiões, acompanhando a moda, usavam casacas, cartolas, gravatas. Consta que era com esta vestimenta que faziam suas operações, naquela época limitadas e pavorosas, pois também não havia anestesia. Durante as dramáticas operações, as mesmas recebiam espirros de sangue, de pus e todo tipo de secreção e assim iam ficando cada vez mais sujas, sebosas. Por ignorar a existência de germes, chegou-se ao cumulo de se avaliar a experiência do cirurgião pelo estado de sua casaca: quanto mais imunda, mais experiente ele seria! Apesar de pesquisadores como Louis Pasteur terem demonstrado a relação direta entre germes e infecções, não foi sem luta que se conseguiu convencer as pessoas e inclusive a classe médica, de que muito coisa tinha que ser mudada nos hábitos correntes. Alguns, como o obstetra Inácio Felipe Semmelweis, tiveram que sacrificar suas vidas para convencer colegas a lavarem as mãos antes de fazerem partos; principalmente porque muitos vinham direto das salas de dissecações anatômicas. Vencidas as primeiras resistências, a medicina se pos a aprimorar seus métodos e a modificar hábitos de forma a não dar guarida aos germes. Foi daí que se adotou o branco como cor padrão para médicos e enfermeiras. No branco a sujeira, potencial fonte de contaminação fica mais evidente. E branco para se manter branco tem que ser lavado com freqüência. Hoje em dia, apesar de antibióticos poderosos e de se conhecer em minúcia a grande fauna microrgânica e seus hábitos, as técnicas de assepsia e de anti-sepsia não cessam de ser aprimoradas. Chega-se por vezes a exageros. No afã de manter os inimigos do estado de saúde o mais distante dos cenários médico-hospitalares, tem-se voltado à atenção para todas as possibilidades. A Associação Médica Britânica realizou testes nas gravatas dos médicos de uma unidade ortopédica em Sussex, constatando que todas portavam germes frequentemente encontrados em ferimentos de pacientes infectados. Como gravatas não são lavadas regularmente, ao contrário do que ocorre com o restante da vestimenta, estes microorganismos podem perdurar numa gravata por até 80 dias constituindo-se em potencial risco de disseminação de infecções hospitalares. Apenas na Inglaterra, morrem anualmente mais de 5000 pessoas vitimadas por super germes, resistentes aos mais drásticos antibióticos; além de causarem grandes rombos no orçamento do sistema de saúde britânico. Claro que se dá o mesmo mundo afora. A gravata, assim como os aventais e jalecos, lavados mais esporadicamente, representa um risco mínimo; no entanto, considerando-se a gravidade de certas infecções, risco algum deve ser tolerado; principalmente por ser a gravata uma “peça sem função”, para dizer o mínimo na linguagem politicamente correta. Com isto, a gravata esta fadada a desaparecer do pescoço dos médicos, sob risco de seu portador vir a ser acusado de negligência. Quem diria que seria a bacteriologia que viria decretar o fim, ao menos entre a classe médica, deste civilizado símbolo tribal.
Cezar Zillig
Neurologia/Neurocirurgia Hospital Santa Catarina Blumenau - SC
Postado por Valther Ostermann
Há anos, contrariando o senso comum, torço pelo Rubens Barrichello.
Nas touradas pelo touro, nos rodeios pelo boi, na farra do boi nem preciso dizer.
E sou vascaíno!
Vá gostar de perder assim na casa do chapéu!
(Americano 3 x 2 Vasco)
Postado por Valther Ostermann
Do noticiário de hoje:
“Presos são soltos devido à crise financeira na Califórnia”.
Por esta não esperávamos! Na contramão da história, aquela gente branca de olhos azuis lá de cima deu para nos imitar.
Quem diria...
Postado por Valther Ostermann

Salvem as árvores...
Postado por Valther Ostermann
Sinceridade? Não fiquei surpreso com o flagrante incontestável de uso de viatura oficial para fins particulares. Espantaria se fosse exceção, mas, sejamos francos, é a regra. Os leitores certamente já testemunharam casos assim ao longo de suas vidas.
A coisa vem de longe, é quase uma instituição nacional, e não se resume a carros. Helicópteros e aviões entram na relação, dependendo do escalão. E barcos. Ando de olho nos porta-aviões que temos, são dois, se não me engano.
E por que acontece? Porque nada acontece, no geral. Só há alguma providência em casos como este, em que a imprensa denuncia e joga os administradores contra a parede. Claro que nem tudo pode ser controlado todas as horas do dia, e mais claro ainda é que falta a muitos servidores e autoridades um pouco de vergonha na cara. Mas que este é um cachimbo que já entortou a boca, isto ninguém pode negar.
Nenhuma surpresa, pois. Indignação, sim. Mas uma indignação quase inútil, gasta por excesso de uso e impunidade histórica.
(Publicado em minha coluna no Santa de papel, hoje.)
Postado por Valther Ostermann
Os vizinhos de uma loja de piscinas que fechou as portas, na Rua 7, Centro de Blumenau, apiedaram-se de uma cadela que lá foi abandonada, portões trancados. Morreria de fome e sede, ou de tristeza – abandono mata, sabiam? -, não fosse o bom coração daquelas pessoas.
Informada do drama, a Bárbara, da Aprablu, acionou a Vigilância Sanitária, que autorizou o resgate que obrigava pular o muro e invadir a área. Resgatada, a cachorrinha foi medicada, castrada e posta para adoção.
Divulguei a história em minha coluna, no Santa de papel.
Flávia e Jaime Hort enterneceram-se e adotaram a simpática cadelinha, que agora é chamada de Bibi. Vai fazer companhia ao pastor alemão do casal.
Como seria melhor este mundo se todas as histórias de abandono - de seres humanos e animais - tivessem o mesmo final feliz.
Postado por Valther Ostermann
Alguns ditados populares são passíveis de contestação. “A voz do povo é a voz de Deus” é um deles, Cristo que o diga, depois daquele plebiscito que decidiu por Barrabás.
Outro: “Diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. Cristo andava com Judas, Judas andava com Cristo...
Mas tem um que é incontestável: “A corda sempre rebenta no lado mais fraco”. Este, além de uma verdade física, é sábio quando remetido ao relacionamento humano.
Um bom exemplo é o escândalo do bolão não jogado, aquele da lotérica de Novo Hamburgo. Houve uma onda de indignação, e o que fizeram alguns indignados mais exaltados? Passaram a agredir verbalmente funcionários de lotéricas que nada tinham com o assunto.
Aqui em Blumenau aconteceu. Para a Caixa Econômica, dona e administradora das loterias, nada; para as mocinhas das lotéricas, todos os desaforos. Comportamento ridículo e estúpido, mas que confirma o dito popular: a corda estourou no lombo dos indefesos.
Postado por Valther Ostermann