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Posts de junho 2010

Resolvido

30 de junho de 2010 3

Eis a solução para o trânsito de Blumenau. O Terrafugia Transition foi aprovado pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. A aeronave é preparada para rodar também como um carro, nas ruas.

Tem autonomia de voo de mais de 700 km, capacidade para duas pessoas e velocidade máxima de 185 km/h no ar.

Preço: US$ 200 mil. Não é caro, considerando o que economizará de aporrinhação no gargalo de Gaspar, por exemplo.

(Foto: Terrafugia/Divulgação)



Virou moda

29 de junho de 2010 2

A competição está acirrada: Raimundo Colombo (DEM) é condenado à segunda multa por propaganda eleitoral antecipada.

Começou lá em cima, e veio vindo. Mau exemplo pega. E a legislação eleitoral, com suas multas suaves, não assusta os candidatos.

De repente...

28 de junho de 2010 0

Serra ainda não tem vice. Pela indecisão do partido em escolher um nome, e pela fogueira de interesses - e vaidades - que sempre queima os envolvidos no processo, é capaz de Serra lançar uma novidade: presidente sem vice.

Embora absurda, a hipótese não é de todo má. Sarney era vice, lembram?

Alemanha x Inglaterra

27 de junho de 2010 2

Valther, Oranje Vristaad, em africaner, ou Orange Free State, em bom inglês, ou como diz um amigo em tradução livre e bem humorada, Estado Livre da Laranja, e cuja capital é Bloenfonbtein, tambem capital judicial - judiciária? - da África do Sul, nunca mais será a mesma apos a vitória da Alemanha sobre os ingleses nesta tarde.

Bloem, pronuncia-se " blum", é uma cidade pacata, pequena e muito fria no inverno. Nos arredores, fazendas, plantações diversificadas, criação de gado, e a maioria dos seus habitantes ainda falam, além das línguas sotho e zulu, o africaner. Mas hoje Blum, cidade tipicamente boer, adepta do rúgbi, viu o que somente o futebol é capaz de proporcionar: gente, muita gente diferente, pois além dos anunciados pela TV 18.000 torcedores ingleses, outros tantos alemães, e de quebra os que, como eu, adoram futebol, e para lá foram para ver o clássico.

Sou do tempo de Palmeiras x Olímpico, quando ainda menina ia com meu pai aos estádios, eu torcendo pelo verdão e ele Olímpico " até debaixo dagua", eu Vascaina até hoje, e ele sempre Flamengo, portanto acho que aprendi um pouco sobre futebol. Depois, veio um casamento com um jogador, que em seguida tornou-se árbitro e depois treinador. Aprendi mais um pouco, e hoje, por morar aqui, sou Chelsea e vejo futebol inglês direto, portanto achava que os Pommys iriam classificar-se.

Como me enganei! Foi um massacre. Please, nao sou comentarista, portanto, fico com as emoções de me sentir meio pela Oktoberfest, ao ver moças/meninas com seus cabelos enfeitados e rapazes com a cara pintada. E a bola lá no fundo da rede inglesa. Não adiantou a presença de Mick Jaeger, porque o rock não rolou, nem David com sua elegância, e nem tampouco Capello com seu charme italiano. A vez foi mesmo dos teutônicos e Blum vai aprender a comer um bom joelho de porco com chucrute.

E James? Bem, este vai sonhar com aquela célebre frase: James, collect that ball, please.

Abrazon.

Mariana

Coupe

27 de junho de 2010 7

Admito que ando um pouco preguiçoso aqui no blog. Poderia até argumentar que o tempo anda escasso, mas seria meio verdade, meio não. Melhor admitir logo. Daqui a pouco passa. Enquanto não acontece, vamos de colagem. Lá vai:

Vocês sabem por que a Copa do Mundo se chama Copa do Mundo? Sabem, claro. É por causa da taça, que em francê é coupe. Os criadores do campeonato mundial, como foi conhecido durante anos, diziam que o vencedor ganharia a Coupe du Monde. Brasileiros, sabem como é, traduziram logo para Copa do Mundo e assim ficou, e assim continua. Apesar da Fifa chamar de World Cup.

O que importa é que a Copa do Mundo é nossa.

Brasil x Portugal

25 de junho de 2010 8

De Mariana Kloeger, direto da África do Sul:

"Valther, estou com vontade de nem sair de casa amanhã, com a minha linda bandeirinha desfraldada ao vento. Todos verão que sou daquele país que tem uma seleção que às vezes deixa a gente irritada e sem graca. Todos irão identificar-me como compatriota daquele treinador teimoso e sempre com cara de... de quê mesmo? Impublicavel!

As pessoas vao ver uma unha da minha mao direita linda e artisticamente pintada em verde, amarelo, azul e uma estrelinha toda graciosa, e vão descobrir que, sim, sou brasileira e orgulhosa de o ser, mas que a seleção do meu país decepcionou, com um futebol sem brilho, ou como diria minha avó, borocochô. O que elas não sabem é que devorei uma barra de chocolate com frutas e nozes para acalmar meu aborrecimento, e, de quebra, a famosa dor na boca do estômago. Não sabem tambem que vi o jogo enrolada em um cobertor que tem a nossa bandeira estampada, e que chorei, e muito, ao ouvir e cantar nosso hino. Tão lindo ver nossos rapazes com a mão ao peito, cantando com vontade, para depois descer o sarrafo nos adversários, e vice-versa, jogar pedrinhas e enrolar a todos aquelas milhares de pessoas vindas de tantos e tão distantes lugares com aquele irritante futebol, naquele estádio maravilhoso. Aliás, acho que foi ele, o estádio, que salvou o espetaculo. Uma pena.

Abraço triste e beijo sem graça.

Mariana"

Piada de argentino

24 de junho de 2010 2

Não tem jeito, pela extrema rivalidade o futebol mais afasta que une argentinos e brasileiros. E Maradona contribui enormemente para ampliar o fosso. Sem fazer força, sendo apenas o que ele é. Por isto tantas piadas, tanto lá como cá. Surfando no oportunismo, reproduzo uma delas que bem retrata - do nosso ponto de vista, claro - o jeito grandiloquente de ser dos nosso vizinhos, e que nada tem a ver com Maradona, ao mesmo tempo em que tem:

Después de una consulta a nacion, la Argentina le envía un mensaje a la Republica Popular China:

“Chinos de mierda : les declaramos la guerra; tenemos 105 tanques, 47 aviones funcionando, 4 barcos que navegan y 5.221 soldados”.

Los chinos les contestaron:

“Aceptamos la declaración; tenemos 180.000 tanques, 18.000 aviones, 7900 barcos y veinte y cinco millones de soldados”.

A lo que los Argentinos les contestaron:

“Retiramos declaración de guerra. No tenemos suficientes camas para los prisioneros”.

Contraponto

24 de junho de 2010 2

Bom dia Valther. Parece até que só discordo de você. Mas não é isso. É que eu só escrevo quando discordo.

Sobre a sua nota de hoje, Dois Pesos? Duas Medidas? (Santa de papel), discordo que cigarro e bebidas alcoólicas se assemelhem e mereçam o mesmo tratamento.

Vamos ao meu argumento: não existe uso saudável ou responsável do cigarro. Tanto em pequenas quanto em grandes doses, ele vai sempre ser prejudicial ao usuário ou às pessoas a sua volta. O mesmo não é verdade para as bebidas. Já está mais do que comprovado que tanto a cerveja quanto o vinho, em pequenas doses diárias, trazem grandes benefícios à saúde. Já em quantidades exageradas, também causam sérios danos ao usuário e, muitas vezes as pessoas a sua volta.Da mesma forma que o álcool, o açúcar e o sal, em quantidade exagerada, também causam sérios danos aos usuários.

Meu ponto é: o problema não é o álcool em si, como no caso do cigarro. O problema está nas pessoas que o utilizam de forma errada, não só por falta de educação ou por problemas psicológicos, mas também por falta de medo. Nosso sistema de controle, fiscalização e judiciário, que não controla, não fiscaliza e não pune efetivamente os embriagados que causam prejuízos a sociedade tem grande parcela de culpa. Tenho certeza de que se os brasileiros pagassem efetivamente pelos erros cometidos em estados avançados de embriaguês, pensariam duas vezes antes de exagerar, de dirigir, etc.

No Basil, nenhum comerciante tem medo de vender bebidas a menores. Porque? Porque não há fiscalização e conseqüente punição. Morei nos EUA e lá, mesmo com 35 anos de idade, sempre me pediam para mostrar a identidade para comprovar que posso beber. Entrei um vez em uma loja de bebidas quando eu já tinha idade legal para beber, acompanhado de meu irmão, que ainda não tinha idade para isso. O comerciante se negou a me vender. Eu disse a ele:

- Tudo bem, volto mais tarde.

Ele me respondeu:

- Não volte! Para você, hoje, eu não vendo mais.

Ele agiu dessa forma por uma única razão: medo. Medo de perder a sua licença. Medo de não poder continuar com o seu negócio. E isso só porque lá existe fiscalização e efetiva punição. Tornar o álcool um vilão por problemas da sociedade é o mesmo que dizer que as armas de fogo são a causa de muitas mortes no Brasil. É a mesma história. As armas podem ser utilizadas para a prática de esportes ou para assassinar outras pessoas. No segundo caso, a culpa é da arma?

Grande abraço do

Juliano Mendes

Brazuca

23 de junho de 2010 1

"Valther, tem uma música de 1998 cujo autor também é Gabriel, o Pensador, que retrata ainda hoje a questão abordada naquele tempo. Chama-se “Brazuca”. Recomendo dar uma olhada e prestar atenção na letra da música. Brasil x Copa, Futebol x Problemas Esquecidos.

Vale a pena conferir e se for o caso até postar no blog.

Um abraço.

Fritz"

Alguém explica?

23 de junho de 2010 1

Maços de cigarros estampam cenas chocantes dos malefícios do tabagismo. Não desestimulam o fumante, mas a mensagem está ali, com fotos que a alguns faz reclamarem do mau gosto das imagens. Ora, não dá para mascarar a realidade: o tabaco faz muito mal, e até mata. É uma droga que causa dependência e sofrimento.

O que não se sabe até hoje é o porquê da outra droga legalizada, o álcool, não receber o mesmo tratamento. Para que ficasse no mesmo nível, deveriam os rótulos de bebidas alcoólicas serem estampados também com fotos de suas perversas consequências.

Considerando que o alcoolismo é responsável por tragédias ainda maiores que o tabagismo, fica difícil entender o motivo de não ter o mesmo rigor no que toca à advertência do mal que faz.