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Faixa desativada

30 de julho de 2010 4

Caro Valther,

Quando os contribuintes, preocupados com os destinos dos impostos que pagam, dão uma sugestão aos órgãos públicos, quase sempre essas sugestões caem no vazio. Mas quando a gente critica uma ação ou uma situação, sempre tem alguém criticando que a gente critica e reclama.

Pois bem, ciente que posso ser criticada por fazer uma critica, ou ouvir a costumeira reclamação que o povo só reclama, peço sua permissão para deixar uma critica, uma sugestão e uma pergunta ao poder público, no teu Blog.

Anteontem, após almoçar num restaurante localizado nas imediações da Rua Antônio da Veiga, atravessei pela passarela – mais por exercício do que pela necessidade de atravessar a rua. Penso que os alunos da FURB devem usufruir bastante daquela passarela, pois ficam sentados boa parte do tempo, estudando, e, principalmente na saída, os que precisam atravessar a rua podem aproveitar o trajeto para fazer exercício físico. São várias subidas e descidas, mas nada cansativo. Serve como ¨pista de caminhada¨ para quem sabe o quanto é bom caminhar uns metros a mais.

Já na calçada, parei para observar a construção, e notei que embaixo da passarela há uma faixa de segurança, uma grade no canteiro e duas placas – uma de cada lado da faixa, com os dizeres: ¨FAIXA DESATIVADA USE A PASSARELA¨. Fui pesquisar o significado de ¨Desativar¨. Até 1990, escrevia-se ¨Desactivar¨. A partir de então a grafia foi alterada por um Acordo Ortográfico (outro). Bem, entendi que podemos desativar uma usina, uma bomba, um poço de petróleo, mas desativar uma faixa de segurança soa um tanto esquisito. Ou seria a tinta de tão boa qualidade que não foi possível ¨apagar¨? Então ficou assim: a passarela, a faixa de segurança embaixo dela, uma grade no canteiro central e duas placas avisando que a faixa de segurança está desativada. Desativada para os pedestres, porque algum motorista desavisado pode parar antes dela, pela força do hábito, e o carro que estiver dirigindo levar uma batida na traseira.

A Sugestão: já que dá para desativar uma faixa de segurança, deve dar também para ¨despintar¨, deixar da cor do asfalto. Retirar as duas placas informando a desativação e colocar duas placas bonitas incentivando o uso da passarela, em local com boa visibilidade aos pedestres, e não embaixo da mesma.

A crítica: para a próxima, uma demão de tinta preta especial custa mais barato que duas placas, e o serviço não fica parecendo inacabado. Os estudantes da FURB sabem que devem usar a passarela. Ainda assim, se algum tentar atravessar por terra, há uma grade no canteiro central, impedindo a passagem. A pergunta: Aquelas duas placas na calçada estão de acordo com a Lei das Placas?

Isabel Ferronato, Blumenau

(Foto: Isabel Ferronato)

Comentários (4)

  • Valdemir Nicoletti diz: 31 de julho de 2010

    ISABEL, uma placa assim, com os dizeres DESATIVADA, poderíamos colocar em frente a prefeitura de Blumenau. Pois ha tempo que a administração municipal em nossa cidade está desativada.
    Querem prova? Aqui não se planeja nada, tudo é feito conforme o andar da carruagem, obras inacabas e mal acabadas por todo lado, vereadores que não enxergam o caos que está nossa cidade, a população não é ouvida, pra tudo existe uma desculpa; as vezes usam argumentos como chuva, falta de recursos, burocracia e por aí vai pra não assumir que estamos sem prefeito e sem administração.

  • Isabel diz: 31 de julho de 2010

    Já que a faixa não está mais na ativa, mas continua lá, talvez pudessem transportá-la para outro local onde está faltando faixa de segurança ou a tinta já sumiu faz tempo. A tinta de uma faixa desativada, pelo que parece, dura mais. Essa daí, ¨desativada¨, está bem conservada. Diferente de outras faixas de segurança sem faixas brancas, mas ativadas. Até das recém-pintadas a tinta está desaparecendo. Essa aí é dura de apagar, hein?

  • Isabel diz: 31 de julho de 2010

    Valdemir, entendo e concordo contigo. Só tenho outro entendimento no caso de obras, em relação ao trânsito. Penso que todos devem colaborar. Antes da pressa de cada um é preciso priorizar condições de trabalho para os que estão relizando a obra. Alguém me disse que, quando a Rua 7 foi delimitada, muitos moradores foram contra a largura proposta na época. Queriam que fosse mais estreita. Imagine se tivesse só duas pistas e as obras. Seria o caos em dobro. Abraço.

  • Charles R. K. diz: 4 de agosto de 2010

    é trágico e cômico ao mesmo tempo!!!

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