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30 de novembro de 2010 2

Conheço alguém que exige, mas trata-se de pedantismo: “doutor” não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário. Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de “doutor”, sem o ser, e fora do meio acadêmico.

Não sou eu quem o diz. Aquele é um trecho de sentença judicial negando provimento à ação promovida por um juiz que se sentiu desrespeitado por ser tratado por “você” pelo porteiro do prédio onde residia.

Pretendo voltaro ao assunto, em breve, pois já recebi contestações àquela nota publicada em minha coluna no Santa, edição da última terça-feira.


Comentários (2)

  • John Nobody diz: 30 de novembro de 2010

    Foi bom saber; vou orientar os flanelinhas para pararem de me chamar de doutor!

  • Leandro Karasinski diz: 1 de dezembro de 2010

    Valther, o título de doutor nem sempre é recebido após defender tese acadêmica perante a banca examinadora.

    O título de doutor foi concedido aos advogados por Dom Pedro I, em 1827. Título este que não se confunde com o estabelecido pela Lei nº 9.394/96 (Diretrizes e Bases da Educação), aferido e concedido pelas Universidades aos acadêmicos em geral.

    Fonte: http://www.oab.org.br/oabeditora/users/revista/1211290605174218181901.pdf

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