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Casa desarrumada

25 de abril de 2011 1

A presidente Dilma disse nesta segunda-feira, 25, que o governo está no combate acirrado à inflação. Faz bem, por dois motivos: inflação é um flagelo que conhecemos bem, só quem tira vantagens dela é o sistema financeiro;  a popularidade do governo depende de mantê-la em níveis aceitáveis.

Sabe também a presidente que a causa do descontrole dos preços é o próprio governo federal. Do governo anterior, que botou os pés pelas mãos. Ela não pode dizer isto, tem que aguentar o tranco e consertar o estrago, até porque fez parte do governo anterior.

Está sendo dolorido para ela, até o programa que é a menina dos olhos da presidente – o PAC – está sofrendo cortes. Mais difícil será cortar as despesas de governo, que são exageradas, porque a sustentação de seu apoio parlamentar depende dos partidos políticos, cuja boa vontade é mantida com verbas e cargos. Patriotismo é coisa de discurso.

Assim sendo, e por isto, o combate à miséria, prometido por Dilma, vai ter que esperar um pouco. Só depois de arrumar a casa é que poderá se dedicar à ele.

Não é fácil ser estadista. Fácil é ser presidente do Brasil. O tempo dirá de que barro é feito a presidente Dilma.

Comentários (1)

  • Braz dos Santos diz: 26 de abril de 2011

    A ppresidente Dilma se defronta com duas heranças malditas do Lula: a gastança desenfreada na eleição da sucessora, no caso a própria presidente, e a manutenção, no Ministério da Fazenda, do Guido Mantega, que está totalmente perdido na condução da política econômica. Não será apenas aumentando a taxa de juros que conseguirãoa controlar a inflação. O controle dos gastos públicos é essencial, mas nessa questão ninguém toca, porque acabaria afetando as relações do governo com a sua base aliada no Congresso, nessa troca de favores e de interesses indecente. Talvez haja uma solução: a demissão do Mantega e a ida de Palocci para o Ministério da Fazenda. Palocci, além de extremamente competente, não é dado a bajulaçoes e tampouco abriria mão de medidas capazes de colocar o país nos trilhos, mesmo batendo de frente com os interesseiros de plantão.

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