Quando a sociedade perde a fé nas instituições o tecido social é rompido. Ok, vamos no popular: quando o abuso dos abusados, com perdão da redundância, faz entornar o copo; quando as leis não coibem, nem punem; quando a estrutura policial é insuficiente, o saco do cidadão estoura e ele resolve resolver o que o Estado não resolve, com perdão, novamente, das redundâncias. É um perigo, mas também pode ser o desesperado exercício do direito de defesa.
Transcrevo na íntegra um e-mail que recebi hoje, de um morador de Blumenau. Preservo o nome.
"Caro Valther.
Na minha rua ainda tem quem manda. Com relação ao som automotivo abusivo desta cacalhada. Ligamos para avô do inoportuno energúmeno, que além do recado dado, pedimos que transmitisse o mesmo aos outros. Ao mesmo tempo ligamos para a empresa do meliante falamos com o chefe dele.
Passo seguinte, outro amigo ligou para o merdel diretamente dizendo-lhe, que doravante seria na pedrada e que o tempo dele acabou. Interessante, acho que se-assustaram. Remédio de um doido é outro doido, veneno de cobra se combate com veneno de cobra, o fanho entende outro fanho e, quem tem, tem medo. Por enquanto acabou. Eles vão pro cacete se voltarem a incomodar. Aqui tem quem manda, e são as pessoas de bem.
Aconselho atirarem um punhado de britas em cima dos merdeis, quando eles passarem. Faça a sua parte. Não estranha não. Na minha razão brigo com satanás e ganho. Se aguardares solução por parte daqueles pagos para nos defender, esqueça.
Vai por mim."



