Pena, não dá para ter, afinal ele quis ser governador, trabalhou para isto, fez campanha, convenceu o eleitorado. Mas o pepino que pegou é monumental. Nem vou me referir às greves, logo na pegada, e outras que virão por aí.
O que está doendo mesmo no ovo de Colombo é a falta de segurança pública. O berreiro é geral. A herança é maldita. Os presídios são queijos suíços, não há efetivo suficiente em todas as áreas, de agentes prisionais a policiais.
Sucessivos governos embarrigaram o problema, e a leniência das leis destes últimos anos, afrouxadas em nome de um socialismo equivocado, estouraram no colo do atual governador.
A última fuga de presos, em Floripa, resultou na promessa da construção de um novo presídio na região metropolitanba da capital, dentro de 11 meses.
Nem de perto resolverá o problema. Os Estados federados, cada um por si, perderam a condição de recuperar o tempo perdido, ainda mais com a grana concentrada no cofre do governo federal. De Brasília não há sinalização de enfrentamento do problema, a não ser de forma pontual, o que significa que tudo será igual. A tal Guarda Nacional, que o Planalto diz que existe, é uma brincadeira de mau gosto. Aliás, mesmo que existisse, não teria função.
O problema é grave, a solução começa pela revisão do Código Penal, sob a ótica da realidade e não de ideologia partidária.
E pelo cumprimento das leis. Mas o que esperar de autoridades que são as primeiras a desrespeitá-las?
Colombo está lascado. E, se querem saber, vai também embarrigar. Por falta de grana, inclusive.
Mas ele quis ser governador. Ninguém o obrigou...