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Posts de outubro 2011

Saci-Pererê

30 de outubro de 2011 2

As crianças brasileiras não sabem que  31 de outubro é o dia do Saci- Pererê, personagem do folclore brasileiro. Não é culpa delas, foram ensinadas a comemorar o Halloween, do folclore gringo, bem de acordo com nossa fascinação pelo que é de fora. Tenho dúvidas, até,  se os professores sabem quem é o moleque de uma perna só.

Vamos a ele:

Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Naquela época era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta. Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma. O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal. Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu “proprietário”. Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras. A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos. Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.

Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país.

Curiosidade: – O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre.

Jacaranda

30 de outubro de 2011 0

Da África do Sul, onde mora, a blumenauense Mariana Klueger remete estas fotos de ipês-roxos que enfeitam sua rua, em Johannesburg. Consta que as mudas foram doadas pelo governo brasileiro ao primeiro presidente sulafricano. E lá, como cá, quando florescem, chamam a atenção de todos.

Em afrikaner é chamado de jacaranda ( iakaranda)




Fomos longe

26 de outubro de 2011 3

Definitivamente, a Oktoberfest de Blumenau é seu maior produto cultural de exportação.

Bela matéria de emissora da Coreia do Sul.

Interessante

26 de outubro de 2011 0

Lição de justiça

26 de outubro de 2011 4

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª. Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob a acusação de furtarem duas melancias. Não é recente, mas vale o registro. Para sempre.

“DESPACHO JUDICIAL DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA NOS AUTOS DO PROC No. 124/03 – 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:

DECISÃO

Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.

Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o surto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)… Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste ou desta presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz. Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia… Poderia dizer que os governantes das grandes potências mundiais jogam bilhões de dólares na cabeça dos iraquianos enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra – e aí, cadê a Justiça neste mundo? Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.

Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir. Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.

Expeçam-se os alvarás. Intimem-se, Rafael Gonçalves de Paula – Juiz de Direito”

Será?

25 de outubro de 2011 4

É algo tão fantástico que fico em dúvida sobre a veracidade. Uma solução assim, se verdadeira, deveria ser adotada em escala planetária.

Você sabia?

24 de outubro de 2011 2

Curiosidades também podem ser cultura. Ou não, mas sempre são interessantes.

Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + a palavra que designa o número 8 na respectiva língua.

A letra N é o símbolo matemático de um conjunto infinito (o dos números Naturais) e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito.

Português: noite = n + oito

Inglês: night = n + eight

Alemão: nacht = n + acht

Espanhol: noche = n + ocho

Francês: nuit = n + huit

Italiano: notte = n + otto

Animais desnecessários

23 de outubro de 2011 2

Valther,

me chamo Felipe Mertens Brancher, tenho 24 anos e sou Blumenauense. Adoro a Oktoberfest, porém sábado presenciei uma cena lamentável no Desfile. Enquanto esperava para desfilar na Oktober, vi uma das vacas que estavam puxando um dos carros desmaiar antes mesmo do desfile começar. Deve ter sido devido ao calor do dia de ontem, se para as pessoas já estava quente imagina para os animais. Além disso meu irmão que assistia o desfile me disse depois, que um dos cavalos que puxava uma carroça quase avançou sobre o público que estava assistindo próximo às Casas Bahia. Segundo ele, o cavalo demonstrava muito estresse.

Pediria sua ajuda para informar sobre o ocorrido e para que a organização dos Desfiles da Oktoberfest Blumenau revisse e proibisse a utilização de vacas/bois e cavalos para puxar os carros. Existem jipes que podem fazer o mesmo trabalho. Tradição e maus-tratos não deveriam ser sinônimos.

Felipe Mertens Brancher, Blumenau

Quando eu digo...

23 de outubro de 2011 6

Prezado Valther, corroboro em gênero e grau contigo, quando afirmas que o blumenauense dirige mal. Aliás, para serem considerados maus motoristas terão de melhorar muito. Há 20 dias retornei de uma viagem de negócios a Espanha, onde fiquei positivamente espantado com o trânsito de Barcelona. Linhas de metrô e trens, corredores exclusivos para ônibus e,principalmente, motoristas que RESPEITAM os pedestres e param nas faixas, onde os primeiros sempre têm prioridade.

Confesso que aqui, tenho medo de caminhar nas ruas, tamanha a falta de educação e  velocidade que imprimem os nossos “motoristas”. Está mais que na hora de punir os infratores, como, por exemplo, aqueles estúpidos que insistem em utilizar os corredores dos ônibus e fazem os que cumprem a lei sentirem-se verdadeiros idiotas.

Grande abraço.

Humberto J. Paiva, Blumenau

Agora, o roxo

21 de outubro de 2011 1

Atendendo a milhares de solcitações, na verdade duas, eis uma magnífico exemplar do ipê-roxo, árvore-símbolo de Blumenau.

A foto é de Sérgio Tormes, que comenta, com propriedade e poesia: ” No Bairro Vila Nova, este ipê-roxo esperou terminar o show de exuberância dos ipês-amarelos para só então florescer e mostrar sua beleza.”