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Posts de novembro 2011

Férias

04 de novembro de 2011 6

Pessoal, vou dar um tempo, saio para o gozo (incrível, esta expressão!) de férias.

Volto no começo de dezembro.

Obrigado pela companhia. A gente se reencontra daqui a pouco.


Brasil à parte

03 de novembro de 2011 4

O texto é da propaganda de um refrigerante famoso. O refrigerante não vem ao caso, o texto sim. É mensagem positiva, mas aquela afirmação de que "para cada corrupto, há 8 mil doadores de sangue" não deve ter levado em conta a realidade brasileira. Não temos, aqui, tantos doadores de sangue.

  • Para cada tanque que fabricam no mundo, fabricam 131 mil ursos de pelúcia.
  • Para cada bolsa de valores que despenca, há 10 versões de “What a Wonderful World”.
  • Para cada corrupto, há 8 mil doadores de sangue.
  • Para cada muro que existe, há 200 mil tapetes de bem-vindo.
  • Enquanto um cientista projeta uma nova arma, 1 milhão de mães estão fazendo bolos de chocolate.
  • No mundo imprimem mais dinheiro de Monopoly do que dólares.
  • Há mais vídeos divertidos na internet do que más notícias em todo mundo.
  • Amor tem mais resultados no Google do que medo.
  • Para cada pessimista, há 100 casais buscando um filho.

Quem diria...

03 de novembro de 2011 0

A homeostase de risco é uma hipótese sobre risco, desenvolvida por Gerald JS Wilde, professor emérito de psicologia na Universidade de Queen, Kingston, Ontário, Canadá. Esta hipótese sustenta que todo mundo tem o seu próprio nível fixo de risco aceitável. Quando este nível de risco varia, haverá um correspondente aumento ou redução do risco em outros lugares para fazer com que o risco volte ao equilíbrio. Wilde argumenta que isto é válido mesmo para os modelos sociais em grande escala, que devido a sua complexidade, pode ter consequências inesperadas por causa de uma pequena mudança introduzida em seu meio.

Por exemplo, imaginemos que queremos reduzir o número de acidentes de trânsito. Se alguém sugere implementar nos carros o sistema de freios ABS, provavelmente pensaremos que é uma boa ideia para evitar acidentes. Mas um experimento demonstrou que acontece justamente o contrário. Foi o chamado Experimento do taxista de Munique, realizado no final de 1980. A metade da frota de uma companhia de táxis de Munique foi equipada com o novo sistema de freios ABS, a outra metade não. Os pesquisadores descobriram que a maioria dos táxis envolvidos em acidentes eram justamente os carros equipados com ABS. Para verificar o que ocorria, instalaram um tipo de caixa preta nos táxis que registrava toda a informação da condução. Os taxistas também podiam ter a companhia de observadores que tomavam nota de sua conduta; mas os taxistas não sabiam quem era observador e quem não o era, e os observadores não sabiam também se o táxi tinha ABS ou não. Todos os dados sugeriam o mesmo: os motoristas mudaram rapidamente sua forma de conduzir pela presença do ABS e essa mudança acabava por completo com os benefícios proporcionados pelo novo sistema de freios. Uma vez que descobriram que a distância efetiva de freada era mais curta, começaram a conduzir colados no carro da frente, fazer mudanças de pistas mais bruscas, a conduzir mais rápido e, em geral, a ser menos cuidadosos. O novo "equipamento de segurança", longe de tornar os carros mais seguros, em realidade fez com que se tornassem mais perigosos, simplesmente porque sua presença mudava o comportamento dos motoristas ao volante.

Em um sistema tão complexo como a sociedade em seu conjunto, a relação causa efeito se diluem, de modo que é difícil averiguar que medidas são as apropriadas para atalhar um problema ou se realmente o problema foi atalhado por essas medidas ou por outras das quais não somos conscientes. No mundo do trânsito ocorrem continuamente estas coisas. Por exemplo, imaginem que queremos solucionar o problema de engarrafamentos nas avenidas de acesso a uma grande cidade. A lógica impõe que só há que construir mais estradas e voilá: problema solucionado. No entanto, sempre que constroem (ou alargam) novas vias, o trânsito cresce em pouco tempo (as pessoas, ao descobrirem que está mais fácil circular, simplesmente começa a usar mais o carro). No mesmo sentido, parece que o apoio ao transporte público seja a panaceia aos engarrafamentos das vias pública. No entanto, não é exatamente assim. Mais transporte público eficiente e barato, menor número de carros nas ruas... mas em pouco as pessoas percebem que tendo menos carros nas ruas, aumenta a comodidade à hora de circular, atravessa-se a cidade mais rápido gastando menos combustível e finalmente ir de carro é sempre melhor que ir em transporte público. Assim logo logo as vias voltam ao estado de engarrafamento anterior ou inclusive pior.

Algo parecido pode ser dito em relação aos países que conduzem pela esquerda. Pensamos que se obrigarmos esses países a conduzir pela direita provocaremos toda classe de acidentes até que se acostumem. No entanto, o efeito é justamente o contrário: reduz-se consideravelmente o número de acidentes porque as pessoas passam a dirigir com mais medo e precaução (até que se acostumam à nova forma de condução).

Como é bom saber tocar um instrumento...

02 de novembro de 2011 0