Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de dezembro 2011

Previsões 2012

30 de dezembro de 2011 3

O ser humano, que insiste em cometer no presente os erros do passado, procura permanentemente penetrar no futuro. Em vão, mas não leva isto em conta. Insiste, não desiste, desconsidera que aquilo que ainda não aconteceu não existe. E há quem viva disto, desde sempre.

Tudo bem, vamos na onda, sem levar – e nos levar – a sério. Antecipo aqui o que sairá em minha coluna no Jornal de Santa Catarina, edição deste fim de semana. São previsões que, por tradição, publico no fim de cada ano. Se todos podem, posso também. Ei-las, e desculpem algum acerto:


Previsões 2012

Ano do Dragão, no calendário chinês

Ano da anta, no calendário de muitos


• Pesquisadores descobrirão que o calendário Maia não chegou ao final de 2012 por falta de tinta.

• O aeroporto de Navegantes, teimosamente, continuará ostentando o epíteto de internacional.

• Durante a campanha eleitoral muitos prometerão a duplicação da BR-470. Muitos acreditarão; alguns deles cairão também no conto do bilhete premiado, no decorrer do ano.

• Dilma continuará a ser chamada de presidenta pela situação e presidente pela oposição. E de outras coisas, porque é ano eleitoral.

• Será mantida a média de uma explosão de caixa eletrônico por dia.

• Papagaio, o assaltante, não fugirá da prisão em 2012. Nem ele aguenta mais a rotina.

• Em março cientistas brasileiros começarão a treinar uma lula para rivalizar com Paul, aquele polvo alemão que acertou os resultados dos jogos da última Copa. O projeto custará R$ 437 milhões, não dará certo e tudo acabará em paelha.

• Em Indaial e Blumenau a frase mais dita e ouvida até abril será:  ” Mas que calor, hein?

• Em outubro um cearense chamado Raimundo será campeão da competição de chope em metro. Vasco, um sergipano, será vice. O terceiro colocado será Rolf, de Blumenau.

• Há alguma possibilidade de os prédios dos Correios e da nova Delegacia Regional, em Blumenau, serem terminados até 21 de dezembro. O Edifício América, não.

• Os vereadores de Blumenau não votarão aumentos de salários em 2012, a não ser em sessão fechada.

• Muitos candidatos usarão a imaginação para burlar a lei e farão, como sempre, propaganda eleitoral antecipada. Também como sempre, o eleitor não levará aquilo em conta na hora de votar.

• Haverá greve de bancários, professores e motoristas de ônibus, além de outras.

• Os leitores continuarão instigando a coluna para dar um pau em quase tudo.

Somos perdedores

28 de dezembro de 2011 2

O ano termina, daqui a pouco estaremos em ano eleitoral, um teste para a memória do eleitor que, cá entre nós, não é muito bom de memória.

Aos que mantém a memória em dia certamente não faltará elementos para filtrar seu voto. Quem prometeu a duplicação da BR-470, quem prometeu dar um jeito no jeito torto do Trevo da Mafisa, o comportamento dos vereadores blumenauenses no caso do aumento dos salários da próxima legislatura e assim por diante.

Raros são os eleitores que acompanham os trabalhos de seus representantes, raros são os que avaliam seu desempenho. A maioria vota como se fosse um jogo, e acha que o jogo se encerra quando seu candidato vence. Ora, é aí que o jogo começa , mas vá tentar convencê-los.

Esta coisa de torcer para partidos como se torce para times de futebol é que faz do jogo político um jogo em que a sociedade sempre perde. Se o corrupto flagrado é de sua simpatia, cobrem-no com um manto de solidariedade incoerente; se for de outro time, digo, partido, aí posam de indignados exigindo justiça, quando não vingança.

O jogo político só será favorável à sociedade quando esta se der conta que faz parte do jogo, e não da torcida.

Paz no trânsito

27 de dezembro de 2011 2

Nesta semana que separa o Natal do Ano-Novo Blumenau tem o trânsito dos sonhos. Pena que, como todos os sonhos, são curtos e logo a gente acorda para a realidade.

Mas vale enquanto dura.

Beira-Rio, terça-feira, 27 (Foto: Valther Ostermann)



Cascatas

26 de dezembro de 2011 2

Não está na colunas sociais, é considerado out, mas o fato é que as cascatas de Blumenau estão bombando, e não é de hoje. Por cascatas entenda-se aqueles quase parques temáticos, com piscinões de água de fonte, algumas mineral, e alguns brinquedos. O povo chama de cascata, e cascata ficou. E pegou.

São frequentadíssimas e estruturadas, um programão para quem ainda não se aventurou a ir. E um bom negócio para investir, cabem mais, há público. Afinal, o clima é de pelo menos 10 meses de muito calor e sol causticante. A publicidade é testemunhal, o famoso boca-a-boca, que pelo jeito tem funcionado muito bem. Ônibus despejam turistas até do exterior.

Se ainda não é in, logo será. O estresse da ida ao litoral está desanimando muitos,  e as cascatas, mais dia, menos dia, serão a opção para o verão e para as outras estações, tirante o inverno. Quando há inverno , aqui nem todo ano há.

Fica, então, a sugestão: você nunca visitou uma? Então vá!


Viver

25 de dezembro de 2011 1

Desconheço o autor, mas o conteúdo é interessante:

“… meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes. Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa…

Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isto me sinto absolutamente feliz.  Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos não tenho mais o pique do jovem, nem a mesma saúde, portanto, viajar, comer pizza e me entupir de café já mais me atraem tanto. Roupas não irão melhorar muito meu visual.

Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido .”

Ideias para nosso trânsito

22 de dezembro de 2011 1

O leitor e amigo Douglas Rosemann enviou a transcrição de um parágrafo publica na revista Superinteressante (dez/11) com uma medida aplicada lá fora que talvez funcionasse aqui. O bolso é a parte mais sensível do homem, nos dois sentidos:

“… Outra ideia veio de Estocolmo, uma cidade hipercivilizada, mas que também tem a sua parcela de motoristas barbeiros e/ou imprudentes. As autoridades tiveram uma ideia estranha: e se, em vez de distribuir multas, a capital da Suécia transformasse o trânsito em jogo?

Um medidor de velocidade foi instalado numa das maiores avenidas da cidade. Era um equipamento comum, como as lombadas eletrônicas e os radares típicos das grandes metrópoles. Ao passar pelo sensor, o motorista vê sua velocidade e tem a placa do carro fotograda. Quem excedesse o limite, 40 Km/h, levava multa. Só que o dinheiro da multa não ia todo para o governo: parte era sorteada entre os demais motoristas, que haviam passado naquela avendida sem exceder a velocidade permitida.”

Funcionou! A média naquele trecho, onde passam em média 8 mil carros por dia, caiu de 32 km/h para 25 km/h, uma redução de 22%. Não foi preciso criar novas leis, reforçar o policiamento ou fazer campanhas de consicientização. Apenas criar um jogo tão simples quanto uma loteria …


E não é que ele existe?

21 de dezembro de 2011 1

Élio Lazzarotto, gaúcho que mora  em São Lourenço do Oeste, aqui na nossa Santa Catarina, é um Papai Noel autêntico. Aliás, bota o original no bolso.  Já distribuiu dois milhões de presentes e interagiu com mais de cinco milhões de pessoas, em 13 anos.

Se tiverem algum tempo disponível, acompanhem sua história:


Resto de paraíso

21 de dezembro de 2011 1

Prezado senhor Ostermann, leio o Santa todos os dias. Já algumas vezes pensei em mandar uma reclamação ou , claro, parabenizá-lo pelos comentários.

Desta vez faço um alerta . Sou veranista na praia da Tainha, municipio de Bombinhas, há 33 anos. Mais ou menos 180 mts. de praia. Chega a 400 pessoas entre o Natal e final de janeiro. Não temos e nunca tivemos um único guarda-vidas lá. E olha que a praia está em todos os folders , propagandas, fotos, etc., feitos pela prefeitura. Muito menos banheiros públicos. Segurança, quando chamamos ou quando conseguem chegar. Não queremos exclusividade, como ja fomos acusados. Queremos o mínimo, e os turistas que lá chegam, deixam , na maioria das vezes, muuuuito lixo. Geralmente recolhido uma vez por semana, no verão. Claro que a preservação é um sonho. Uma área na beirinha da praia foi transformada em estacionamento. E o famoso “som”.

Convido-o para conhecer um restinho de paraiso, ainda . Um paraíso que todos falam, mas está deixando de ser, infelizmente.

Verginia Borba

Vale a pena ouvir de novo

20 de dezembro de 2011 1

Os menos jovens lembrarão, os bem jovens podem gostar. Gravado ao vivo, em 1965, as imagens perderam-se num dos incêndios da TV Record.

Elis e Jair, muito talento e sambas da melhor qualidade.

Cena urbana

19 de dezembro de 2011 6

Meninos, eu vi: hoje pela manhã, na Rua Getúlio Vargas, Centro de Blumenau, um cidadão chamou a atenção de um sujeito que acendeu o último cigarro do maço e, na maior, jogou o maço vazio na calçada.

A reação do sujeito foi violenta, partiu para palavrões em altos brados e por pouco não agrediu fisicamente o outro. Tamanha falta de civilidade constrangeu todo mundo que assistiu à cena.

Estúpidos sociais existem aos montes, e cada vez mais. E enchem o saco.