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Conto de Natal

06 de janeiro de 2012 3

Está rolando na internet este Conto de Natal, do promotor aposentado Ivar Hartmann, publicado no NH, Jornal de Novo Hamburgo, RS, mês passado. Vale a leitura.

” Os parlamentares brasileiros certamente não apanharam nem foram castigados quando eram pequenos. Porque, se o tivessem sido, talvez não dessem demonstrações tão grandes de mau caráter. Ou, ao contrário, eram tão ruins que não adiantaram os exemplos paternos. E se criaram como esta gente que aí está. Personagens do Dia das Bruxas e não do Natal.Mas vamos a minha história. Contaram-me como verdade. Repasso acreditando.

Época de Natal quando tudo deve ser fraternidade, alegria, educação, amor ao próximo. Em um grande supermercado de Novo Hamburgo, na fila do caixa, um senhor era atormentado pelo carrinho de trás. Empurrado por um menor, sob os olhares complacentes da mãe, a criança empurrava o veículo para frente e para trás, tendo como alvo as canelas do infeliz cliente. Com justa irritação, após várias batidas, o homem virou-se para reclamar da postura do menino. E ao dialogar com a mãe do mesmo, chamou a atenção dos demais presentes à fila ou nas filas ao lado. Longe de simplesmente agradecer a reclamação e tomar as providências que o caso merecia, a mulher saiu-se com esta: “Meu filho ainda é pequeno e estou criando ele com liberdade!” Uma afirmação desta natureza é uma aberração e, claro, todos se espantaram e aguçaram os ouvidos. O próximo passo seria o cidadão dar um puxão de orelhas no moleque. No moleque, mas quem merecia era a mãe, pensavam…

E aí, a surpresa foi geral. Atrás, na fila, havia outro homem que resolveu bancar o Papai Noel. O bom velhinho que educa as crianças e exempla os pais quando necessário. Pois este, sem maiores delongas, abriu a embalagem de ovos que levava, tirou um deles e simplesmente encostou-o na cabeça da distinta dama, esmagando-o… Vocês podem imaginar? Eu fiquei imaginando e disse que não podia ser verdade! Mas havia uma testemunha presencial. E a história continuou: espantada com a ação, a clara e a gema escorrendo pelos seus cabelos, a mulher virou-se para trás aos gritos:

- Mas o que o senhor está pensando?

E o cidadão, comprazido:

- Eu também fui educado com liberdade!

E então, como pano de fundo desta história destes dias de Natal em supermercados, a platéia presente iniciou uma salva de palmas, enquanto a mulher, deixando seu carrinho para trás, fugia para o estacionamento… Estas coisas é que fazem falta no Brasil. Bendito Natal.”

Comentários (3)

  • Giovani diz: 9 de janeiro de 2012

    Já aconteceu comigo algumas vezes, situação parecida, do moleque cometer barbaridades e os pais simplismente ficarem olhando.

    O engraçado é que ao encarar os pais, eles fingem que nada está acontecendo.

    Vontade é de dar um troco a algum arteiro que passar e mandar fazer o mesmo com os pais despreparados.

  • Celso diz: 10 de janeiro de 2012

    Só não entendi o que o politico tem haver com isso. Pq se não vejamos: diante de tanta escalada de criticas aos politicos o que querem afinal esses criticos. que volte uma ditadura ferrenha? corporações estão construindo palácios para repartições públicas pais afora e ninguém desses criticos é capaz de abrir a boca. vão agora construir um prédio de 12 andares em blumenau para sediar um tal de centro civico, e os criticos ajam isso bacana. Ou de novo os politicos são os culpados? Acho que quem realmente preza pela democracia, deve sim chamar nossos politicos para a responsabilidade, exigindo que os mesmos abram a boca, porque pelo andar da carruagem , infelizmente estamos criando uma geração de politicos acuados, muitos deles realmente acovardados e com medo de falar qualquer coisa que possa atingir o tal de stablischment; e serem cassados. temos que exigir que nossos politicos sejam efetivamente nossos representantes e não boca alugada de grupos economicos ou corporativistas. Todas as correntes politicas do Brasil já assumiram o poder politico e está agora na hora de haver um pacto entre os partidos para que sejam defenitivamente partes representativas da sociedade.

  • Afonso Luiz diz: 16 de janeiro de 2012

    Pois é, cada pai e mae tem o filho que merece. Quanto aos parlamentares, muitos aprenderam com seus próprios pais a não ter escrúpulos e pensar no bem comum do povo. A fruta nunca cai muito longee do pé, já diz o ditado popular

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