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Posts de janeiro 2012

Paul, Eric, George...

31 de janeiro de 2012 1

Já assisti a este vídeo um zilhão de vezes.  Viva George.

Culpa de quem, mesmo?

31 de janeiro de 2012 0

Estou a caminho da aposentadoria, como todo e qualquer trabalhador que sobrevive a mais de três décadas de contribuição. Não é para já, mas cada dia que passa é um passo a mais. E estou apavorado.

Além do valor que certamente me dará um tombo quantitativo e, por consequência, qualitativo, passarei a fazer parte da multidão de “culpados” pelo imenso déficit da previdência. A baderna financeira de sucessivos governos estoura no colo dos pensionistas, e como aos governos falta modéstia, referem-se ao buraco financeiro como se fosse culpa dos aposentados. De modo dissimulado, mas muito claro.

O último aumento foi vetado pela presidente.

Case publicitário

30 de janeiro de 2012 5

Foto: Artur Moser


Não sei quanto custou ao dono da granja erigir a estátua da galinha que virou polêmica jurídica, mas certamente terá sido menos do que gastaria se pagasse toda a publicidade gerada pela polêmica.

Também não sei se a granja está vendendo mais ovos do que já vendia, mas certamente esta confusão consolidou o nome da empresa.

Considero um sucesso de marketing. Sem querer, claro, mas um sucesso. Só perde para a Luiza, aquela que foi para o Canadá, outro caso de marketing inesperado.

Se, apesar do recurso a que tem direito, a galinha tiver que ser retirada ou demolida, já rendeu frutos. Ou ovos, o que é quase a mesma coisa.


Folha atrasada

29 de janeiro de 2012 2


O meu Vasco é a razão de o Flamengo existir, e vice-versa. São times irmãos. Siameses.

Prova disto é o momento atual: um atrasa a folha, o outro também. Administrações desastrosamente iguais.

Rivalidade é coisa das torcidas.




Pombos, pombas

28 de janeiro de 2012 2

Há uma preocupação exagerada com os pombos de Blumenau. Eles são meio inconvenientes, sim, pois na falta de mais estátuas acabam fazendo na cabeça das pessoas o que costumam fazer nos monumentos, mas são ocorrências ocasionais.

Quanto ao que podem transmitir, não são mais dignos de preocupação que animais domésticos, cachorros em especial.

Barulho? Aí não, violão, os exibicionistas de som automotivo é que enchem o saco. Porém, em caso de multiplicação exagerada, será necessário o controle da população.

Ainda não é o caso.

 

(Foto: Artur Moser)

Da série “Tens que dar um pau”

26 de janeiro de 2012 2

Quem me acompanha através da coluna diária no Santa conhece esta série, que publico vez em quando, sempre que junto algumas sugestões interessantes. São pedidos de pessoas que me encontram pela cidade, me puxam para um canto e, com olhar de conspiração, instigam-me a descer o cacete nisto ou naquilo, sempre com a ressalva de não citar seus nomes. "Tens que dar um pau" é o que mais ouço destas fontes, que respeito, mas que são divertidas.

Eis as mais recentes:

– Põe na coluna que o INSS é deficitário coisa nenhuma. O dinheiro da Previdência está em Itaipu.

( Juro que não sabia.)

– O prefeito está escondendo da população que a margem direita da Beira-Rio vai desbarrancar e tu ficas quietinho?

(Esta me assustou: eu moro lá.)

– Estás sabendo que neste ano 60% da população de Blumenau não terá acesso à rede de esgoto? Uma vergonha. Dá um pau, cara!

(Na verdade, a partir deste ano a cidade terá 40% do esgoto tratado, concluída a primeira fase da implantação total. Mas ponto de vista é ponto de vista...)

– Tem um restaurante aí servindo carne de capivara. Te passo o nome se não citar o meu. Sabe como é, tenho família...

(Ele não me disse o nome do restaurante, e olha que insisti...)

FILHOS, MELHOR NÃO TELÓS

25 de janeiro de 2012 2

Susan Liesenberg, além de uma linda mulher, é jornalista. Já foi minha colega (no Santa) e continua minha amiga, o que é um privilégio. Amizade é quase amor, já disse alguém, e permite pequenos abusos, digo eu. Cometo um agora, publicando este texto de sua autoria sem pedir autorização. Os leitores deste blog certamente agradecerão minha iniciativa que, na verdade, é uma homenagem àquela cabeça mais linda que tudo o mais.

*

Quem ama uma arte de verdade não critica a alheia. Entende que cada arte faz cada um sentir para si o que sente em si, e isso é inquestionável. Você sente o que sente quanto ouve a "sua música", "aquela música", "a música", "a nossa música", "música", "aquela". E gosta "porque gosta dela" porque gosta dela. Não dá pra explicar. Não é pra explicar. Não se explica, só se sente. Futebol, música, um amigo foda, "Michel Teló" - a grande "saga de amor e intrigas" do Facebook essa semana -, a gente simplesmente se apaixona por aquilo que toca a gente. A gente 'é' aquilo. Into the wild na gente, gente. Sabem como é, né? Gente. A gente. Então... * Como ter a pretensão de dizer se o amor do outro vale a pena ou não? Quem se dá o direito de se intitular senhor das estimas alheias, das estimas "dessa merda que o povão gosta"? A gente pode não gostar, deve não gostar. É saudável o debate. Mas isso não nos dá o direito de atuar neste processo - e diante deste sentimento a que ele corresponde - com a mesma força ofensiva com que deliramos que nossos valores - conforme consideramos serem "os valores" realmente dignos - mais caros tenham sido atingidos. * 'A gente' se sentiu ofendido pelo sucesso do Michel Teló, "essa merda desse sertanojo" que "deu até na Forbes" (para o pavor dos leitores "broadsheet" que acham que sabem mais do que os outros porque "o jornal é difícil de folhear", e isso indica complexidade na leitura compenetrada em desdobrá-lo). Não foi ele quem nos atacou. Fomos nós. * O que nos incomoda no Teló? O que incomodou tantos de vocês no Teló, na capa da Época, no "recheio" da revista? Incomodou a intolerância em que a gente vive com quem admite que gosta daquilo que gosta porque a gente não tem coragem de assumir o que ama por sustentar pose demais pra isso, além de insistir em não querer ver quem é porque tem medo de poder, eventualmente, dançar "nossa, nossa... assim você me mata". O que é bem brasileiro. Ok, Grimaldis? Aproveitem Trancoso. E relaxem. "Delícia, delícia" ser cool!

Susan Liesenberg

Bandidos furreca

24 de janeiro de 2012 0

Ha muito bandido por aí que perdeu a oportunidade de fazer um teste vocacional. Tenho certeza que, tivesse se submetido ao teste, teria escolhido outra profissão. É  que a incompetência está demais, principalmente aqui no Vale do Itajaí, mas não só aqui.

Exageram nos explosivos e detonam o caixa eletrônico, a grana contida pelo caixa eletrônico e, às vezes, até a sala do caixa eletrônico. É muita incompetência. Hoje, terça, bem cedinho, tentaram assaltar uma empresa de ônibus na Rodoviária de Blumenau. Saíram sem um tostão. Falha no planejamento.

Mas, como disse, não é só aqui. Bandido brasileiro é esculhambado. O vídeo não me deixa mentir. Seria cômico se não fosse trágico. A gente ri de nervoso.

A realidade dói

24 de janeiro de 2012 0

Se você é pela causa, recomendo este site: Movimento Crueldade Nunca Mais.

Falta de quê?

23 de janeiro de 2012 3

A questão é: Blumenau precisa de mais lixeiras ou de mais pontaria? Este é um assunto que sempre chamou minha atenção, boto reparo, fotografo. Sou testemunha da falta de pontaria dos que vivem em Blumenau. Então, logo de cara, respondo que precisamos aprimorar a pontaria, treinando basquete, talvez. Mas pode não ser falta de pontaria, pode ser falta de educação, e aí o buraco é mais embaixo. Quem educa o cidadão que dos pais segue o exemplo de jogar seu lixo em qualquer lugar, e transmite este comportamento para os filhos? Já vi mamães desembrulhando balas para seu rebento e jogando a embalagem na calçada, já vi madame abrindo a porta do carro, no semáforo, e despejando lixo, já vi engravatados jogando baganas de cigarros em qualquer lugar.

Blumenau precisa de mais lixeiras, sempre precisará. E de mais civilidade, algo que já teve bastante e quase não tem mais. Ilustro o que digo com um dos muitos registros que fiz ao longo do tempo:


Foto: Valther Ostermann